sábado, 6 de outubro de 2018

Exposição Limbo de José Rufino

Limbo é o resultado de um processo de resgate das obras de José Rufino que estavam guardadas, perdidas, esquecidas, desprezadas, inconclusas ou apenas à espera de uma chance para aflorar pelas brechas das obras tidas como maiores, ou mais dignas de existência.
Estão expostos objetos que José Rufino chama de pré-obras ou proto-obras, além de esboços, maquetes, desenhos da infância e juventude, bem como resquícios de seu interesse, nos anos de 1980, pelas poesias concreta e visual e pela arte-postal.
Essa espécie de rescaldo do limbo das camadas da criação cobre o intervalo de 1970 a 2018 e inclui também obras mais recentes, simplesmente pelo fato de terem voltado ao ateliê, depositadas em algum tipo de esquecimento.
Escavação e transmutação são ingredientes fundamentais de sua produção e se fundem a interesses por temas como corpo, passado, memória, saudade, morte, relação público-privado e oprimido-opressor.
No entanto, para a construção dessa mostra José Rufino se lançou num grande desafio: passar uma peneira fina por todos os cantos do ateliê e catar as coisas que mais pediam - ou podiam - ser tratadas, restauradas, terminadas, datadas e levadas à existência de coisas de arte. Cada obra resgatada (cerca de 250) assume aqui a tarefa de complementar outra para compor um corpo só, um arquivo quimérico ou uma corda do tempo feita de fios de várias idades e diferentes matérias.

José Rufino
João Pessoa, Paraíba, 1965 – Artista e escritor é também professor de Arte nas Universidades Federais da Paraíba e Pernambuco. É autor do livro “Afagos”, editado pela Cosacnaify, do romance ainda inédito, “Desviver”, que recebeu a Bolsa Funarte de Criação Literária, em 2009.
Participou de cerca de duzentas exposições, entre coletivas e individuais no Brasil e exterior. Entre elas:
Dogma, na Central Galeria de Arte, em São Paulo, Violatio, no Museu da Escultura Brasileira, no CCBB/Rio de Janeiro, Aenigma na Galeria Milan em São Paulo; Blots & Figments, no Museu Andy Warhol, em Pittsburgh, EUA, e Faustus, no Palácio da Aclamação, em Salvador, quando ganhou o prêmio Bravo-Prime de melhor exposição do ano no Brasil. Participou da 25ª Bienal Internacional de São Paulo e das Bienais do Mercosul, Venezuela, Havana e Bienal do Fim do Mundo, em Ushuaia, Argentina.
Em 2016 ganhou o prêmio Mário Pedrosa, da ABCA, Associação Brasileira de Críticos de Arte, como melhor artista brasileiro contemporâneo. Atualmente é artista e também curador da Usina de Arte, projeto que transformou em polo cultural uma usina desativada, na zona da mata, no sul de Pernambuco.

Serviço:
Exposição Limbo de José Rufino
Quando: até dia 18/11 – diariamente das 8h às 19h
Local: Biblioteca Mário de Andrade - Hall, Sala oval e Sala do 3º andar
Endereço: rua da Consolação, 94, Centro, São Paulo

Nenhum comentário: