segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Cantinho da Poesia
Teresa, de Manuel Bandeira

Olá amigos, bom início de semana a todos nós.
Para a coluna Cantinho da Poesia de hoje destaco o saudoso poema Teresa, de Manuel Bandeira, bem conhecido no período escolar. Teresa é um dos poemas mais marcantes do modernismo brasileiro.



Teresa
A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo (Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)

Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.

Manuel Bandeira
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em 19 de abril de 1886, em Recife/Pernambuco e faleceu dia 13 de outubro de 1968, no Rio de Janeiro. Foi poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 1922 da literatura moderna brasileira, sendo seu poema Os Sapos o abre-alas da Semana de Arte Moderna de 1922. 
Terceiro ocupante da Cadeira 24 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 29 de agosto de 1940, na sucessão de Luís Guimarães e recebido pelo Acadêmico Ribeiro Couto em 30 de novembro de 1940. Recebeu os Acadêmicos Peregrino Júnior e Afonso Arinos de Melo Franco.

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