terça-feira, 5 de junho de 2018


Cantinho da Poesia
Poema de Lord Byron

Olá amigos, na coluna Cantinho da Poesia, um poema romântico do britânico e grande representante do Romantismo Lord Byron.
Abraços,
Míriam



Ela caminha em formosura, noite que anda 
num céu sem nuvens e de estrelas palpitante, 
e o que há de bom em treva ou resplendor 
se encontra em seu olhar e em seu semblante: 
ela amadureceu a luz tão branda 
que o Céu denega ao dia em seu fulgor.
Uma sombra de mais, em raio que faltasse, 
teriam diminuído a graça indefinível 
que em suas tranças cor de corvo ondeia 
ou meigamente lhe ilumina a face: 
e nesse rosto mostra, qualquer doce ideia, 
como é puro seu lar, como é aprazível.
Nessas feições tão cheias de serenidade, 
nesses traços tão calmos e eloquentes, 
o sorriso que vence e a tez que se enrubesce 
dizem apenas de um passado de bondade: 
de uma alma cuja paz com todos transparece, 
de um coração de amores inocentes.

Lord Byron
George Gordon Byron, 6º Barão Byron, conhecido como Lord Byron, foi um poeta britânico e uma das figuras mais influentes do romantismo.
A obra e a personalidade romântica de Lord Byron tiveram, no início do século XIX, grande projeção no panorama literário europeu e exerceram enorme influência em seus contemporâneos, por representarem o melhor da sensibilidade da época, conferindo-lhe muito de sedução e elegância mundana. Lord Byron teve uma vida pessoal bastante conturbada: na juventude foi acusado de abuso sexual pela prima, homossexualismo e também foi um dos primeiros escritores a descrever os efeitos da maconha. Em meio a toda essa agitação existencial, que se tornou o paradigma do homem romântico que busca a liberdade, Byron escreveu uma obra grandiloquente e passional. Encantou o mundo inicialmente com seus poemas narrativos folhetinescos, em que não faltam elementos autobiográficos, como Childe Harold's Pilgrimage, e depois o assustou com a faceta satírica e satânica que apresenta em poemas como Don Juan. Foi um dos principais poetas ultra-românticos. O cinismo e o pessimismo de sua obra haveriam de criar, juntamente com sua mirabolante vida, uma legião de jovens poetas "byronianos" por todo o mundo, chegando até o Brasil na obra de grandes escritores, como Álvares de Azevedo

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