segunda-feira, 31 de dezembro de 2018


Conto: O Caminho
Por Míriam Santiago

            Conheci, há alguns anos, uma senhora que vivia sozinha viúva, morava em um prédio pequeno e sem nenhum conforto, não que isso fosse um problema para ela, mas também fazia parte de suas lamentações.
            No edifício, era conhecida como “a rabugenta”, porque nada estava bom e sempre tinha alguma coisa a se queixar.
            Mesmo com esse temperamento, Lenira tinha amigos já não eram muitos como no passado, mas ainda restavam alguns que gostavam dela, por amizade ou por pena de sua solidão.
            - Lenira querida, o que fará nas festas de final de ano? – Ligou Fátima, para convidá-la para passar o Ano-Novo.
            - Amiga, agradeço por seu convite, mas passarei sem festejar.
            A amiga entendeu que ela não queria ver ninguém, bem, todos os anos era a mesma coisa e Lenira ficava em casa sozinha, reclamando e desperdiçando o tempo precioso em vão.
            Naquela noite, ao terminar a Queima de Fogos na televisão, foi dormir. Com duas horas de sono, a mulher de meia-idade levanta-se sonolenta para beber água.
            Cambaleando sonolenta pelo corredor, Lenira se assusta ao ver três portas.
            - O que está acontecendo? – Indaga a mulher, que se encosta ao corredor de acesso, pois o apartamento tem apenas dois quartos. O que seria a terceira porta?
            - Meu Deus, isso só pode ser sonho! O tempo começa a passar e a mulher não tem ideia do que está acontecendo, de qual porta escolher, aliás, nem sabe ao certo se está acordada ou não!
            De repente, sai da cozinha bem devagar, com o coração acelerado, para em frente das portas. Eram três agora! Como poderia ser isso? Respirou fundo, abriu a porta do meio e entrou. Nem se quer deu dois passos e a porta fechou-se. Lenira tentou de tudo, mas não conseguiu mover a maçaneta. Estava trancada dentro do quarto e o medo tomou conta de todo o seu ser. Tremendo ela foi se virando lentamente e para a sua surpresa, no lugar da cama e do guarda-roupa, estava no meio do nada, e adiante, um caminho a percorrer.
            Lenira, mesmo sem forças, e suplicando a Deus, resolveu dar os primeiros passos, pois tinha de enfrentar aquele desafio.
            Ela caminhou mais uns passos e ao olhar para trás, a porta estava tão longe que mal podia ver. – Como isso é possível? Indaga a mulher. E uma voz interior silenciou seus pensamentos, para que ela pudesse relaxar a cada passo.


            No caminho, juntaram-se a ela mais três mulheres todas foram lentamente caminhando para algum destino. Mais adiante, o lugar ficou mais claro e Lenira pode observá-las melhor. A mais nova era cheia de vida, falante, risonha, linda e feliz. Já a mulher balzaquiana tinha uma fisionomia ranzinza, não falava muito e as poucas palavras eram para reclamar de alguma coisa. Ao olhar para a terceira, esta era uma idosa de cabelos bem brancos, pálida, magra, sem vida e sem forças até para falar, ela apenas olhava e caminhava, sua expressão era de tristeza. Lenira se arrepiou por inteiro, mas todas continuaram a caminhada.
            A mulher mais jovem percorria cantando, uma melodia alegre e saudável. Lenira tentou conversar com ela, mas recebeu um cutucão e um sinal da mulher balzaquiana.
            A cada passo, o caminho tornava-se diferente. Do escuro, o percurso ficara mais bonito com lindas árvores e pássaros aos galhos. O caminho cortava uma cidade. Pessoas acenavam para a mulher mais nova e mandavam beijos, eram seus amigos e parentes. Todos tinham suas vidas e a cidade também, e nada interferia no caminho. Era como se elas estivessem dentro de um brinquedo, aqueles montáveis com trilho de trem e cidade ao redor. A sensação era essa.
            Ao olhar para trás, a porta do quarto desaparecera.  
            Lenira estava apreensiva, pois viu que o caminho estava chegando ao fim e se aproximavam de uma casa grande, bonita e com natureza ao redor.
            As quatro mulheres se aproximaram da casa e a porta da rua já estava aberta. Entraram e o local não tinha móveis, nem quadros, apenas as paredes eram brancas e muito limpas. O chão continuava o caminho que as levou até uma imensa sala. Lá aguardavam algumas pessoas, uma delas olhou para as mulheres e falou que todos passariam por uma entrevista e que teriam de aguardar em silêncio, e assim as mulheres sentaram e esperaram a vez.
            Nisso, Lenira viu uma mesa e cadeiras e um homem se aproximou. Era um senhor de bengala, chapéu e muito bem vestido. Era magro, com cabelos grisalhos e sem barba.
            A fila andou rápida e quando Lenira percebeu, só restavam elas no banco.
            O senhor fez sinal e pediu para que todas fossem até ele.
As mulheres sentaram e o homem pediu para que a mais jovem contasse a sua vida.
            Ela era brilhante, cheia de ideias, vigorosa e cheia de vida. Na infância e na adolescência, também tivera momentos de tristeza, de incompreensão porque ela tinha um espírito livre e aventureiro. Fizera muita coisa na juventude e ela preservava, acima de tudo, a sua liberdade. Porém, casou-se e teve um filho e a vida para ela foi se modificando e tornando-se rotineira.
            - Ela teve um filho! Admirou-se Lenira, pensando no seu que não o via há anos, após uma briga quando ambos pararam de se falar. E Lenira começou a chorar de saudades, não percebendo que a jovem terminara sua conversa.
            A moça então acabou de contar sua vida. O senhor nada falou apenas fez sinal para a mulher de meia-idade.


            E assim, esta falou dos acontecimentos que passara. De quando rompeu com o único filho e não mais foi procurá-lo, motivo de tristeza do marido, que faleceu com essa mágoa. Das reclamações de tudo na vida, de morar em um lugar que não gostava, e por aí foi uma lista de insatisfações e das coisas mesquinhas, entre uma infinidade de fatos desagradáveis.
            Lenira ficou boquiaberta e abaixou a cabeça de vergonha.
            O senhor fez com que a mulher terminasse e também nada falou a respeito de tudo o que ouviu, apenas fez um sinal de que havia terminado.
            - A senhora e eu, não falaremos? – Questionou Lenira.
            - Acho que você não entendeu. – Respondeu o senhor.
            - Sim, eu entendi, disse ela. Só que eu gostaria de saber o que a velhota tem a falar de si. E eu também queria completar alguma coisa sobre mim – Respondeu com insistência.
            - Mas você já expos o suficiente as etapas de sua vida. Digo-lhe que até agora você ainda não compreendeu. – Falou novamente o homem.
            - Então, alterou a voz Lenira, querendo saber sobre o futuro. O que tem a se explicar essa senhora?
            - Nada, disse-lhe o senhor, conhecedor de toda a verdade da humanidade. De fato ela é o seu futuro. Olhe e sinta como serão seus últimos dias na Terra: sem alegria, sozinha, com alma entrelaçada no mais profundo rancor, e por aí vai, caso você não modifique o seu presente. Olhe bem para ela e veja se você quer terminar os seus dias desta forma porque ainda a tempo de mudanças, respondeu o homem. – O caminho certo é você quem o escolhe, acrescentou.
            Lenira virou-se para a senhora, que estava com a aparência de mais sofrimento, de uma magreza que vinha da alma, que a corroeu por inteiro.  
            Depois disso, o senhor pediu que todas se retirassem, pois o tempo se esgotara e elas deveriam voltar.
            No caminho, as três iniciaram retorno juntas, mas na metade, a jovem se despediu e depois a balzaquiana. Lenira terminou somente com a idosa. Antes de chegar à porta de seu quarto, a senhora fez um sinal para que ela refletisse e acenou um adeus...
            ...
            Ainda era muito cedo quando Lenira acordou toda suada e sentindo-se exausta. Permaneceu na cama refletindo sobre tudo o que viu, sentiu e o senhor lhe falou.   
            De repente, num estalo da alma desperta, se levantou para um banho. Estava sem fome, não queria mais desperdiçar o seu precioso tempo.
            Era dia 31 de dezembro, e Lenira correu ao telefone, discou o número da casa do filho.  
            As outras coisas, sim, ela corrigiria ainda no ano vindouro, pois tinha muito a mudar em sua vida!

            Bom início de ano a todos vocês leitores! Vamos começar janeiro com o pé direito e com energia positiva! Acredite em você, remova as coisas ruins do pensamento e bola pra frente, pois todos nós temos um imenso caminho a percorrer!

sábado, 29 de dezembro de 2018


Clube de Leitura HQs – Scott Pilgrim
No Museu da Imagem e do Som de São Paulo

Durante as férias, e como parte da programação paralela da mega exposição Quadrinhos, o Educativo MIS realiza o Clube de Leitura de HQs, encontros para discussão, análise e reflexão de quadrinhos nacionais e internacionais de diversos gêneros. Podem participar maiores de 14 anos e a leitura prévia não é obrigatória para a participação.
A primeira edição do clube tem início com a série de graphic novels Scott Pilgrim - Contra o mundo, do canadense Bryan Lee O' Malley. Lançada no Brasil pela Companhia das Letras em 2010, a série foi dividia em três volumes: o primeiro volume inclui as histórias: “A Preciosa Vidinha de Scott Pilgrim” e “Scott Pilgrim – Contra o Mundo”. O segundo volume contém: “Scott Pilgrim e a Tristeza Infinita” e “Scott Pilgrim Entra na Linha”. O terceiro e último volume contém as histórias: “Scott Pilgrim Contra o Universo” e “A Hora e a Vez de Scott Pilgrim”.  
Scott Pilgrim é o nome do personagem principal, um roqueiro adolescente cuja vida parece um jogo de videogame. Ele se apaixona por Ramona Flowers, garota com um passado misterioso. Mas, para ficar com ela, Scott terá que enfrentar os Sete Ex-Namorados do Mal.

Serviço:
Clube de Leitura HQs – Scott Pilgrim
Quando: 11/01/19, às 15 horas
Local: sala de interface – MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Ingressos: gratuito – retirada de ingresso uma hora antes na recepção
Número de vagas: 20 – a leitura prévia não é obrigatória para a participação
Mais informações: (11) 2117-4777 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018


São Paulo por outro ângulo

Se você tem a curiosidade de conhecer outro ângulo da cidade de São Paulo, essa matéria é feita para você! A imensidão da cidade não pode ser vista no dia a dia, no meio de tantos prédios, correria e caos, mas, felizmente, alguns lugares nos permitem ver a cidade do alto.
O mais popular e disponível é o Edifício Farol Santander, mais conhecido como Banespão, mas há outras opções como o Edifício Itália e o Edifício Copan.
No primeiro, apesar da entrada ao local ser um pouco restrita, é possível aproveitar também o bar, pedindo alguns drinques.
Já no Copan são oferecidas visitas guiadas até o terraço, e para aqueles que têm mais tempo na cidade é a opção mais recomendada. Gostou? Agora é só apreciar as belezas de São Paulo vistas do alto!



Serviço:
Farol Santander – R$ 20
Terça a sábado, das 9h às 20h; domingo, das 9h às 19h

Edifício Itália – R$ 30
Segunda a sexta, das 15h às 19h
O valor pago dá direito a um drinque

Edifício Copan - Entrada gratuita
Agendamento por telefone: (11) 3257-6169 e (11) 3259-5917

 Fonte: Melhores Destinos

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018


Saber viver – reflexão de Charles Chaplin

Olá, amigos bom dia e excelente quarta-feira.
Espero que tudo tenha ocorrido bem na festa natalina, nos preparamos agora para o Ano-Novo.
Deixo reflexão sobre saber viver de Charles Chaplin, da página Psicologia e o seu prisma, da amiga psicóloga Deborah Monteiro.

Conheça a página, acesse:




Charles Spencer Chaplin, foi ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2018


Conto: Natal especial


Eu o vejo, porém não agora;
Eu o contemplo, porém não de perto.
De Jacob nascerá uma estrela,
E de Israel se levantará um cetro,
Que esmagará as frontes de Moabe
E o crânio de todos os descendentes de Sete.
Profecia da Estrela - livro de Números

            Uma imensa luz cruzou o céu do oriente, Babilônia e Pérsia, os centros da astrologia na época, antes de Cristo, direcionando o mundo para a luz eterna. A Estrela de Belém ou Estrela de Natal revelou e indicou o nascimento do Messias, selando um caminho, um rumo para a Humanidade à verdade eterna da bondade e amor ao próximo.
            E a Terra recebeu essa luz que multiplica o amor há dois mil e dezoito anos no coração de quem crê em sua essência.
            ...
            Era dia 24 de dezembro de 2018, quando o telescópio espacial Hubble, assim como os demais que existem no mundo captaram um facho de luz se aproximando no Universo, vindo em direção à órbita da Terra.
A Cidade Astronômica de Pingtang, na província de Guizhou, sudoeste da China, local onde funciona o gigantesco telescópio FAST, assim como no Observatório Europeu, onde também existe o Espresso, os dois maiores telescópios da atualidade, detectaram essa luminosidade se aproximando, que, a princípio, se pensara num cometa qualquer ou mesmo no Halley, mas seria impossível já que sua “próxima visita” ainda está longe, calculada a 28 de julho de 2061, e essa possibilidade foi descartada.
A incógnita mexeu com cientistas, astrofísicos, astrônomos e tantos outros profissionais que estudam o Espaço, sem nenhuma resposta plausível. Especulações e notícias “fakes”, que estão em moda encheram os noticiários e todo tipo de mídia.
O facho de luz, no entanto, diminuiu sua velocidade, mas continuou avançando em nossa direção. Algo assim inexplicável!
- Pai, se nem os Estados Unidos têm uma solução, acho que devemos nos preocupar, disse meu filho de 10 anos.


Sentimentos e preocupações mexeram com a cabeça do ser humano, o fez sentir-se pequeno demais em relação ao Universo e o pior de tudo, a sensação da falta de proteção. Sim, estamos expostos a qualquer coisa, um meteoro que possa colidir, cair e devastar uma área ou cidade, um satélite ou o que mais entrar no campo gravitacional do planeta e nada poderá nos defender ou nos abrigar.
Nenhuma outra notícia fora tão fatal quanto essa de sabe-se lá o que. Os telescópios entraram em colapso quando a luz agora com total intensidade percorreu em sua velocidade máxima existencial e entrou na atmosfera terrestre no dia 25.
Como se fosse uma bola de fogo, ou facho quilométrico de luz ou ainda uma estrela reluzente, a intensidade de luz marcou o céu da Terra de ponta a ponta, indo à localização de Belém. Permanecendo por poucos segundos o facho de luz movimentou-se rapidamente para fora da Terra seguindo sua rota no Universo.
Muitas pessoas boquiabertas conseguiram enxergar o fenômeno, e muitos ainda continuaram na profunda “escuridão”. A luz, infelizmente, não é para todos!
Depois do sufocante acontecimento o mundo suspirou aliviado: estamos vivos! E os telescópios voltaram a funcionar normalmente registrando apenas a luz bem de longe seguindo rota celeste.
E aproveitando o início do dia de Natal senti, pela primeira vez, o mundo diferente, mais leve e aliviado. Na televisão, violência e notícias ruins contendo pessoas inescrupulosas deram vez ao amor sem barreiras e a humildade do espírito de solidariedade.
Utopia tudo isso? Sim, é claro, mas deixa essa força do bem entrar na Humanidade que seja apenas uma vez! Vamos sonhar um mundo colorido, sem preconceito quanto à cor da pele ou classe social, sem demagogia, inveja e maldade. Que venha a multiplicação do pão, que possamos beber numa única taça!


Desejo um Natal maravilhoso a todos os amigos e leitores e um feliz início de ano a todos nós!

...

Como se quisesse firmar que sua missão na Terra teria se cumprido com a Profecia da Estrela e que outros lugares celestes ainda carecem de luz, o facho incandescente continuou sua rota conforme detalhamento do Hubble, seguindo à Galáxia Olho Negro, ou como seus apelidos do “Olho Negro”, “Olho Mau” ou “Mancha Escura”.   

Feliz Natal a todos vocês queridos leitores do Histórias Fantásticas, abraços,
Míriam 

sábado, 22 de dezembro de 2018


Exposição de Presépios Internacionais
  
A 25ª Exposição de Presépios Internacionais acontece até o dia 27 de janeiro com entrada gratuita, de terça a domingo, das 10h às 18h30, no Santuário Santo Antônio do Valongo, Centro de Santos, local que faz parte do trajeto do Bonde Histórico.  
A mostra conta com 35 presépios feitos de todos os tipos: madeira, vidro, panos etc e de todos os países.
A montagem de presépios é uma antiga tradição, criada por São Francisco de Assis, em 1224, na cidade de Greccio na Itália. A palavra presépio significa em hebraico "a manjedoura dos animais", mas o termo também é usado com frequência para indicar o próprio estábulo. 
A exposição estará fechada nos dias 24, 25 e 31/12 e 1º de janeiro. O público ainda poderá comprar fichas, a R$2 para participar do sorteio de um presépio.


Serviço:
25ª Exposição de Presépios Internacionais – entrada gratuita
Quando: de terça a domingo, das 10h às 18h30, até o dia 28/01, com exceção dos dias 24, 25 e 31/12 e 1/1/19
Local: Santuário do Valongo – Largo Marquês de Monte Alegre, 13, Valongo, Centro, Santos
Mais informações: (13) 3219-1481  

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018


Mostra no MIS: Tipos – Nova Fotografia

Pessoal, excelente sexta-feira a todos nós.
Para quem está na capital paulista ou participa de eventos culturais, o MIS está com mostra de fotografia até dia 27 de janeiro de 2019, com entrada gratuita.
O Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) inaugurou a última mostra do programa Nova Fotografia 2018, que selecionou seis trabalhos inéditos para exposição ao longo do ano. Para encerrar o calendário do projeto, o Museu apresenta a Tipos, do fotógrafo Fernando Banzi.

Tipos é uma série de fotopinturas digitais, fruto de pesquisa imagética, aplicada em 12 retratos do fotógrafo Alberto Henschel - conhecido pelo registro das paisagens do Rio de Janeiro e do cotidiano da monarquia brasileira durante o Segundo Reinado. A série tem como premissa ressignificar seus retratos, datados do fim dos anos 1860, e atualiza, através da fotografia de época, a questão histórica e estrutural relacionada à população negra brasileira.


O recorte deste ensaio tem sua narrativa nos retratos de negros e negras, escravos e alforriados, em um período anterior à lei Áurea. No fim dos anos de 1860, em Recife e Salvador, Henschel produziu retratos de pessoas de origem africana mostrando-as à vontade e com dignidade, como indivíduos e não como objetos. Partindo deste olhar não mais exótico, etnográfico e eurocentrista, o projeto se apropria destes retratos (seis homens e seis mulheres) do conjunto de 35 cartes-de-visite do Portal Brasiliana Fotográfica - gerenciado pelo acervo do Instituto Moreira Salles. O uso da fotopintura digital e da manipulação de imagem permite diversas possibilidades narrativas, em que foram pesquisados tecidos, indumentárias africanas e tons de pele.

Fernando Banzi
Jornalista e pós-graduado em fotografia. Dedica o tempo para produção autoral em fotografia, artes visuais e cobertura jornalística para mídias independentes. Integrante do coletivo Goma Oficina Plataforma Colaborativa, atuante em arquitetura, intervenção urbana, fotografia, arte plástica, design e produção cultural.

Nova Fotografia
Criado em 2011, o Nova Fotografia é um projeto anual do Museu da Imagem e do Som que busca criar um espaço permanente para exposição de fotografias de artistas promissores que se distinguem pela qualidade e inovação do seu trabalho. A cada ano, seis séries de imagens são escolhidas por meio de convocatória e expostas no Museu.

Serviço
Nova Fotografia – Tipos,de Fernando Banzi
Quando: até dia 27/01
Horário: de terça a sábado, das 10h às 21h, domingos e feriados, das 9h às 19h
Local: MIS/Nicho (térreo) – Av. Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo
Mais informações: (11) 2117-4777
Entrada gratuita  

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018


Dicas da Língua Portuguesa
Plural dos Substantivos Compostos

Olá, bom dia.
Na coluna Dicas da Língua Portuguesa, é sempre bom relembrar sobre o nosso idioma, com dicas simples para o dia a dia.

Substantivos compostos iniciados por guarda

Quando guarda faz referência a uma pessoa, todos os termos irão para o plural. Se formar um objeto, apenas a última palavra vai para o plural.

Guarda-noturno - Guardas-noturnos
Guarda-sol - Guarda-sóis
Guarda-Chuva - Guarda-chuvas

Plural nas duas palavras

Ocorre quando os dois elementos são formados de:
Couve-flor - Couves-flores (Substantivo + substantivo);
Amor-perfeito - Amores-perfeitos (Substantivo + adjetivo);
Gentil-homem - Gentis-homens (Adjetivo + substantivo);
Quinta-feira - Quintas-feiras (Numeral + substantivo).

Plural apenas na primeira Palavra

Acontece quando a sentença é formada de:
Água-de-colônia - Águas-de-colônia (Substantivo + preposição clara + substantivo);
Cavalo-vapor - cavalos-vapor (Substantivo + preposição oculta + substantivo)

Quando a sentença tem substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo anterior, como os exemplos:
Palavra-chave - palavras-chave;
Bomba-relógio - bombas-relógio;
Notícia-bomba - notícias-bomba


Plural apenas na segunda Palavra

Guarda-roupa - guarda-roupas (Verbo + substantivo);
Alto-falante - alto-falantes (Palavra invariável + palavra variável);
Reco-reco - reco-recos (Palavras repetidas ou imitativas)
O plural não acontece nesses casos
O bota-fora - os bota-fora (Verbo + advérbio);
O saca-rolhas e os saca-rolhas (Verbo + substantivo no plural).

Casos Especiais
Substantivo+ pronome: só o substantivo se pluraliza
Zé-ninguém - zés-ninguém;
João-ninguém - Joões-ninguém.

Três ou mais palavras
Se o segundo elemento for uma preposição, só o primeiro irá para o plural:
Pé de moleque - pés de moleque;
Pimenta-do-reino - pimentas-do-reino

Gostaram das dicas? Fáceis de entender e muito úteis, não é?
Gostei desse site de estudo, muito bom.


Consulta: GN Concursos – Nova Concursos online  

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018


 Mostra “Maquinações” conta com objetos feitos de forma improvisada


Em funcionamento desde 23 de novembro e com término em 15 de fevereiro de 2019, a exposição gratuita “Maquinações” exibe engenhocas com soluções analógicas, mecânicas, improvisadas e de baixo custo que podem ser úteis para todos no dia a dia.
Criada por Fred Paulino, artista, designer e pesquisador em arte e tecnologia, a mostra oferece a proposta de refletir sobre a criação e operação de máquinas por artistas que também fazem invenções indispensáveis.
A exposição conta com a presença de vários artistas expondo suas obras concebidas a partir de aparatos tecnológicos e objetos ordinários, assim propondo novas possibilidades sobre o uso de materiais.


Serviço:
Mostra Maquinações
Quando: até dia 15/02
Horário: de segunda a sexta, das 9h30 às 19h30
Local: Sesc Carmo – Sala de Múltiplo Uso
Endereço: Rua do Carmo, 147, Sé, São Paulo
Telefone: (11) 3111-7000
Mais informações:  

Fonte: Sesc