segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Província
Carlos Queirós

Olá, bom início de semana a todos nós. Feriadão terminou, fui num casamento na sexta, e vamos a mais uma semana.

Hoje é dia do Cantinho da Poesia, da Antologia de Poemas Portugueses, espero que gostem, abraços.



 

Se eu tivesse nascido
No seio da província, era fatal
Que o meu sonho maior, o mais sentido
Seria triunfar na capital.
E depois de tê-lo conseguido,
Voltar à terra natal
E ser pelos conterrâneos recebido
Com palmas e foguetes,
Fanfarras, vivas e banquetes
Na Câmara Municipal.


José Carlos de Queirós Nunes Ribeiro

Poeta português, natural de Lisboa. Estudou na Universidade de Coimbra. É considerado um elo de ligação entre as gerações de Orpheu e da Presença, estando o seu nome sobretudo ligado a esta última. Colaborou em várias publicações, como a Revista de Portugal, Contemporânea,  Variante,  Atlântico, e dirigiu a Litoral e a Panorama.
Seus temas principais são os da nostalgia da infância, do amor e do ofício de poeta, temas tradicionais envoltos num certo humor irônico, num estilo depurado que conjuga classicismo, romantismo e modernidade.
Escreveu Desaparecido (1935, Prêmio Antero de Quental) e Breve Tratado de Não-Versificação (1948). Deixou, também, inéditos, incluídos no volume póstumo Poesia de Carlos Queirós (1966). É, ainda, autor dos ensaios Homenagem a Fernando Pessoa (1936) e de uma Carta à Memória de Fernando Pessoa, publicada na Presença, nº 40, Julho de 1936.

Carlos Queirós nasceu em Lisboa, Portugal em 1907 e faleceu em 1949.

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