quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dicas da Língua Portuguesa

Olá pessoal, hoje é quinta-feira e dia da coluna Dicas da Língua Portuguesa, e sempre é bom recordar, pois o nosso idioma é vasto e acabamos caindo em certas “pegadinhas”, não é?
Em sequência à semana passada, pesquisei alguns erros mais comuns no mundo do trabalho e a explicação gramatical correta, pois infrações à norma culta da língua são uma constante no mundo corporativo – e em qualquer nível hierárquico.
Bem, então, vamos a mais cinco erros mais comuns, exemplos que continuam na próxima semana.
Abraços, até amanhã,
Míriam

“Mas” / “Mais” 

Errado: Gostaria de ter viajado, mais tive um imprevisto.
Certo: 
Gostaria de ter viajado, mas tive um imprevisto.
Por quê?
 Mas é conjunção adversativa e significa “porém”. Mais é advérbio de intensidade. Ex: Adicione mais açúcar se quiser.

“Perca” / “perda”

Errado: Há muita perca de tempo com banalidades.
Certo: 
Há muita perda de tempo com banalidades.
Por quê? 
Perca é verbo e perda é substantivo. Exs: Não perca as esperanças! Essa perda foi irreparável.

“Deu” / “Deram” tantas horas

Errado: Deu dez da noite e ele ainda não chegou.
Certo: 
Deram dez da noite e ele ainda não chegou.
Por quê?
 Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”

“Traz” / “Trás”

Errado: Ele olhou para traz e viu o vulto.
Certo: 
Ele olhou para trás e viu o vulto.
Por quê?
 Trás significa parte posterior. Traz é a conjugação do verbo “trazer” na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo. Ex: Ela sempre traz os relatórios para a gerência.

“Namorar alguém” / “Namorar com alguém”

Errado: Maria namora com Paulo.
Certo: 
Maria namora Paulo.
Por quê? 
A regência do verbo namorar não admite preposição. 

Fonte: Rosângela Cremaschi, professora de comunicação escrita na Faap e consultora na RC7




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