domingo, 19 de março de 2017

Museu do Grafite em São Paulo

Olá pessoal, que o domingão seja excelente a todos nós.
Há alguns dias li essa reportagem sobre grafiteiros, arte de rua que adoro e me lembrei de trazê-la à página. Me desculpem por não ter colocado o assunto à época da reportagem (dia 10), acabou passando e me esqueci e hoje revendo umas fotos sobre grafiteiros no Chile, lembrei-me deste assunto. Ainda bem que o museu deverá ser inaugurado em junho, tem tempo!

Museu do Grafite

O prefeito de São Paulo, João Doria prometeu para junho deste ano as primeiras obras do projeto Museu de Arte de Rua (MAR), que deverá promover o grafite em diferentes pontos da cidade. De acordo com Doria, o projeto não inclui obras na avenida 23 de Maio, onde a Prefeitura apagou parte dos grafites que formavam o que era considerado o maior mural a céu aberto da América Latina.
O projeto surgiu como promessa de Dória após a Prefeitura se envolver em polêmica com grafiteiros e pichadores ao apagar os grafites na 23 de Maio, principal via que liga o Centro à Zona Sul da capital paulista.
Pelo Museu de Arte de Rua, serão selecionados oito projetos e ações de pintura por meio de edital para intervenções em espaços públicos do Centro e nas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste.
As inscrições para os artistas interessados em fazer intervenções nos muros da cidade começaram no dia 13 de março e seguem até 13 de abril. Ainda em abril, deverão ser anunciadas as propostas vencedoras. A expectativa é que as pinturas comecem a ser feitas em maio, e todas as obras estejam concluídas em junho.

Leia a matéria completa no G1, dia 10/03/17:

Grafiteiros brasileiros mais famosos
A arte de rua vem alcançando o mundo todo e alguns países a considera como patrimônio público. O Brasil tem um talento nato para trabalhos manuais, e grandes artistas já conquistaram seu espaço em outros continentes.
Entre muros, galerias de arte e museus, os artistas expõem seus trabalhos que envolvem crítica social, natureza, universo feminino, violência doméstica, política, caos e arte abstrata. Conheça alguns grafiteiros:

Os Gêmeos: Certamente dois dos mais conhecidos artistas brasileiros são os irmãos gêmeos Gustavo e Otavio Pandolfo, que começaram a carreira artística no bairro Cambuci em meados dos anos 1980. Atuando em várias plataformas, como pintura e escultura, o graffiti é que foi o grande responsável por seus maiores sucessos. É possível conferir obras da dupla em países como Espanha, Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha.

Crânio: Misturando crítica social e povos indígenas, o artista Crânio ficou mundialmente famoso por espalhar pelos muros os personagens que são a cara do Brasil e mesmo assim são tão esquecidos por aqui. Inspirado por desenhos animados e Salvador Dalí, desenvolveu um estilo único e marcante, que ao mesmo tempo em que causa reflexão, tem um ar divertido. Ele já expôs trabalhos em países como França, Barcelona, Amsterdã e Miami.

Kobra: O paulistano Eduardo Kobra ganhou fama mundo afora por conta de seus murais um tanto caleidoscópicos, em que cores e texturas se misturam com retratos de personalidades famosas ou pessoas desconhecidas. A pintura 3D foi feita pela primeira vez no Brasil na Praça do Patriarca, em São Paulo.



Alex Hornest (Onesto): Nova York, Bogotá, Los Angeles e San Francisco são algumas das cidades onde Onesto expôs suas obras. Natural de São Paulo, o artista faz um contraponto entre o universo lírico e o caos das grandes cidades, que dialogam com o cotidiano.

Nina Pandolfo: Irmã de cinco meninas, não é a toa que Nina leva para as telas traços muito delicados e femininos, que remetem à infância e a natureza. Do Cambuci para o mundo, ela já expôs e desenhou em países como Alemanha, Suécia, Nova York, Los Angeles e Escócia, onde pintou um castelo junto com Os Gêmeos e Nunca.

Nunca: Aos 12 anos de idade, Nunca já dava seus primeiros passos da arte urbana, fazendo parte de um grupo de pichadores da zona leste de São Paulo. Aos 15, conheceu o graffiti e não parou mais, fazendo sempre desenhos que têm uma ligação forte com a cultura indígena brasileira, em confronto com o cenário urbano moderno. Além do Brasil, já expôs na Grécia e na famosa Tate Modern, em Londres.

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