segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Só, poema de Edgar Allan Poe
Para o Cantinho da Poesia

Bom dia meus amigos e iniciamos mais uma semana ensolarada e muito quente aqui na Baixada Santista, principalmente em Santos.
Este é o mês de aniversário do escritor Edgar Allan Poe, um de meus favoritos e durante janeiro estarei homenageando o grande escritor com poemas, contos e demais informações.
Para quem não conhece, muito bonita a poesia Só.



Desde a infância eu tenho sido
Diferente d'outros – tenho visto
D'outro modo – minhas paixões
Tinham uma outra fonte e
Minhas mágoas outra origem -
No mesmo tom não despertava
O meu coração para a alegria -
O que amei – eu amei só.
Então – na infância – a aurora
Da vida atormentada – estava
Em cada nicho de bem e mal
O mistério que me prendia -
Da correnteza, da fonte -
Da escarpas rubras do monte -
Do sol que me rodeava
Em pleno outono dourado -
Do relâmpago nos céus
Quando sobre mim passava -
Do trovão, da tormenta -
E a nuvem tem a forma
(Quando o resto do céu é azul)
D'um demônio aos meus olhos.

Foi autor, poeta, editor e crítico literário, considerado o mais romântico autor americano. Poe nasceu no dia 19 de janeiro de 1809, em Boston, Massachusetts, Estados Unidos, falecendo em 7 de outubro de 1849, em Baltimore, Maryland, Estados Unidos.
Os poemas mais famosos de Poe são O corvo e Os sinos. Alguns críticos preferem “Para Helena” e “Annabel Lee”. O poeta acreditava que nada seria mais romântico que um poema sobre a morte de uma mulher bonita. Muitas de suas obras exploram a temática do sofrimento causado pela morte de um amante. Outra característica de sua poesia é a musicalidade, dando a impressão de que o som é mais importante que o sentido.


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