quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Primar e prezar
Coluna Dicas da Língua Portuguesa

Primar e prezar, quando usar?
Essa é a dica de hoje da coluna Dicas da Língua Portuguesa e espero que seja útil para a continuação da boa grafia.
Abraços a todos vocês, até amanhã,
Míriam

Prezo pela boa regência.
Soou estranho para você? Não? Se sim, o desconforto deve ter sido causado pela regência errada do verbo. Para muitos, não causará nenhum estranhamento. Expliquemos, então, o erro para que todos sintam vontade de editar essa oração.

“Prezar” é sinônimo de “valorizar”. E assim como este é transitivo direto:

Acima de tudo, prezo a responsabilidade no trabalho.
A empresa que conheci preza o meio ambiente em suas ações.

A regência de “prezar” é confundida com a do verbo “primar”. Em seu uso mais comum, “primar” é sinônimo de “notabilizar-se”. Com esse sentido, é um verbo transitivo indireto, ou seja, exige uma preposição antes do objeto que regerá.

O filme prima pelos seus grandes atores.
Ou seja, “destaca-se”, “notabiliza-se” pelos seus grandes atores.

Talvez fique mais fácil assim: a regência do verbo “prezar” é a mesma do verbo “valorizar”, um de seus sinônimos.

Valorizo sua coragem = Prezo sua coragem.

E não: valorizo pela sua coragem / prezo pela sua coragem


Aquela frase do início deveria ser: “Prezo a boa regência”.

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