quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Poesia de Maya Angelou
Ainda Assim Eu Me Levanto

Olá pessoal, graças a Deus hoje já é quarta-feira!
O Cantinho da Poesia de hoje é dedicado à Maya Angelou, poetisa e escritora norte-americana que lutou arduamente contra o racismo e aproveito as comemorações ao dia 20 da Consciência Negra para homenagear a data com esta bela poesia e espero que gostem.
Abraços,
Míriam


 Ainda Assim Eu Me Levanto – (“Still I Rise”)

Você pode me inscrever na História
Com as mentiras amargas que contar,
Você pode me arrastar no pó
Mas ainda assim, como o pó, eu vou me levantar.
Minha elegância o perturba?
Por que você afunda no pesar?
Porque eu ando como se eu tivesse poços de petróleo
Jorrando em minha sala de estar.
Assim como lua e o sol,
Com a certeza das ondas do mar
Como se ergue a esperança
Ainda assim, vou me levantar
Você queria me ver abatida?
Cabeça baixa, olhar caído?
Ombros curvados com lágrimas
Com a alma a gritar enfraquecida?
Minha altivez o ofende?
Não leve isso tão a mal,
Porque eu rio como se eu tivesse
Minas de ouro no meu quintal.
Você pode me fuzilar com suas palavras,
E me cortar com o seu olhar
Você pode me matar com o seu ódio,
Mas assim, como o ar, eu vou me levantar
A minha sensualidade o aborrece?
E você, surpreso, se admira,
Ao me ver dançar como se tivesse,
Diamantes na altura da virilha?
Das chochas dessa História escandalosa
Eu me levanto
Acima de um passado que está enraizado na dor
Eu me levanto
Eu sou um oceano negro, vasto e irriquieto,
Indo e vindo contra as marés, eu me levanto.
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Em uma madrugada que é maravilhosamente clara
Eu me levanto
Trazendo os dons que meus ancestrais deram,
Eu sou o sonho e as esperanças dos escravos.
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto!

Maya Angelou
Marguerite Ann Johnson nasceu em Saint Louis, Missouri, em 4 de abril de 1928, falecendo em Winston-Salem, Carolina do Norte, no dia 28 de maio de 2014  e foi  escritora e poeta dos Estados Unidos.
Passou a infância na Califórnia, Arkansas, e Saint Louis, e viveu com a avó paterna, Annie Henderson, na maior parte de sua infância. Quando tinha 8 anos, ela foi estuprada pelo namorado da mãe, e isto levou anos de mudez para Maya que finalmente superou com a ajuda de uma vizinha atenciosa, e um grande amor pela literatura.
Aos 17, Maya se tornou a primeira motorista negra de ônibus em São Francisco e tornou-se mãe solteira ao dar à luz seu primeiro filho, em uma época em que isso não era comum; em anos posteriores, ela se tornou a primeira mulher negra roteirista e diretora em Hollywood.
Na década de 50 - quando surgiu com o pseudônimo "Maya Angelou" - ela se afirmou como atriz, cantora e dançarina em várias montagens teatrais que percorreram o país, tais como: Porgy and Bess, Calypso Heatwave, The Blacks e Cabaret for Freedom; Nos anos 60 ela era amiga de Martin Luther King Júnior e  trabalhou durante anos para o movimento de direitos civis. 

Poesias
-Maya Angelou, reciting her poem, "On the Pulse of Morning", at President Bill Clinton's inauguration in 1993;
-Just Give Me a Cool Drink of Water 'fore I Diiie (1971). New York: Random House;
-I Rise (1978). New York: Random House;
- Shaker, Why Don't You Sing? (1983). New York: Random House;
- Poems (1986). New York: Random House.

Conheça mais sobre a vida e obra da poetisa, acesse:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maya_Angelou

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