sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Teatro gratuito no SESI Santos

O SESI Santos apresenta nos dias 16 e 17/09, sexta e sábado, às 20h, Absurdo, uma comédia inspirada nas obras de Eugéne Ionesco que subverte o senso comum, levando o público a refletir de uma forma divertida sobre as relações humanas, a finitude da vida e a falta de comunicação entre as pessoas.
Sob a direção de Daniel Herz, o texto foi criado coletivamente e trata sobre duas famílias com um filho em comum. O mundo fora da casa dessas famílias é tão perigoso que quase ninguém consegue acessá-lo. O espetáculo foi inspirado nas obras de Eugéne Ionesco, um dos maiores dramaturgos do teatro do absurdo, cujo repertório marca de forma eficaz o período em que os autores teatrais elucidaram a falta de soluções em que estão imersos o homem e a sociedade.

Serviço:
Absurdo, uma comédia inspirada nas obras de Eugéne Ionesco
Quando: dias 16 e 17/09, às 20h
Local: Teatro do SESI Santos - Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria
Telefones: (13) 3209-8210/8230
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Modalidade: Adulto
Gênero: Comédia
Entrada gratuita – Os ingressos podem ser reservados pela internet: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi
No local: uma hora antes do início do espetáculo

Eugéne Ionesco
Eugène Ionesco foi um dos maiores patafísicos e dramaturgos do teatro do absurdo. Para lá de ridicularizar as situações mais banais, as peças de Ionesco retratam de uma forma tangível a solidão do ser humano e a insignificância da sua existência.
Nascido na Slatina, Romênia, no dia 26/11/1909, o dramaturgo faleceu em Paris, na França, em 28/03/1994.
O gênero absurdo descende, por assim dizer, do Surrealismo, com influências do Expressionismo. É uma forma de teatro moderno que utiliza para a criação do enredo, das personagens e do diálogo elementos chocantes do ilógico, com o objetivo de reproduzir diretamente o desatino e a falta de soluções em que estão imersos o homem e a sociedade. Inspirava-se na burguesia ocidental, que, segundo os teóricos, se distanciava cada vez mais do mundo real, por causa de suas fantasias e ceticismo em relação às consequências desastrosas que causava ao resto da sociedade. Assim como o Dadaísmo, o gênero promoveu a revolução na linguagem e na ideologia da sociedade, sendo criticado por um público que, apesar de proletário, consumia o idealismo burguês da época.
"Teatro do Absurdo" foi um termo criado na segunda metade do século XX, pós-Segunda Guerra Mundial, pelo crítico norte-americano Martin Esslin, ao colocar sob um mesmo conceito obras de dramaturgos completamente diferentes, mas que tratavam suas obras de forma inusitada da realidade.

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