sábado, 30 de julho de 2016

Programação especial no Cine Arte Posto 4

Olá meus amigos, tenham um excelente sábado.
Vejam que programação legal acontece no Cine Arte Posto 4 (Av. Vicente de Carvalho, s/nº, Santos, próxima ao canal 3) que é um dos pontos do 5º Santos Jazz Festival, conforme programação aqui na página de quinta.
E até dia 03 de agosto acontece também o filme alemão ”O Presidente”.
A programação é a seguinte:

5º Santos Jazz Festival:
-Dia 30: às 18h30 - documentário “Coisa mais Linda - Histórias e Casos da Bossa Nova”
-Dia 31: às 18h30 - documentário “A Música segundo Tom Jobim”
Após as sessões, bate-papo com Carlos Cirne e Marcelo Pestana.


Filme O Presidente:
Até dia 03/08: sessões às 16h, 18h30 e 21h (nos dias 30 e 31 não haverá sessão às 18h30)

Numa aldeia fictícia do Cáucaso, um presidente (Mikheil Gomiashvili) governou, durante décadas, o país sob um regime ditatorial. Ao mesmo tempo em que o povo lutava contra a miséria, o ditador e a sua família desfrutavam de todo o luxo que o dinheiro podia oferecer. O tirano é pego de surpresa por um golpe de estado. Com medo da execução, todos os membros de sua família conseguem sair do país, à excepção do próprio presidente e do seu neto (Dachi Orvelashvili) de 5 anos. Desorientado e sem outra saída o velho déspota é obrigado a se disfarçar de músico e se misturar ao povo.

Leia mais sobre o filme acesse:

Assista ao trailer oficial legendado:

Espero que tenham gostado da dica cultural.
Abraços, até mais,

Míriam

sexta-feira, 29 de julho de 2016

16º Festival de Inverno de Paranapiacaba

Olá meus amigos, chegou minha tão esperada sexta-feira! Vamos curtir o dia!
Bem, vejam que evento legal acontece nos dias 30 e 31/07 e 06 e 07/08: o 16º Festival de Inverno de Paranapiacaba, adoro esse lugar desde criança, uma inspiração para mim e foi graças a isso que participei de concurso de contos pela Prefeitura de Santos e fui selecionada, legal, né?
Abraços e até mais.
Míriam



Tradicional evento organizado pela Prefeitura de Santo André na Vila de Paranapiacaba. O festival conta com cantores e bandas em vários palcos espalhados pela Vila, assim como  dezenas de barracas de comidas e bebidas de todos os sabores, montadas especialmente para o “Festival de Inverno”.

Acesse o site da prefeitura e confira a programação:


quinta-feira, 28 de julho de 2016

Começa hoje o 5º Santos Jazz Festival 2016

Em homenagem ao 90º aniversário de Tom Jobim, a programação do "5º Santos Jazz Festival 2016" promete agitar os santistas e visitantes.
Com vasta programação, de 28 a 31 de julho o festival acontece em vários pontos da Cidade, com ingressos entre R$6 e R$20 nos locais: Teatro do Sesc, Sede do Clube do Choro e Cine Arte Posto 4, já os shows na Pinacoteca Benedicto Calixto, na Praça Mauá e na Rua XV de Novembro são gratuitos.
Além disso, o evento conta ainda com Oficinas Musicais na Sede do Clube do Choro de Santos.
Se você gosta de jazz e procura por atividades para se divertir durante o fim de semana não perca as atrações do festival.

Acesse o site e confira toda a programação:

Gostaram da dica cultural e de lazer de hoje?
Muito boa, né? Não deixe de acessar o site oficial do evento, tem muita coisa legal, além da programação com todos os shows.
Abraços,
Míriam

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Os Pecados da Língua
Pequeno repertório de grandes erros de linguagem

Muito bom dia a todos vocês meus queridos amigos.
Escrever correto é sempre bom, não é mesmo? Então vamos a três exemplos de redundâncias em textos que acabam empobrecendo o nosso trabalho, e vejam como é simples deixar nossos escritos cada vez mais ricos.
  
Pecado nº 1 – Redundâncias e inutilidades
DVestiu as suas calças
Nada mais normal que alguém vestir suas calças. Nem tão normal seria vestir as de outro. O normal é aquilo que todos já sabem, não sendo necessário informar, sob pena de se cair em redundância. Assim, basta informar: vestiu as calças. O mesmo vale para outros objetos de uso pessoal: chapéu, óculos, camisa, cueca, meias...

DSeu telejornal está começando agora
Se está começando, só pode ser agora; não antes nem depois. É necessário ter sempre presente que os tempos verbais são assim chamados porque têm a função de localizar as coisas no tempo, não havendo necessidade de repetir essa ideia acrescentando-lhe outros termos temporais. Portanto: Seu telejornal está começando.

DCasou-se com a sua prima
O possessivo sua nada acrescenta ao casamento, pois casou-se com a prima teria sentido exatamente igual, sendo por isso redundante usar sua. Quando a referência é a prima de outro, sim, é necessário esclarecer, já que em geral a gente se casa com a prima de alguém, com raras exceções, como a de Adão, que se casou com alguém que, além de não ter sogra, também não tinha prima.

Fonte: Os Pecados da Língua, 4º volume, Editora AGE

Espero que tenham gostado.
Obrigada, abraços,
Míriam 

terça-feira, 26 de julho de 2016

Cadeia Velha de Santos reabre atividades culturais

No dia 1º de agosto o Centro Cultural Cadeia Velha de Santos reinicia atividades culturais, após reforma, voltando a ser sede administrativa da Oficina Cultural Pagu, no primeiro andar.
A reinauguração do prédio enquanto centro cultural de artes integradas e espaço museológico é fruto de uma campanha da classe artística de Santos e Região nos últimos anos – #CentroCulturalCadeiaVelha -, mobilizando mais de 50 entidades entre grupos artísticos e coletivos da Baixada Santista em audiências públicas, intervenções urbanas e rodas de debate.
Na sua nova fase, a Cadeia Velha será palco de três eventos no mês de setembro: FESTA 58 – Festival Santista de Teatro, 14º Curta Santos – Festival de Cinema de Santos e Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas de Santos. As apresentações devem ocorrer em diferentes ambientes, como o novo auditório do térreo.

Colaboração: jornalista Lincoln Spada

Cadeia Velha
O edifício da Cadeia Velha de Santos é do estilo colonial e foi construído em 1869, abrigando a Câmara de Santos antes de dar lugar à cadeia da cidade por quase um século.
Por sua importância histórica, o local foi tombado pelos órgãos de preservação municipal (Condepasa), estadual (Condephaat) e federal (Iphan).

A notícia foi enviada por meu amigo jornalista Lincoln Spada, que realiza excelente trabalho na área do Jornalismo Cultural da região.
A Cadeia Velha de Santos merecia a reforma, por ser um importante patrimônio histórico da Cidade.
Irei conferir, com certeza e repasso o convite a vocês.
Abraços,
Míriam 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Intrusa

Olá, meus amigos, iniciamos mais uma semana, e que seja proveitosa para todos nós.
Terminei e enviei meu conto para a edição de agosto da Revista Conexão Literatura.
E neste mês, participo da edição comemorativa de aniversário de um ano com o conto “A Intrusa”.
Aproveite para ler os demais contos e também as novidades oferecidas, vale a pena, pois tem muita coisa interessante.
Obrigada, abraços,
Míriam

A Intrusa

Acordou com o sol batendo em seu rosto. A janela estava aberta e a cortina também. Viu que suas roupas estavam rasgadas, sujas e jogadas por todo o quarto, assim como objetos espalhados pelo chão. Aquele pesadelo outra vez! - sussurrou Fred.
E novamente ele não sabia o que tinha acontecido. Sentia-se cansado era como se toda a sua energia tivesse se consumido e o esgotamento era tanto que ele apenas conseguiu tomar um banho antes de cair na cama.
Quando acordou já era noite. E a fome bateu duramente em seu estômago que roncava alto. Fred abriu a geladeira e esquentou as sobras de janta, pois como dormiu praticamente o dia inteiro a comida ficou intacta.
Ele comeu, lavou a louça e foi assistir uma serie na TV. Estava feliz e sentindo-se bem, pois as dores de cabeça que o deixava confuso não “deu ar de graças”.
No dia seguinte passava das oito horas quando ele acordou. Rapaz forte de 19 anos, sua vida não tinha grandes acontecimentos e a rotina o deixava sem perspectiva.
Após o café ele saiu de casa e foi até a livraria. Procurava por um gibi específico dos Vingadores quando a dor de cabeça começa a importuná-lo. O inconveniente era tanto que Fred retornou para casa. Entrou e foi direto para a cama.
Acordou de supetão com dor pelo corpo todo e o coração batendo fortemente.  Percebeu que suas mãos e pés repuxavam-se, era como se os ossos estivessem se esticando e crescendo de tamanho. Assim também ele sentia o rosto se esticar, o nariz a crescer e viu pelos por todos os lados.
Morrendo de medo e sem explicação para o que vira conseguiu pegar o remédio e tomou três comprimidos, que o deixaram fraco e lentamente seu corpo foi caindo ao chão no meio da sala.
...
Acordou novamente com o sol batendo em seu rosto. Já passava das dez. A dor de cabeça recomeça e antes de sentar no sofá toma um analgésico. Encosta a cabeça no encosto do sofá para deixar o remédio fazer efeito quando seus olhos como se estivesse em transe ficam fixos sem piscar e lembranças vêm lentamente em sua mente, como um filme.
Fred se vê correndo numa espécie de mata ou floresta não consegue saber por que a neblina, assim como ele, vem descendo depressa. A imagem que vê de si é irreconhecível, com quase o dobro de sua altura e o corpo coberto por pelos. De repente, cheiro de carne fresca aguça o seu paladar e ele começa a salivar. Com o olfato e audição apurados, ele escuta alguém correndo não muito longe. A caçada começa. Uma jovem de cabelos louros ao ombro desce o morro numa desembalada; ela está desesperada. Ele se vê perseguindo a moça, que começa a gritar em vão, pois não tem ninguém para ajudá-la. Ela vai descendo com toda a sua força, mas tropeça num tronco e cai. Antes que pudesse se levantar, Fred dá um salto e pula sobre ela. A moça, apavorada, nem consegue mais gritar e antes de qualquer coisa, ele a abocanha o pescoço, mordendo e arrancando um pedaço. E as cenas que se seguem são de mutilação.
— Nãoooo! Grita Fred desesperado tentando enterrar as lembranças cruéis! — Não pode ser, diz ele chorando. E num salto bate com força a cabeça na parede. — Não posso ser esse monstro, e cai ao chão.
Nisso, alguém bate a sua porta e vai entrando. Uma mulher se aproxima ajoelhando na sua frente e levanta a sua cabeça. – Fred, me escuta, sou eu, enfermeira Mary Millan, você precisa ir embora, já sofreu demais.
— O quê, diz Fred sem forças.
— Não sei o que está acontecendo com você, mas vim te ajudar a deixar este lugar, diz ela e Mary explica tudo a Fred. — Na realidade aqui é um complexo clínico de estudos de pessoas que possuem doenças raras. Esse lugar simula um bairro com restaurante e tudo o mais para ajudar os pacientes a ter uma vida normal e reabilitação da realidade. Aqui também se faz muita experiência e pacientes são feitos de cobaias para pesquisas — explica Mary.
Pelo que sei, no intuito de melhorar sua vida, seus pais permitiram que você fosse trazido para ser tratado e estudado quanto a sua doença Hipertricose congênita também conhecida como síndrome do lobisomem, porque a pessoa tem pelos pelo corpo todo. O estranho é que ninguém da sua família tem essa doença. Desde então, você vem recebendo remédios fortíssimos que o deixam fora de si e da realidade com alucinações constantes, explica a enfermeira. E essas drogas podem aflorar seus medos e deturpar sua mente, diz Mary.
— Acho que isso já foi longe demais, continua ela, tenho como tirá-lo daqui, vou levá-lo para um lugar onde existem pessoas com a sua doença, diz Mary, que providenciou roupa de enfermagem e crachá funcional, falsos e aguardou para o momento oportuno.
Aproveitando uma pane elétrica, devido um temporal, Mary foi até Fred e os dois partiram. Viajando por estradas secundárias para não serem apanhados, depois de três dias conseguiram chegar ao México. Mary já tinha feito contato com o grupo e Fred foi bem recebido. Ela permaneceu por dois dias e depois retornou, pois tirara dez dias de folga.
Na clínica, ninguém desconfiou dela e as buscas por Fred eram incessantes.
A enfermeira estava aliviada e feliz por ter ajudado o rapaz, que vinha tendo alucinações ao completar 18 anos e para ela, a clínica estava lhe fazendo mal.
Mary foi escalada para duas semanas na ala terminal, estaria rendendo uma enfermeira em férias e sentiu falta de algumas pessoas. Nas fichas, o carimbo de óbito e observação de que os corpos não poderiam ser velados, que deveriam ser incinerados rapidamente. Isso fez com que Mary fosse verificar o que havia acontecido.
Ao chegar a casa onde ficava o necrotério, Mary começou a procurar pelos pacientes que conhecia e com muita habilidade falou que estava escalada para aquele serviço. Sem levantar suspeitas, afinal trabalhava na clínica há seis meses, ela teve acesso à preparação dos corpos que seriam incinerados.
            Mary fica sozinha na sala por alguns minutos e começa a procurar por pacientes conhecidos. Bem próximo ao incinerador ela se depara com um lençol cobrindo um monte. Ao levantar o lençol, vê um amontoado de corpos dilacerados. Eram pessoas mutiladas, destroçadas e com rostos desfigurados. Mary sente uma tremenda dor no peito e, apavorada, dá passos para trás.
            A enfermeira vomita e sai correndo do necrotério. Quando abre a porta do local vê a lua brilhando soberana no céu estrelado.    
Chorando e com a mão na boca para não gritar, lembra-se da doença de Fred.
E, das famílias no México...

Conexão Literatura, acesse gratuitamente:
http://www.fabricadeebooks.com.br/conexao_literatura13.pdf


sábado, 23 de julho de 2016

A Lenda de Tarzan – The Legend of Tarzan

Olá, meus amigos, que o sábado seja proveitoso para todos nós.
A Lenda de Tarzan já começou a passar nos cinemas e estou louca para assistir, irei amanhã, logo após o almoço.
Pesquisei sobre o filme e li muitos comentários negativos sobre a história, efeitos visuais e interpretação do Alexander, mas mesmo assim, irei conferir a releitura da clássica lenda de Tarzan e tirar minhas próprias conclusões.

Tarzan: Depois de muitos anos o homem antes conhecido como Tarzan (Alexander Skarsgård) deixou as selvas da África para uma vida como John Clayton III, Lorde Greystoke, ao lado da esposa Jane (Margot Robbie).
Tarzan é convidado a voltar ao Congo para servir como um emissário de comércio do Parlamento, mas na verdade ele é a peça-chave em uma convergência mortal de ganância e vingança, organizada pelo belga Capitão Leon Rom (Christoph Waltz).

Elenco: Alexander Skarsgard, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz, Margot Robbie, Adrian Palmer, Ella Purnell, Djimon Hounsou, Alicia Woodhouse .
Roteiro de Adam Cozad e Craig Brewer. 

Produção de David Barron, Alan Riche, Jerry Weintraub e David Yates. 
Direção de David Yates. 

Assista ao trailer:
  
Acompanhe entrevista de Alexander Skarsgard no The Noite, dia 19/07:


sexta-feira, 22 de julho de 2016

Camerata no Valongo
Atividade cultural e histórica 

Olá meus queridos amigos, tenham uma excelente sexta-feira, ufa, enfim chegou! Semana pra lá de corrida e cansativa e cheia de matérias a fazer, ainda bem!

Compositor Gilberto Mendes
Bem, deixando a delonga de lado, vejam que interessante a atividade extremamente cultural que acontece hoje, às 19h30, na histórica e maravilhosa (eu acho) Igreja do Valongo, trata-se da Camerata Litorânea.
A Camerata é formada por músicos da região que atuam em diferentes grupos, como a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Banda Sinfônica de Cubatão e Coral Zanzalá. O concerto terá duas frentes principais: homenagear o compositor Gilberto Mendes, falecido em Janeiro deste ano, assim como ao trombonista Paulo Alves, falecido em junho.
Interessados em participar, pede-se contribuições a partir de R$ 10.

Serviço:
Concerto Camerata Litorânea
Quando: dia 22/07, às 19h30
Local: Igreja Santo Antônio do Valongo – Centro Histórico de Santos: Largo Marquês de Monte Alegre, 13

Fonte: jornal A Tribuna

Santo Antônio do Valongo
Foto divulgação Google
Fundado em 25 de janeiro de 1640, por Frei Manoel de Santa Maria, o Convento de Santo Antônio do Valongo da Ordem dos Franciscanos teve o início de sua construção em 1º de junho de 1641. No dia 20 de outubro do mesmo ano fundou-se a Ordem Terceira de São Francisco, que veio a ter influência marcante na permanência dos franciscanos no local. Em 1689, foi construída a capela da Ordem Terceira com arco aberto para a capela conventual.
No século XVIII todo o conjunto arquitetônico destacou-se como um dos maiores e mais bonitos de toda a Província Franciscana no Brasil. Por sua localização e tamanho, o Convento de Santo Antônio do Valongo escreveu parte da história da Igreja e da cidade. Foi sob seu teto que o primeiro bispo de Santos, Dom Bernardo Rodrigues Nogueira, organizou os primeiros passos da Diocese de São Paulo, que abrangia toda a região Sul do Brasil. 

Aspecto cultural
-Biblioteca da Ordem Franciscana Secular (com cerca de 3.500 volumes, alguns do século XVII)
-Capela de S. Francisco das Chagas (uma das mais antigas do Brasil, famosa pelo Cristo Alado (seráfico) e seu estilo barroco)
-Igreja de Santo Antonio do Valongo

Faça a uma visita a esse verdadeiro tesouro da História do Brasil, o Complexo Franciscano do Valongo.
Informações: (13) 3219-1481


Fonte: Portal do valongo

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Esquadrão Suicida
Venda antecipada de ingressos

Olá pessoal, muito bom dia a todos nós.
O filme Esquadrão Suicida tem estreia dia 4 de agosto e quem quiser adquirir o ingresso, o Cine Roxy, a partir de hoje, tem venda antecipada.

Terceiro longa do universo expandido da DC Comics/Warner nos cinemas, “Esquadrão Suicida” – um dos filmes mais aguardados do ano - estreia dia 4 de agosto. Um dia antes, na quarta, 3 de agosto, o Cine Roxy fará sessões de pré-estreia às 20h e 22h30.
A venda antecipada de ingressos para as sessões prévias como as demais de lançamento começam hoje pelo site do cinema e na bilheteria.


Foto divulgação
Esquadrão Suicida
Reúna um time com os mais perigosos Supervilões já encarcerados, forneça a eles o mais poderoso arsenal à disposição do governo e os envie em uma missão para derrotar uma entidade enigmática insuperável.
Amanda Waller, Oficial de Inteligência dos EUA, está convencida de que apenas um grupo de indivíduos díspares, desprezíveis, com quase nada a perder e convocado secretamente vai funcionar. No entanto, quando eles percebem que não foram escolhidos apenas para ter sucesso, mas também por sua óbvia culpa quando inevitavelmente falharem, o Esquadrão Suicida resolverá morrer tentando ou decidirá que é cada um por si?

Serviço:
Esquadrão Suicida
Venda antecipada de ingressos: quinta-feira, 21 de julho
Local: bilheterias
Pré-estreia: 3 de agosto, às 20h e 22h30
Estreia: 4 de agosto

Assista ao trailer:

Colaboração: André Azenha, jornalista e crítico de cinema  

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Conto à Deriva de Horácio Quiroga

Tradução: Jádson Barros Neves 


Conheci esse conto na Faculdade de Letras, e adorei, assim como tantos outros do contista uruguaio Horácio Quiroga. E daí que ele passou a ser um dos meus contistas favoritos.
Espero que vocês gostem, pois eu adoro.
Abraços, até mais,
Míriam

O homem pisou algo brando e mole e, em seguida, sentiu a picada no pé. Saltou para frente, e ao se voltar com um palavrão, viu a jararacuçu que se recolhia sobre si mesma; preparava outro ataque.
           
O homem lançou uma rápida olhada a seu pé, de onde duas gotinhas de sangue engrossavam dificultosamente, e então sacou o facão da cintura. A víbora viu a ameaça, e fundiu mais a cabeça no centro mesmo de sua espiral; porém o facão caiu sobre ela, deslocando-lhe as vértebras.
           
O homem abaixou-se para olhar a mordida, limpou as gotinhas de sangue, e durante algum tempo contemplou. Uma dor aguda nascia dos dois pontinhos violeta, e começava a expandir-se por todo o pé. Apressadamente, amarrou o tornozelo com o lenço que trazia amarrado à cintura, e seguiu pela picada até seu rancho.
           
A dor no pé aumentava, e de repente, o homem sentiu dois ou três fulgurantes pontadas que como relâmpagos haviam-se irradiado da ferida, até a metade da panturrilha. Movia a perna com dificuldade; uma sede metálica na garganta, seguida de uma sede ardente, arrancou-lhe outro palavrão.
           
Chegou finalmente ao rancho, e abraçou a roda do moinho. O dois pontinhos violeta desapareciam agora na monstruosa inchação do pé inteiro. Parecia-lhe enfraquecida, e a ponto de ceder, de tão tensa. O homem quis chamar sua mulher, mas sua voz se quebrou num grunhido rouco de garganta ressecada. A sede o devorava.
           
__ Dorotea! – conseguiu lançar um grito. – Me dá cachaça!
           
Sua mulher correu com um copo cheio, que o homem sorveu de três tragos. Porém não havia sentido gosto algum.
           
 __ Te pedi cachaça, não água! – rugiu de novo. – Quero cachaça!     
__ Mas é cachaça, Paulino! – protestou a mulher, espantada.  
__ Não, me deste água! Quero cachaça, te digo!
           
A mulher correu outra vez, voltando com o garrafão. O homem bebeu um atrás do outro três copos, porém não sentiu nada na garganta.
           
__ Bom, isto está feio... – murmurou então, olhando seu pé lívido e já com um brilho gangrenoso. Sobre a intensa atadura do lenço, a carne transbordava como uma pavorosa morcela.
           
As dores fulgurantes sucediam-se em relâmpagos contínuos, e chegavam agora à virilha. Além disso, a atroz sequidão da garganta que o esforço parecia esquentar mais, aumentava. Quando pretendia encorpar-se, um fulminante vômito manteve-o meio minuto com a testa apoiada na roda de madeira.
           
Mas o homem não queria morrer, e descendo à costa, subiu em sua canoa. Sentou-se na popa e começou a remar até o centro do Paraná. Ali, a correnteza do rio, que nas imediações do Iguaçu corre por seis milhas, o levaria antes de cinco horas a Tacurú-Pucú.
           
O homem, com fatigada energia, pode efetivamente chegar até o meio do rio; no entanto, ali suas mãos dormentes deixaram cair o remo na canoa, e por causa de um novo vômito – de sangue esta vez -, dirigiu um olhar ao sol que transpunha a montanha.
           
A perna inteira, até metade da coxa, era já um pedaço disforme e duríssimo que rompia a roupa. O homem cortou a ligadura e abriu a calça com a faca: a parte inferior desbordou inchada, com grandes manchas lívidas e terrivelmente dolorosas. O homem pensou que não poderia jamais chegar sozinho a Tacurú-Pucú, e decidiu pedir ajuda a seu compadre Alves, embora fizesse muito tempo estivessem intrigados um com o outro.

A correnteza do rio precipitava-se agora para a costa brasileira, e o homem pode facilmente atracar. Arrastou-se pela picada costa acima, porém a vinte metros, exausto, ficou estendido de costas.

__
 Alves! – gritou com a força que pode; e prestou atenção em vão.
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 Compadre Alves! Não me negue este favor! – clamou de novo, levantando a cabeça do solo.

No silêncio da selva, não se ouviu um só rumor. O homem teve ainda forças para chegar até sua canoa, e a correnteza, apoderando-se dela de novo, levou-a à deriva.

O Paraná corre ali no fundo de uma imensa depressão, cujas paredes, com altura para lá de cem metros, estreitam funebremente o rio. Desde as margens cercadas de negros blocos de basalto eleva-se o bosque, negro também. Adiante, às costas, sempre a eterna muralha lúgrube, em cujo fundo o rio afunilado se precipita em incessantes erupções de água lodosa. A paisagem é agressiva, contudo, sua beleza sombria e calma cobra uma majestade única.

O sol havia já havia caído, quando o homem, estendido no fundo da canoa, teve um violento calafrio. E, de repente, com assombro, pôs na vertical pesadamente a cabeça: sentia-se melhor. Somente a perna lhe doía, a sede apagava-se, e seu peito, livre já, abria-se em lenta inspiração.

O veneno começar a ir-se, não havia dúvida. Achava-se quase bem, e embora não tivesse forças para mover a mão, contava com a vinda do orvalho para repor-se todo. Calculou que antes de três horas estaria em Tacurú-Pucú.

O bem-estar progredia e, com ele, uma letargia cheia de recordações. Não sentia mais nada na perna nem no ventre. Viveria ainda seu compadre Gaona em Tacurú-Pucú? Por acaso veria também seu ex-patrão, mister Dougald, e o encarregado de obras?

Chegaria repentinamente? O céu, a poente, abria-se agora num resplendor de sangue, e o rio se havia avermelhado também. Da costa paraguaia, já em trevas, a montanha deixava cair sobre o rio sua frescura crepuscular, em penetrantes eflúvios de flores de laranjeiras e mel silvestre. Um casal de araras cruzou o céu muito alto e em silêncio até o Paraguai.

Lá embaixo, sobre o rio de ouro, a canoa derivava velozmente, girando de tempos em tempos sobre si mesma, ante a erupção de um remoinho. O homem que ia nela se sentia cada vez melhor, e pensava no tempo justo em que havia passado sem ver seu ex-patrão Dougald. Três anos? Talvez, não tanto. Dois anos e nove meses? Talvez. Oito meses e meio? Isso sim, certamente.

De repente, sentiu que estava gelado até o peito. Que seria? E a respiração...

Ao madeireiro de mister Dougald, Lorenzo Cubilla, havia conhecido em Puerto. Esperança em Sexta-feira Santa...Sexta-feira? Sim, ou quinta-feira...

O homem estendeu lentamente os dedos da mão.

__
 Uma quinta-feira...

E parou de respirar.