quinta-feira, 19 de maio de 2016

Admirável Mundo Novo
Aldous Huxley

Olá meus amigos, tenham uma excelente quinta-feira.
Admirável Mundo Novo, simplesmente amo essa história, que apenas assisti a minissérie há alguns anos na TV, antes de ler o livro; daí que emprestei o romance e ele sumiu.
Acabei me lembrando desse livro hoje, e claro que irei comprá-lo novamente, e, desta vez, sem empréstimos!
Bem, fica aqui a dica, caso alguém tenha interesse.

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras “pai” e “mãe” produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no
nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo.
Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford. Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários.
Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários. Entretanto, o clássico de Huxley não é um mero exercício de futurismo ou de ficção científica. Trata-se, o que é mais grave, de um olhar agudo acerca das potencialidades autoritárias do próprio mundo em que vivemos.

Aldous Leonard Huxley 
Escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley. Passou parte da sua vida nos Estados Unidos, e viveu em Los Angeles de 1937 até a sua morte, em 1963. 
Mais conhecido pelos romances, Admirável Mundo Novo e diversos ensaios, Huxley também publicou contos, poesias e literatura de viagem.

Obra:
·       1920 - Limbo, contos de estreia
·       1921 - Crome Yellow (Férias em Crome), romance
· 1923 - Antic Hay (Ronda Grotesca), romance
·       1926 - Two or Three Graces (Duas ou Três Graças), contos
·       1928 - Point Counter Point (Contraponto), romance
·       1929 - Do What you will (Satânicos e visionários), ensaios
·       1932 - Brave New World (Admirável Mundo Novo), romance
·       1936 – Eyeless in Gaza (Sem Olhos em Gaza), romance
·       1937 - Ends and Means Despertar do Mundo Novo), ensaios
·       1939 – After Many Summers (Também o Cisne Morre), romance
·      1941 – Grey Eminence (Eminência Parda), biografia romanceada
·       1943 – The Art of Seeing (A arte de ver), ensaios
·       1945 - Time Must Have a Stop (O Tempo Deve Parar), romance
·       1946 – The Perennia Philosophy (A filosofia perene), ensaios
·       1949 – Ape and Essence (O Macaco e a Essência), romance
·       1952 – The Devils of Loudun (Os Demônios de Loudun)
·  1954 – The Doors of Perception (As Portas da Percepção), ensaios
·       1956 - Heaven and Hell (Céu e Inferno), ensaios
·  1959 – Brave New World Revisited (Regresso ao Admirável Mundo Novo), ensaios
·       1962 – Island (A Ilha), romance
·       1978 – The Human Situation (A Situação Humana), ensaios 

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