quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Tenham uma excelente quarta-feira.
Ontem, depois do feriado aqui em Santos, já retorno ao cotidiano, acordar cedo, trabalhar o dia inteiro, enfim, faz parte, né? Até que ontem foi produtivo, consegui revisar meu conto e enviá-lo para a 8ª edição da Revista Conexão Literatura.
Bem, hoje disponibilizo uma poesia que outro dia ouvi falar, mas deixei de lado, e hoje, trago aqui na página, é Canção da mais alta torre do poeta francês Arthur Rimbaud.
Fica a dica de hoje.
Abraços,  

Míriam


Canção da mais alta torre
Arthur Rimbaud 

Inútil beleza
A tudo rendida,
Por delicadeza
Perdi minha vida.
Ah! que venha o instante
Que as almas encante.

Eu me digo: cessa,
Que ninguém te veja:
E sem a promessa
Do que quer que seja.
Não te impeça nada,
Excelsa morada.

De tanta paciência
Para sempre esqueço:
Temor e dolência
Aos céus ofereço,
E a sede sem peias
Me escurece as veias.

Assim esquecidas
Vão-se as Primaveras
Plenas e floridas
De incenso e de heras
Sob as notas foscas
De cem feias moscas

Ah! Mil viuvezas
Da alma que chora
E só tem tristezas
De Nossa Senhora!
Alguém oraria
À Virgem Maria?

Inútil beleza
A tudo rendida,
Por delicadeza
Perdi minha vida.

Ah! que venha o instante
Que as almas encante!


Arthur Rimbaud

Jean-Nicolas Arthur Rimbaud foi um poeta francês. Ele nasceu no dia 20 de outubrode 1854, em Charleville-Mézières, na França.
Rimbaud produziu suas obras mais famosas quando ainda era adolescente sendo descrito por Paul James, à época, como "um jovem Shakespeare". Aos 20 anos já havia escrito 20 livros de poesia.
Ele foi um poeta influente que escreveu praticamente todas as suas obras primas entre os 15 e os 18 anos. Segundo a opinião de críticos literários, o poeta francês é considerado precursor do surrealismo e também um pós-romântico.
Começou a revelar seu talento para a poesia durante a adolescência e, devido a seu temperamento rebelde, acabou fugindo de casa várias vezes durante a juventude. Ao completar 17 anos, muda-se para Paris com o apoio do poeta Paul Verlaine. Rimbaud tinha enviado sua obra “Soneto de Vogais” para Verlaine, que, um ano depois, deixa a família e começa a viver junto de Rimbaud em Londres. A relação de amor e ódio entre os dois chega ao fim quando Rimbaud é ferido por Verlaine com uma bala no pulso.
Rimbaud, talvez, tenha sido um dos primeiros poetas a viver sua própria poesia. Influenciou autores da geração perdida (Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Ezra Pound, Sherwood Anderson) e os beatniks dos anos 50 (Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs).
ntre suas principais obras estão “Uma Estação no Inferno”, de 1873 e “Iluminações”, de 1886. As duas abrangem novidades estéticas na maneira de escrever literatura com uma linguagem mais libertária, sendo que as idéias, nas obras de Rimbaud, nasciam da sinergia entre o verbo e tudo que os sentidos interpretavam. Aos 20 anos de idade, Rimbaud abandona a literatura e retoma a vida sem rumo que levava quando adolescente.
Começa a trabalhar com comércio de café na Etiópia, chega a fazer parte do Exército das colônias holandesas e faz tráfico de armas em Ogaden. Ainda visita o Chipre e Alexandria. Sua caminhada termina quando tem a perna amputada devido a um câncer no joelho. Após este episódio, morre no dia 10 de novembro de 1891 em Marselha, após anos de agonia.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Rimbaud
http://poetas.mortos.sites.uol.com.br/rimbaud.htm 

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