sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Olá, bom dia a todos e já estamos em 2016! Nossa, o ano passou tão rápido, não é mesmo? Eu nem me dei conta devido a tantos afazeres, e isso acontece acho que com quase a metade das pessoas. É uma correria danada, que quando percebemos o fim de ano já está se aproximando.
Neste dia especial de 1º de janeiro, aproveito o feriado para agradecer a todos vocês que estão sempre por aqui, pela amizade e confiança em meu trabalho, e também no apoio diário.
Agradeço também pela participação de alguns leitores que sempre me enviam dicas de atividades culturais e isso é muito importante para podermos manter boa divulgação de eventos culturais. Não posso me esquecer de citar ainda todos meus amigos que me enviam convite para participar de eventos culturais, literários, coletâneas etc os quais disponibilizo aqui para interesse de todos.
E agradecimento especial à minha amiga e revisora literária Bernadete Bernardo, colunista semanal com dicas da Língua Portuguesa e textos de literatura, que toda quinta-feira nos brinda com uma novidade. Sem dúvida, a participação da revisora é de suma importância e muito gratificante.
Bem, me despeço hoje deixando uma linda poesia para iniciarmos o ano com uma “deliciosa receita” de Ano Novo.

Receita de Ano-Novo
Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre
.

Carlos Drummond de Andrade , "Receita de Ano Novo". Editora Record. 2008.


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