quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Olá meus amigos, tenham uma excelente quinta-feira.
E hoje é dia da coluna da revisora Bernadete Bernardo, que nos brinda com excelente texto sobre o escritor Umberto Eco, que eu adoro.
Seu grande sucesso, O Nome da Rosa, foi adaptado para o formato cinematográfico, em 1988, por Jean-Jacques Annaud, no qual o protagonista, Baskerville, foi vivido por Sean Connery”, diz Bernadete.
Bem, por hoje é só.
Abraços,

Míriam

 

Coluna da revisora 

Bernadete Bernardo


 

O escritor, filósofo e linguista italiano Umberto Eco nasceu no dia 5 de janeiro de 1932, na cidade de Alexandria, em Piemonte, na Itália. Famoso mundialmente por seus escritos sobre semiótica, estética medieval, comunicação de massa, linguística e filosofia, ele também trilhou uma concreta trajetória como mestre de Semiótica na Universidade de Bolonha, além de dirigir a Escola Superior de Ciências Humanas nesta mesma instituição.
Ele atuou como colaborador, ao longo de sua carreira, em várias publicações acadêmicas, assina uma coluna semanal no L’Espresso e escreve para La Repubblica. Na literatura ele iniciou em 1980, já com uma obra que o consagrou, O Nome da Rosa. Seguiram-se a este lançamento O Pêndulo de Foucault (1988), A Ilha do Dia Anterior (1994) e Baudolino (2000).
Umberto Eco começou a sua carreira como filósofo sob a orientação de Luigi Pareyson, na Itália. Seus primeiros trabalhos dedicaram-se ao estudo da estética medieval, sobretudo aos textos de S. Tomás de Aquino. A tese principal defendida por Eco, nesses trabalhos, diz respeito à ideia de que esse grande filósofo e teólogo medieval, que, como os demais de seu tempo, é acusado de não empreender uma reflexão estética, trata, de um modo particular, da problemática do belo.


A partir da década de 1960, Eco se lança ao estudo das relações existentes entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados. Seu principal estudo, nesse sentido, é a coletânea de ensaios intitulada Obra aberta (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta, segundo o qual uma obra de arte amplia o universo semântico provável, lançando mão de jogos semióticos, a fim de repercutir nos seus intérpretes uma gama indeterminável, porém não infinita de interpretações. Outros textos ensaísticos deste autor vêm à luz: Apocalípticos e Integrados (1964) – sobre a cultura massificada -, A Estrutura Ausente (1968), As Formas do Conteúdo (1971), Tratado Geral de Semiótica (1975), Seis Passeios pelos Bosques da Ficção (1994) e Sobre a Literatura (2003).
Nos anos 70, Umberto Eco viu suas veredas acadêmicas serem cruzadas pela expressão ‘Semiótica’, descoberta no filósofo John Locke, aderindo assim à concepção anglo-saxônica desta disciplina, deixando de lado a visão semiológica adotada por Saussure. Ele busca também sua visão renovada da semiótica nos conceitos de Kant e Peirce, o que se pode verificar nas obras As Formas do Conteúdo (1971) e Tratado Geral de Semiótica (1975). Deste caminho teórico, Eco parte para a discussão sobre o esforço de interpretação textual por parte dos leitores, aprofundada em seus estudos Lector in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990), em que ele sustenta a visão de que as criações literárias necessitam da colaboração dos que as lêem para serem compreendidas.
Além dessa carreira universitária, Eco ainda escreveu cinco romances, aclamados pela crítica e que o colocaram numa posição de destaque no cenário acadêmico e literário, uma vez que é um dos poucos autores que conciliam o trabalho teórico-crítico com produções artísticas, exercendo influência considerável nos dois âmbitos.
Seu grande sucesso, O Nome da Rosa, foi adaptado para o formato cinematográfico, em 1988, por Jean-Jacques Annaud, no qual o protagonista, Baskerville, foi vivido por Sean Connery.

Fonte: Wikipédia/ Infoescola
Fotos: The Sunday Times/ Umberto Eco/ Blog Tudo de bom mermmo / Blog Constantinos Kyriakis/ Pinterest

 

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