segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Olá meus amigos, tenham um bom início de semana!

Hoje é o aniversário de falecimento de Olavo Bilac, que tenho grande admiração por sua obra, lembrando que foi ele o autor do Hino à Bandeira, dentre tanta coisa boa que escreveu. Por fim, acrescentei uma poesia sobre Natal, aproveitando os dias festivos.

Bem, espero que gostem. Como também fiz Letras, adoro relembrar esses autores e os grandes movimentos literários.

Grande abraço,

Míriam

 

Olavo Bilac: hoje é dia do falecimento do autor

 

Olavo Bilac foi poeta e jornalista. Escreveu a letra do Hino à Bandeira. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira nº 15. Foi um dos principais representantes do Movimento Parnasiano que valorizou o cuidado formal do poema, em busca de palavras raras, rimas ricas e rigidez das regras da composição poética.
Olavo Bilac nasceu no Rio de janeiro, no dia 16 de dezembro de 1865, e faleceu no dia 28 de dezembro de 1918. Estudou Medicina e Direito, sem concluir nenhum dos cursos. Dedicou-se ao jornalismo e à poesia.
Colaborou em vários jornais e revistas como Gazeta de Notícias e Diário de Notícias.
Pertenceu à Escola Parnasiana Brasileira, sendo um dos seus principais poetas. Sua primeira obra foi "Poesias", publicada em 1888. Nela o poeta já estava identificado com as propostas do Parnasianismo. Sua poesia apresentava várias temáticas. Na linha tipicamente parnasiana, escreveu sobre temas greco-romanos. Fez várias descrições da natureza, indicando uma herança romântica.

Dentre os escritos de Olavo Bilac, destacam-se os seguintes:

Antologia poética; Através do Brasil; Conferências literárias (1906); Contos Pátrios; Crítica e fantasia (1904); Crônicas e novelas (1894); Dicionário de rimas (1913); Hino à Bandeira; Ironia e piedade, crônicas (1916); Língua Portuguesa, soneto sobre a língua portuguesa; Livro de Leitura; Poesias (1888); Tarde (1919) - Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957); Teatro Infantil; Tratado de Versificação, em colaboração com Guimarães Passos;
Tratado de versificação (1910).

Poesia Natal

Jesus nasceu. Na abóbada infinita
Soam cânticos vivos de alegria;
E toda a vida universal palpita
Dentro daquela pobre estrebaria...

Não houve sedas, nem cetins, nem rendas 
No berço humilde em que nasceu Jesus... 
Mas os pobres trouxeram oferendas 
Para quem tinha de morrer na cruz.

Sobre a palha, risonho, e iluminado
Pelo luar dos olhos de Maria,
Vede o Menino-Deus, que está cercado
Dos animais da pobre estrebaria.

Não nasceu entre pompas reluzentes;
Na humildade e na paz deste lugar,
Assim que abriu os olhos inocentes
Foi para os pobres seu primeiro olhar.

No entanto, os reis da terra, pecadores,
Seguindo a estrela que ao presepe os guia,
Vem cobrir de perfumes e de flores
O chão daquela pobre estrebaria.

Sobem hinos de amor ao céu profundo;
Homens, Jesus nasceu! Natal! Natal!
Sobre esta palha está quem salva o mundo,
Quem ama os fracos, quem perdoa o mal,

Natal! Natal! Em toda a natureza
Há sorrisos e cantos, neste dia...
Salve Deus da humildade e da pobreza
Nascido numa pobre estrebaria.


Fonte: Brasil Escola; Wikipédia; site de poesias

Nenhum comentário: