terça-feira, 8 de setembro de 2015

Olá meus amigos, tenham um excelente terça-feira.

Assim como ontem, hoje ainda é feriado em Santos, Dia da Padroeira da Cidade: Nossa senhora do Monte Serrat.

Disponibilizo aqui para vocês o conto de minha autoria O primeiro encontro e espero quem gostem.

Bem, por hoje é só.

Grande abraço,

Miriam

 

Conto
O primeiro encontro

A moça ao abrir a porta de sua casa se deparou com um lindo buquê de flores. No cartão: quer sair comigo hoje à noite? Te pego às nove.
Radiante a jovem pega o buquê e o deixa em um vaso em cima da mesa da sala. A felicidade era tanta em saber que realmente, alguém se interessara por ela.
Paula já tinha vinte e poucos anos e nunca teve um namorado, não sabia o que era amar. Era uma moça bonita, com cabelos ondulados ao ombro, corpo bem distribuído em 63 quilos para 1,70 metros de altura, mas muito tímida, que a distanciava de rapazes. Ela não conseguia encará-los e quando era paquerada, corava, e desviava o olhar.  
E isso atrapalhava a sua vida. Ela ansiava amar e ser amada, mas quem? Nunca deixara ninguém se aproximar e se sentia um fracasso, que a desmotivava constantemente.
Agora ela tinha um motivo, um estímulo, alguém estava interessado por ela. Mas quem seria?
A pergunta intrigou-lhe o pensamento e a alma o dia inteiro. Quem era o príncipe encantado?
No cartão, apenas a mensagem. Então como ela poderia sair e conhecê-lo se ele não deixou nome e nem se quer o número de telefone?
O dia inteiro no serviço foi de questionamentos e um só pensamento: mas quem será?
Paula olhou discretamente para todos os solteiros do serviço para saber se era alguém de lá que estava interessado por ela.
— Há, o Renato certa vez me chamou para tomar um lanche, será que é ele? — Pensava a moça.
E assim o dia passou rápido.
Ela nem se deu conta, mas já estava no fim do expediente e nenhum dos colegas de serviço a tratou diferente.
A moça pegou o ônibus no terminal na Praça Mauá, e chegou rápido em sua casa, no Campo Grande.
Acho que foi uma piada de mau gosto, uma pegadinha! — Pensava Paula durante a viagem até sua residência, que logo chegou, pois em Santos tudo é perto.
Assim como o dia passou rápido, à noite também. Paula andava pela casa de um lado para o outro olhando para o relógio cuco, que a deixava mais nervosa a cada badalada.
Já eram quase oito da noite. E em uma hora ela saberia quem era ele. Para a ocasião, se perfumou, colocou um vestido que passava um pouco dos joelhos, sapatos altos, mas confortáveis e se maquilou.
Pronta, sentou no sofá à espera do estranho. Para acalmar a ansiedade e diminuir os batimentos cardíacos do primeiro encontro, ela tomou uma xícara de chá de camomila, que a fez relaxar.
Mal pegou no sono e a campainha toca.
Paula olha no relógio, já eram quase dez da noite.
— Eu sabia que não seria nada, foi armação de alguém para zoar comigo, — resmungava ela.
Crente que fosse a mãe que esquecera a chave mais uma vez, Paula abre a porta. Para sua surpresa, um homem alto, moreno e bem vestido abre um sorriso ao vê-la. Ele não diz nada e fica olhando para ela.
Paula corou quando percebeu que o rapaz a olhou de cima em baixo e seus olhos brilharam.
— Olá Paula! Você gostou das flores? Sei que passei do horário, mas tive uns contratempos no serviço e não consegui chegar a tempo em casa para tomar banho e acabei me atrasando, — se desculpou o homem.
         Sem dizer nada, Paula faz um sinal para ele entrar.
         — Quem é você? Porque está interessado em mim? — Pergunta Paula.
— Eu sou o Renato um colega de escola. Bem, colega é força de expressão, pois nunca estudamos juntos, mas eu sempre te vi nas horas do intervalo. Você passava perto de mim com sua amiguinha e eu a observava o intervalo inteiro. Depois crescemos e nos mudamos daquela escola. Cada um foi para seu lado e nunca mais te vi.
— Não compreendo, porque nunca falou comigo? — Questiona Paula, sem uma única vez se lembrar dele.
— É que você passava por mim, mas nunca existi para você. Mas hoje estou aqui, tomei coragem e vim me declarar. — Acrescentou o homem.
— Bem, eu nem sei o que dizer, disse Paula ao rapaz.
— Não diga nada, e Renato se aproximou e pegou nas mãos dela. Vamos sair e brindar nosso primeiro encontro, — disse o jovem.
— Você não me disse como me encontrou e sabe meu endereço, diz Paula.
— Eu te vi passar outro dia bem em frente ao portão de casa. Eu te segui com os olhos, e não acreditei quando a vi entrar aqui; eu moro quatro casas da sua. — Explicou Renato.
Paula, radiante, pelo primeiro encontro de sua vida, sorriu para ele.  
...

A felicidade, muitas vezes, pode estar ao seu lado!

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