quinta-feira, 4 de junho de 2015

Olá meus amigos, tenham um excelente feriadão!!!!

Férias acabando... que pena!

Hoje é dia da coluna da revisora Bernadete Bernardo, que nos traz um assunto que quase nunca lembramos: os superlativos. E é bom relembrarmos mais esta dica da nossa Língua Portuguesa.

Grande abraço, até amanhã.

Miriam

 


Superlativos

Em língua portuguesa, chamamos grau superlativo o instrumento reservado aos adjetivos para expressar a qualidade de pessoa ou coisa que se destaca de todas as outras similares. Por exemplo, costumamos dizer que uma comida é boa, mas caso vejamos que não existe uma comida que possa competir com esta, dizemos que tal comida é a melhor dentre todas as outras.
É sempre importante lembrar que os adjetivos mantêm uma estreita relação com os substantivos, tendo a função de caracterizá-los, apresentando, assim, características referentes a número, gênero e grau. No caso das particularidades pertinentes ao grau os adjetivos estão subdivididos assim:

Grau comparativo, cuja finalidade é comparar a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas a um mesmo ser. Este grau por sua vez se divide em grau comparativo de igualdade, destinado a estabelecer igualdade entre duas coisas ou pessoas; grau comparativo de inferioridade, que estabelece inferioridade numa relação comparativa, e o seu oposto, o grau comparativo de superioridade.

Além do comparativo, temos o grau superlativo, destinado a atribuir uma característica de maior intensidade, de forma relativa ou absoluta. O grau superlativo está dividido em dois grupos: o relativo e o absoluto.

No grau superlativo relativo, a intensificação é feita em relação a todos os demais integrantes do conjunto. O superlativo relativo pode ser ainda dividido em dois diferentes tipos:

Superlativo relativo de inferioridade – estabelece relação superlativa de inferioridade (o “menos” ou o “menor” se comparado com todos os outros do grupo).

Superlativo relativo de superioridade – estabelece relação superlativa de superioridade (o “mais” ou o “maior” se comparado com todos os outros do grupo).

No grau superlativo absoluto, a característica é sublinhada de modo exagerado. Assim como a forma superlativa, está dividida em duas formas específicas:

Superlativo absoluto analítico – o destaque é assinalado pelo emprego de certos termos que denotam ideia de acréscimo. Tal modalidade é expressa por meio dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente etc, antepostos ao adjetivo.

Somos excessivamente otimistas.
É um criminoso extremamente violento.

Superlativo absoluto sintético – é marcado pelo uso de sufixos, tais como: íssimo, rimo, imo. O superlativo absoluto sintético pode se apresentar sob duas formas: uma erudita, de origem latina e outra popular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo latino combinada aos sufixos: íssimo, imo ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
José é magérrimo.

A forma popular é formada pelo radical do adjetivo português combinada ao sufixo íssimo: pobríssimo, agilíssimo:
Ferrari é um carro caríssimo.

Alguns superlativos normais sofreram, com o tempo, uma mudança na grafia, consagrada principalmente pelo uso popular: então, antes tínhamos - seriíssimo, precariíssimo, necessariíssimo – formas que hoje são grafadas: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo.

Fonte: Só Português.com.br 

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