quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Tenham um excelente dia meus amigos, que venha logo a sexta-feira!
Ritual é o miniconto que compartilho com vocês e espero que gostem.
Eu adoro escrever minicontos, outra forma de literatura, pois muito mais importante que mostrar é sugerir, deixando ao leitor a tarefa de “preencher” as elipses narrativas e entender a história por trás da história escrita.
Bem, por hoje é só e amanhã tem mais.
Abraços,
Miriam
Ritual

— “Alaster...puella libertus”... “Alaster... puella libertus”...
Vozes... que palavras são essas que não as compreendo? Onde estou e quem é essa gente perto de mim? Pensava Anna Morette, bolsista do 1º ano de Filosofia.
Essas pessoas estão vestidas com túnicas negras que escondem seus rostos, mas o homem junto a mim, eu vejo sua face, mas não o reconheço.
Eles estão com adagas nas mãos.
Que lugar sinistro e eu não consigo me mexer, acho que me drogaram e estou com o corpo anestesiado. Posso ver o homem sem o capuz entregando uma adaga a uma pessoa. Vejo também que o objeto está sujo, será sangue? Socorro! Não consigo nem gritar!
Há uma enorme taça perto de mim, será... vinho?! O homem sem capuz bebe da taça e a passa aos demais. Agora ele se volta ao meu peito com uma faca...
Opa, que barulho é esse? Arrombaram as portas.
Graças a Deus, são policiais entrando armados e gritando. Estou salva! Estão prendendo as pessoas e vão me tirar daqui.
Um policial se aproxima de mim. Ele faz um sinal e um homem entra com uma maca. Estico meu pescoço e vejo que estou nua. O policial me cobre com um lençol.
Agora consigo me mexer e até me sentar e... 
Não!!!!! Seu grito ecoou para ela mesma!
Os policiais estão levando o meu corpo...  

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