domingo, 5 de outubro de 2014

Um bom domingo para todos nós, vamos votar com consciência, pense nisso!
Outubro Rosa é um movimento mundial pela prevenção do câncer de mama.
Bem, uma dica muito boa, que espero conferir, é a peça a Ilha Desconhecida, do conto de José Saramago, com estreia hoje gratuitamente na Pinacoteca Benedicto Calixto, com apresentações também nos próximos domingos.
Eu recebi o convite e disponibilizo aqui para vocês.
Grande abraço,
Miriam

Espetáculo A Ilha Desconhecida

A Ilha Desconhecida, adaptação teatral do conto homônimo de José Saramago, será encenada hoje, às 16h30, pelo Grupo Janela de Teatro, em sua nova temporada.
O espetáculo, que acontece na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, propõe a busca pelo autoconhecimento ao narrar a história de um homem que pede ao rei um barco para encontrar a Ilha Desconhecida. Após convencê-lo, o homem segue sua jornada de descobertas e encontros.
Com direção de Eduardo Ferreira, o elenco traz Gisele Prudêncio, Heitor Vallim, Lucas Onofre e Rodrigo Santana.

Serviço:
A Ilha Desconhecida
Quando: hoje, às 16h30
Local: Pinacoteca Benedicto Calixto - Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, Santos
Telefones: (13) 3226-8000 / 3288-2857
A peça ficará em cartaz nos domingos deste mês no local, com entrada gratuita

Elenco:
Grupo Janela de Teatro
Direção: Eduardo Ferreira
Elenco: Gisele Prudêncio, Heitor Vallim, Lucas Onofre e Rodrigo Santana
Composições: Heitor Vallim
Cenografia: Gabriel Neves e Eduardo Ferreira
Figurinos: Gisele Prudêncio
Maquiagem: Angélica Evangelista
Produção: Lucas Onofre e Eduardo Ferreira
Desenhos: Rodrigo Santana
Fotos: Gisele Prudêncio

Adaptação do conto de José Saramago

Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas.
Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro. Antes, entretanto, ela é submetida a uma série de embates com o status quo, com o estado consolidado das coisas, como se da resistência às adversidades viesse o mérito
e do mérito nascesse o direito à concretização. Entre desejar um barco e tê-lo pronto para partir, o viajante vai de certo modo alterando a ideia que faz de uma ilha desconhecida e de como alcançá-la, e essa flexibilidade com certeza o torna mais apto a obter o que sonhou.
´...Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós...´, lemos a certa altura. Nesse movimento de tomar distância para conhecer está gravado o olho crítico de José Saramago, cujo otimismo parece alimentado por raízes que entram no chão profundamente.  

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