quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Olá, que o dia hoje seja produtivo para todos nós.
Recordando a Revista Eletrônica TerrorZine, promovida pelo escritor e ativista cultural Ademir Pascale, deixo hoje um miniconto especial em homenagem a Edgar Allan Poe, falecido dia 7 de outubro de 1849.
Espero que gostem, abraços,
Miriam

Asas negras
        
Celine em poucas semanas perdeu o emprego e também o namorado. Desolada e tomando antidepressivos, foi passar uns dias na fazenda dos tios. 
         Os sons da natureza a deixavam confusa. Certo dia eles tiveram que sair e Celine preferiu ficar e descansar.
         — Que barulho é esse? – Pensava a moça, que pulou da cama e nada via da janela, pois anoitecera. Atormentada por grunhidos e assovios altos, a jovem se desesperou e tomou mais remédios. Escutando sons ainda mais altos, Celine não se sentiu segura na casa e saiu correndo para pedir ajuda.
Tremendo da cabeça aos pés se viu perseguida por várias asas negras que voavam sobre ela. Gritando ela entrou no rancho. Escondida, viu corvos emitindo sons monstruosos lá dentro. Desesperada e tentando fugir novamente, a moça tropeçou e caiu.
Ao retornarem, procurando por Celine, os tios a encontraram ensanguentada no rancho, dizendo que fora atacada por corvos, que emitiam vários grunhidos.

— Mas nós estamos no Brasil! Lamentou a tia. 

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