sábado, 31 de maio de 2014

Bom dia e bom sábado para todos vocês.
Neste fim de semana acontece na Baixada Santista e Vale do Ribeira a 8ª edição da Virada Cultural Paulista 2014, com  programação para quem gosta de teatro, música, dança etc.
Grande beijo,
Miriam

Virada Cultural 2014
Evento acontece neste fim de semana

Neste fim de semana tem programação variada para o sábado (31) e domingo (1º) em Santos e Registro, no Vale do Ribeira, com a 8ª Virada Cultural Paulista 2014. 
O evento conta com apresentações musicais, teatro, dança, circo e cultura popular, que acontecem no Teatro Guarany, no Outeiro de Santa Catarina, na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro de Cultura Patrícia Galvão, no Instituto Arte no Dique e Praça Mauá, em Santos e em Registro, no Teatro Wilma Bertelli e no palco externo montado na Praça Beira Rio.

Programação:
A programação é bem diversificada para os dois dias, e por ser muito extensa, destaco o G1 para consulta:



sexta-feira, 30 de maio de 2014

Olá meus amigos, que a sexta-feira seja boa para todos nós.
Para relaxar, você é chique ou não é?
Para quem acha que ser chique é andar com roupas da moda está enganado, ser chique é ser educado.
Veja só o que a Glória Kalil tem a dizer.
Achei legal e compartilho com vocês.
Grande beijo,
Miriam 



segunda-feira, 26 de maio de 2014

Olá amigos, vamos a continuação e final do conto A Bruxa do Ribeirão, e espero que tenham gostado da história.
Grande abraço a todos,
Miriam

Continuação da Bruxa do Ribeirão

...

Anna acordou molhada de suor e aterrorizada, mais uma vez. Tentou lembrar-se dos rostos das pessoas, mas em vão. No dia seguinte, Arthur foi buscá-la para conhecer uma senhora muito querida na ilha.

         — Olá Anna, vou levá-la para conhecer dona Clara. Ela já curou muita doença receitando chás de ervas medicinais, disse Arthur.

         Anna agradeceu e partiu com Arthur para a tal senhora.

         Estacionando em frente ao imóvel, Anna sentiu uma vibração e uma leve tontura.  Fechou os olhos e recordou seus sonhos, vendo a bruxa na porta daquela casa. A casa está agora diferente dos sonhos, sem as árvores, mas tinha certeza de que era essa. Lentamente caminhou e tocou a parede e a porta de entrada, um calafrio a fez arrepiar-se do cabelo aos pés.

         — O que foi Anna? Você está se sentindo bem? — Disse Arthur, ao ver que a moça empalideceu.

         — Sim, só que vi esta casa várias vezes em meus sonhos, consigo vislumbrar o local e lembrar-me dela, disse Anna.

         Os dois entraram. A idosa caminhava lentamente e os conduziu até o sofá. Era uma mulher com feições bonitas, havia de ser linda quando jovem, pensava Anna. A senhora sentou-se e fez sinal para que Anna ficasse ao seu lado. Pegando na mão da moça dona Clara disse que morava na casa desde o nascimento. Não se casou, pois cuidou dos pais e como ajudava o povoado com as ervas, o tempo foi passando e ela acabou ficando solteira.

         Anna contou seus sonhos para Clara, que ficou boquiaberta com tudo aquilo.

         — Não sei o que dizer, mas sei que em outro século, logo no início quando os imigrantes se estabeleceram aqui, houve uma história de uma mulher que fazia bruxaria. Sei sim que foi perseguida, mas não sei o final disso, se foi morta ou não. Diz a lenda que era uma moça lindíssima e que atraia crianças para sua casa e as crianças depois desapareciam, explicava dona Clara.

         —Anna escutava tudo em silêncio. Fechou os olhos e seus pensamentos viajaram longe, recordando-se das cenas dos sonhos. Anna levantou-se e tocou a parede da casa, e pedindo permissão, foi andando pelo imóvel na ânsia de encontrar alguma coisa. Com os olhos semiabertos, ela conheceu os cômodos e tentou achar algo, não sabia o que, mas tinha a certeza de que algum objeto seria familiar. Era uma sensação inusitada. Sem entrar no último quarto, que estava trancado, despediram-se de Clara e partiram. Os dois aproveitaram a tarde para almoçar e se conhecer melhor. Uma atração os unia e um carinho múltiplo foi surgindo entre eles.

— Senti algo estranho naquela casa Arthur, além de uma vibração, é como se eu conhecesse bem o lugar e que tivesse pertences lá; não sei explicar o que é. Mal Anna terminou de falar e Arthur puxou-a para si, beijando-a ardentemente. E ficaram abraçados e curtindo o visual da praia, na presença de olhos discretos de pescadores da região.

Os beijos e abraços se prolongaram à noite, quando se encontraram para jantar. Anna estava radiante com tudo que naturalmente acontecia entre eles. E assim, a primeira noite de amor os uniu ainda mais.

Na manhã seguinte, Anna estava mais disposta ainda a vasculhar seu passado, que tinha certeza pertencer àquele lugar.

Arthur a levou até a casa de mais pessoa, uma mulher muito procurada pelas jovens da ilha, pois tinha a aptidão de desvendar o futuro; entre outras palavras, era uma cartomante local chamada Fátima.  A mulher além das cartas nas horas vagas era a cartorária da ilha.

— Há, você é muito bonita e ao cumprimentar Anna, a cartomante sentiu uma vibração estranha, algo que há muito não sentia com ninguém. Os dois se acomodaram na sala.  

— Você é uma pessoa especial, minha cara, já viveu aqui no Ribeirão, sabia? Posso sentir isso. Algo sinistro a fez sair da ilha, uma energia muito forte, disse Fátima ao apertar a mão de Anna. Porém, ao jogar as cartas, sua fisionomia tornara-se estranha, e Fátima parecia não querer revelar o que via no jogo, pois nada de mais disse à Anna, que percebeu ter algo errado, a mulher estava sim escondendo o seu passado. E sem mais nada a revelar, os jovens partiram da casa da cartomante e foram verificar registros antigos no cartório e certidões na prefeitura e não encontraram nada que fincasse Anna à ilha.

Decepcionada a moça decidiu terminar a busca. Iria então aproveitar mais as férias conhecendo a capital catarinense e também o jovem Arthur.  Para ela, os sonhos deveriam ser fruto da imaginação de filmes ou de livros.  

Depois de um dia exausto, caiu na cama e pegou no sono. E o terrível sonho estava de volta...

Rodeada pelo grupo, o nevoeiro começou a cair e a moça viu uma possibilidade de escapar correndo mata adentro.

Despistando os perseguidores a moça chegou até o lago. Cansada, sentou-se na beira e debruçou-se nas águas límpidas e claras. Olhou fixamente e viu um rosto nas águas. Era uma bela mulher loura de cabelos longos até a cintura. A mulher não se parecia com a Anna de hoje, morena e de cabelos curtos, mas pela primeira vez sentiu-se no sonho, sabendo que a jovem era ela sim, num corpo diferente, mas com o mesmo espírito. A bruxa começou a gargalhar, a rir para si.

A feiticeira então se levantou e esticou os braços para o alto e abaixou-os rapidamente ao chão, fazendo com que o nevoeiro ficasse mais intenso e como estivesse empurrando algo no ar, afastou, com isso, o grupo de pescadores para bem longe dali. A mulher continuou caminhando na mata, deu a volta acima do morro, e fez um caminho pouco frequentado, diziam os antigos que era um trajeto mal assombrado. Crendices de pescadores, mas a bruxa atravessou sem medo dando a volta e retornando, por um túnel secreto, até a sua casa. Ela caminhava sem fazer barulho e sem usar tochas, pois conhecia, mais do que ninguém, cada pedaço daquela trilha subterrânea. Devagar chegou até um de seus quartos, levantou a tampa em baixo do tapete e entrou na casa. Tudo estava em silêncio, pois o grupo estaria muito longe dali e andando em círculos no lago, um feitiço jogado pela mulher para que não a seguissem.

Andando cautelosamente e apagando as tochas da casa, Walquíria se aproximou de um quarto, o terceiro e último da casa, e o único trancado. Abriu a porta devagar. Caminhou até uma pequena jaula escondida por um pano, que ao ser retirado, desvendou uma criança pequena deitada entre as grades. O menino, que não deveria passar de dois anos, estava vivo e dormindo. A criança magra e desnutrida foi retirada da jaula.

— Hoje é seu dia de sorte, disse a bruxa para o pequeno. Vou deixá-lo na mata, e assim o grupo pensará que você estava perdido e me deixará em paz. E levou o garoto.

O grupo de pescadores encontrou o menino na mata. Naquela noite, pelo menos, a bruxa não seria mais perseguida, mas os homens e mulheres do vilarejo estavam sedentos por justiça pelas próprias mãos e Walquíria sabia que retornariam para matá-la, então, agiu rápido retornando a sua casa novamente para pegar o que fosse necessário e desaparecer da ilha. Lá, a bruxa retirou seus livros, poções, mantos, taças, adagas e tudo o mais utilizado em suas magias e rituais, guardando seus pertences mágicos em um baú que ficava escondido no túnel. Também ela retirou dali cachos de cabelos e roupas de outras crianças, enterrando tudo no túnel. Fez tudo isso no intuito de retornar anos depois, quando os moradores já não se lembrassem mais dela. 

Então a bruxa pegou seus utensílios de maior valor e partiu para a estrada...

... Com o coração saindo pela boca, Anna acordou com um salto, encharcada de suor e de tristeza, pois agora a verdade se afirmou; ela sabia que era a bruxa e que nada poderia fazer. Tristemente e amargurada por tudo aquilo, deixaria o passado partir de seu ser, assim como apareceu.

E assim Anna começou a sentir-se mais leve e os pesadelos aos poucos foram desaparecendo. Anna terminou as férias em Floripa e retornou à capital paulista ...

... Depois de dois anos estava casada com Arthur e os dois felizes com a chegada da primeira filha, Walkiria. Tudo ia bem entre eles até o dia em que a menina desapareceu.

Numa manhã Arthur saiu cedo como de costume para trabalhar e Anna dormia com o bebê. Ao final da tarde Arthur retornou do serviço e encontrou Anna atordoada e desesperada dizendo que a menina havia sumido e ela não sabia o que havia acontecido.

Arthur e Anna deram queixa à Polícia, contrataram um detetive para investigar o caso, mas não havia explicação sobre o sumiço do bebê.

Anna já não era mais a mesma, emagreceu e perambulava pela casa. Arthur a acusava sempre, fazendo- a sentir-se culpada por tudo.

Eles moravam num prédio antigo e sem câmeras, não puderam descobrir o que aconteceu de verdade.

Anna andava pelas ruas com a foto da filha, na ânsia de que alguém pudesse conhecer o bebê.

Fora chamada a depor várias vezes, pois seu depoimento era duvidoso e ninguém mais entrou no apartamento desde a partida de Arthur ao serviço. Ela tinha de dar conta da criança.

Arthur contratou um advogado para Anna, mas o mesmo desistiu da causa.

Com a situação Anna transformou-se em outra pessoa. Estranha e solitária, Anna se desgastava a cada dia.

Uma briga e mais uma acusação acabaram de vez com o casamento e Arthur já não tinha mais esperanças de reencontrar o bebê, desaparecido há dois anos.

O casamento chegou ao fim e Arthur se mudou de São Paulo.

Era noite quando Arthur pegou a estrada e dirigiu até sua cidade natal.

Chegando ao Ribeirão da Ilha pela manhã, Arthur foi até a praia.

Calmamente se aproximou de Fátima que caminhava tranquilamente com uma criança pela mão. Arthur se aproximou e beijou as duas, pegando a criança no colo.

Arthur olha para Fátima e comenta: demorou muito tempo meu amor, mas conseguimos.   

domingo, 25 de maio de 2014

Olá meus amigos, tenham um excelente domingo.
Segue o conto A Bruxa do Ribeirão, escrito em 2013 para o Dia das Bruxas, mas acabei me esquecendo, e a história ficou arquivada.
Bem segue em duas partes, espero que gostem.
Grande abraço,
Miriam

A Bruxa do Ribeirão

    — Venham por aqui meus irmãos, vamos até a casa dela, hoje esse monstro não escapa  de nós! – Gritava um dos pescadores, que evocava os demais do vilarejo à caça a uma suposta bruxa.

— E se ela nos amaldiçoar e depois sair voando, como iremos pegá-la? – Disse outro pescador, que estava morrendo de medo.

— Psiu, silêncio, com toda essa algazarra a mulher irá escutar e fugir, temos que ser cautelosos! – Falava a liderança da perseguição, um pescador moreno e novo e um líder nato; homem que estava disposto a tudo a pegar a tal feiticeira a qualquer preço.

O grupo era formado por 10 pessoas, entre pescadores e suas mulheres, armados de paus, facas, foices e cordas e só tinham uma coisa em mente, prender a bruxa da ilha. Então, prosseguiram sorrateiramente pelas ruas da pequena vila em busca de uma mulher que há dias era acusada por bruxaria. A moça mudara-se para a vila há pouco tempo e nunca conseguiu boa interação com os moradores, principalmente pelas mulheres, tanto as solteiras como as casadas, que desde o início sentiam certa inveja dela.

— Rápido pessoal, ao chegarmos a casa, bateremos na porta com delicadeza, em silêncio, para que ela não perceba que a levaremos para julgamento. — Orientava o líder dos pescadores.

O grupo então apressou o passo e silenciosamente já estava quase na casa da procurada, que foi cercada.

Era uma casa que destoava das demais. Em madeira de cor vermelho, a pintura sobressaia e a tinta parecia viva, tornando o imóvel assustador. Ao redor, árvores altas e de troncos grossos e tortos, cujos galhos, ao vento, tornavam as árvores monstruosas. Uma das mulheres se benzeu e estremeceu de medo com o cenário. A casa da suposta bruxa tinha vida própria.

O líder bateu na porta e gritou pelo nome da mulher, conhecida como Walquíria.

Sem saber o que estava ocorrendo, a moça, com um lindo vestido verde reto e comprido, com fitas à cintura e o cabelo preso em trança abriu a porta para verificar o que acontecia. Mal a porta se abriu, o líder do grupo puxou o braço da moça, fazendo-a sair rapidamente para a rua, um ato bruto que a deixou sem nenhuma atitude.

Espantada com tudo aquilo, a mulher olhou para todos sem entender o que se passava.

— O que é isso? O que fazem essa hora na minha casa? O que está havendo? —  Perguntou a moça que aparentemente não oferecia risco a ninguém.

— Vamos levá-la, você ficará aguardando julgamento por seus crimes. – Disse o líder à mulher.

— Epa, espera aí! – Exclamou um dos pescadores. Acho melhor acabarmos logo com isso e fazermos nós mesmos o julgamento e a condenação. Já temos provas de que é ela a bruxa e temos que queimá-la, só assim conseguiremos ficar livres desse mal. — Falava convicto outro pescador, ele era de meia-idade e com aparência de gente sofrida.

— Não podemos fazer justiça pelas próprias mãos, isso é contra a lei, afirmava o líder.

— Queremos a nossa justiça, depois de tudo o que vem acontecendo aqui logo depois que ela se mudou para cá, retrucou mais outro pescador.

Assim a gritaria foi tomando espaço e a acusada no meio do círculo assistia aquele povo de gente humilde, com pouca cultura, mas que estavam decididos a fazer justiça com as próprias mãos se fosse preciso.

— Agora é a vez de nós mulheres darmos a nossa opinião, e queremos justiça aqui e agora! — Falava a mulher mais velha do grupo, deveria ter mais de 50 anos, estava descabelada e trajava um vestido marrom até os pés; ela dizia coisas estranhas e apontava para a bruxa.

— Vamos amarrá-la, ela tem que pagar por seus crimes, dizia a tal mulher enfurecida.

O grupo foi chegando mais perto da bruxa, que pela primeira vez se sentiu encurralada.

 O que vocês estão tentando fazer é contra a lei, não podem me prender e me matar. — Falava a bruxa, cujas faces muito brancas estavam avermelhadas de pavor, e seus olhos arregalados pareciam saltar do rosto.

O grupo foi chegando mais perto da moça e tentavam agarrá-la. A mulher se esquivava, mas cercada, sabia que era inútil fazer qualquer coisa. Então ela fechou os olhos e se concentrou.

De repente uma névoa começou a baixar rapidamente. A noite estava clara e quente e o nevoeiro ficou denso, tomando conta do vilarejo.  

— Meu Deus, o que é isso? — Gritou apavorada uma das mulheres do grupo. E as pessoas ficaram olhando ao redor e a imagem de todos foi ficando cada vez mais difícil tamanha a névoa que pairava.

— Depressa, pega a bruxa! – Disse o líder esticando a corda na mão.

Nisso Walquíria se desvencilhou da roda empurrou uma das mulheres jogando-a ao chão e abrindo espaço no círculo, correu rapidamente e sumiu no nevoeiro.

— Vamos, atrás dela, não a deixem fugir, temos que pegá-la, gritava o pescador que liderava o grupo.

Mas a bruxa correu sem olhar para trás e sumiu aos olhos de todos, se embrenhando na mata.

         Com as tochas nas mãos, o grupo correu ao encalço da bruxa, entrando na mata e tentando seguir o rastro da moça. Estavam com medo e caminhavam cautelosamente.

         A bruxa sentiu-se segura naquela noite, mas o que fazer? Com o passo agora normalizado a moça foi ter no lago, sentou-se na beira e debruçou-se para beber água. Ao olhar seu reflexo na água a mulher começou a gargalhar e gargalhar e sua face foi se modificando, e a água do lago começou a turbilhar...

         ...

         Anna, toda suada, desperta bruscamente pelo sonho que tivera pela terceira vez, parando exatamente no turbilhar da água do lago. Senta-se na cama sem forças e espera o coração voltar a bater normalmente. O que será tudo isso? Pensava Anna, sem ter a mínima ideia da situação.

        
Esse sonho não pode acontecer por três vezes, tem algo errado, preciso descobrir quem é essa bruxa que as pessoas queriam pegar e aquele lugar. Será que a mulher acusada de bruxaria sou eu? Será que tive um passado tão ruim? Anna divagava durante o seu desjejum.

         Largou o café e foi procurar em seus álbuns fotos sobre o lugar do sonho. Anna sabia que aquelas casas eram familiares e se perguntava se não havia estado em visita durante alguma viagem que fizera. Em vão, em suas fotos não encontrara nada e o mistério permanecia em sua mente. Destinada a encontrar o lugar de qualquer jeito, recorreu à internet e foi aí que Anna achou algumas fotos parecidas com as de seus sonhos, e não estava tão longe de sua casa. Aproveitaria as férias próximas e desembarcaria em Santa Catarina, em Florianópolis para visitar e tentar descobrir se era lá que ela vislumbrava nos sonhos.

E assim aconteceu...

         No dia seguinte à sua estadia, Anna alugou um carro e foi visitar a capital catarinense. Mesmo encantada com a região, se informou sobre o Ribeirão da Ilha, pois era desse lugar que emanava seus sonhos.

         Chegando a seu destino, Anna ficou surpresa com a paisagem, pois era exatamente igual ao que sonhara, as casinhas coloridas em frente ao mar, a pracinha com a igreja ao topo, Anna ficou estarrecida de emoção. Foi seguindo pela rua da costa, caminhando lentamente e olhando o visual. Parou defronte ao mar e começou a sentir uma vibração estranha, e seus pensamentos se voltaram para o local, algo que nunca sentiu assim antes em lugar algum.

— Você está se sentindo bem? — Indagou um rapaz que passeava pela praia e viu que Anna parecia desfalecer.

         — Estou sim, obrigada. — Virou-se ao homem, abrindo um sorriso em gratidão.

         — O que a trouxe até aqui? Você tem algum parente no Ribeirão? — Questionou o homem, que olhava fixamente para Anna.

         — Bem, você me parece uma pessoa bem atenciosa e vou contar-lhe um segredo. É que eu sonhei com este lugar, o estranho é que o sonho não era recente, pois as roupas eram de outro século, mas as casas não estão tão mudadas assim, as ruas são iguais, mas estão asfaltadas e a igreja, o cemitério e a praça estão no mesmo lugar do sonho, mas agora com um acabamento mais moderno, um pouco diferente de antes.

         — Nossa, que coisa esquisita! — Retrucou o jovem.

         Anna se apresentou ao homem e perguntou se ele não poderia ajudá-la a desvendar o mistério que a atraíra para lá, pois teria de pesquisar e como não conhecia a região, qualquer ajuda seria bem-vinda.

         — Posso ajudá-la sim, pois também estou em férias, sabia? Meu nome é Arthur, e minha família é tradicional da ilha, de antigo pescadores que vieram de Portugal, desembarcaram em Santa Catarina e escolheram o Ribeirão para viver. Assim aconteceu com várias famílias de imigrantes, é por isso que tem muitos descendentes de portugueses por aqui, explicou o homem.

         — Anna escutava tudo com muita atenção e estava entusiasmada em ter aquela pessoa maravilhosamente simpática em sua ajuda. O rapaz tinha uma beleza morena de cabelos e olhos castanhos, alto e um sorriso de fazer qualquer mulher vibrar. Que férias, mesmo que eu não encontre nada, só a companhia dele já valeu a viagem! Pensava Anna, ao discretamente olhar o rapaz de cima em baixo.

         Os dois resolveram sentar-se e admirar a praia. Estava um lindo dia de maio, sem frio e com um sol aconchegante.

         Arthur convenceu Anna a hospedar-se no Ribeirão, para facilitar a pesquisa sobre a região e, claro, para ficar mais perto dela.

         Instalada agora em uma pousada, Anna sonhou novamente com as pessoas na porta daquela casa gritando e tentando agarrar a suposta bruxa, o nevoeiro e a beira do rio.

         Anna acordou molhada de suor e aterrorizada, mais uma vez. Tentou lembrar-se dos rostos das pessoas, mas em vão. No dia seguinte, Arthur foi buscá-la para conhecer uma senhora muito querida na ilha.
 
Aguardem a continuação...

sábado, 24 de maio de 2014

Olá amigos, tenham um excelente final de semana.
Para quem aprecia poesia vale a pena participar do evento “Talento Não tem Idade”, com a escritora e poetisa Regina Azenha que acontece amanhã no SESC Santos, vejam só:

Talento Não tem Idade,
com Regina Azenha
Neste domingo, no SESC Santos
“Minha poesia é livre, assim como livres são os sonhos que todos podem e devem acalentar. Meu coração é a pena com a qual escrevo. Talvez, por isso, há quem se identifique com meus simples versos”. Essas são as palavras de Regina Azenha, escritora santista que completou 60 anos em abril deste ano e cuja obra poética fala do sentimento mais sublime, o amor.
No encontro, a escritora conversará sobre a importância do poeta J. G. De Araújo Jorge em seu trabalho. O poeta completaria 100 anos neste mês e foi o mais popular em seu tempo e muito criticado.

Carreira
Regina Azenha escreveu cinco livros: “Mulher: Amor e Poesia”, em 1986; “Fragmentos & Mutações”, em 1997; “Poesia a quatro mãos”, em 2008; “Entre o Sonho e a Realidade” e “Aquarela de Sentimentos”, ambos em 2012.

Serviço:
Talento Não tem Idade
Bate-papo com Regina Azenha sobre sua carreira e a influência de J. G. de Araújo Jorge
Quando: neste domingo, dia 25, às 16 horas
Local: SESC Santos, na Sala 2 – Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
Entrada franca 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Olá amigos, tenham uma excelente sexta-feira!
Vejam que legal, a nova edição da revista A Capitolina está disponível para leitura. A revista conta com a participação do escritor e ativista cultural Ademir Pascale, que apresenta textos sobre Edgar Allan Poe e muita informação sobre a literatura gótica. 
Além disso, tem concursos literários figurando entre os textos.
Eu já dei uma lida e gostei.
Para quem tiver interesse em ler e conhecer a revista na íntegra:
 Clique aqui

Até mais, abraços,
Miriam


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Olá queridos amigos!
Para relaxar, que tal essa cama? Quem se habilita?
Muito dez, né?
Eu gostei e queria ter uma assim.
Abraços,
Miriam

 

terça-feira, 20 de maio de 2014

Olá amigos, espero que todos estejam bem e em paz.
Vejam que legal o bate-papo que acontece hoje no SESC Santos com o escritor Lourenço Mutarelli, para a Tarrafada, que antecede a Tarrafa Literária, evento que acontece em setembro e é imperdível.
Bem, espero que gostem da dica de hoje.
Abraços,
Miriam

 

domingo, 18 de maio de 2014

Olá meus amigos, tenham um excelente começo de semana.
De 19 de maio até dia 3 de junho acontece a 4ª Feira do Livro de Osasco.
Espero que gostem da dica e do evento.
Abraços a todos,
Miriam

4ª Feira do Livro de Osasco

De 19 de maio até o dia 3 de junho, das 8h às 19h, acontece a feira, que oferece livros com preços acessíveis, além de outras atrações como leituras, circo, teatro e música.
O evento ocorre na rua Lázaro Suave, 15, City Bussocaba, Osasco, São Paulo.

Confira a programação no site:

 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Olá amigos! Bom dia e tudo de bom para todos nós.
Neste terceiro sábado do mês acontece o Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas de Manoel Hélio. Vale a pena participar com trabalhos ou apenas conhecer.
Vejam só:

XX Sarau Virtual do 
Grupo Caixa de Poemas

O Sarau Virtual começa às 19 horas deste sábado e só termina às 8 horas de segunda-feira, dia 19.
É um evento muito legal que conta com poemas, fotos, entre outros, de diversos participantes. 
O XX Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas de Manoel Hélio tem como objetivo principal apresentar diversos trabalhos (poemas, crônicas, contos, romances, vídeos, fotografias, músicas, sites, lançamentos literários e eventos variados).
A proposta é comentar, curtir e compartilhar o trabalho de cada um.
O XX Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas tem o apoio da rádio web MROCKwww.mrock.vai.la !!!
No domingo o programa “Rock, baladas e Poemas” a partir das 22h também pela MROCK.
Semanalmente aos domingos das 7h às 8h a rádio Aliança FM 98,1 transmitirá o Sarau Virtual para Maracani/BA e região sul da Bahia, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo.
O programa poderá ser acompanhado pelo site da rádio:

Participe do sarau virtual ao vivo, acesse:


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Olá amigos! Tenham um excelente dia.
Deixo hoje uma dica da Língua Portuguesa: Dois-pontos: Inicial maiúscula ou minúscula?
Até mais, abraços,
Miriam

Nossa Língua Portuguesa
Dois-pontos: Inicial maiúscula ou minúscula?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Bom dia amigos!
A quem interessar, as inscrições para o Enem 2014 já estão abertas, vejam só como se inscrever.
Abraços,
Miriam

Enem 2014


Publicação do Edital: já publicado no dia 09 de maio
Período de Inscrição: até dia 23 de maio

Datas das Provas

1º dia (08 de novembro) – sábado
Ciências Humanas e Ciências da Natureza.

2º dia (09 de novembro) – domingo
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática.

Saiba mais: 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Olá! Tenham uma excelente terça-feira.
Hoje é o lançamento do livro Vamp- Eros – A paixão entre Vampiros e Mortais na livraria Martins Fontes. Bem, fica aí uma dica para quem curte literatura vampírica.
Abraços,
Miriam

Vamp – Eros – A paixão 
entre Vampiros e Mortais

Hoje, das 18h30 às 21h30, é o lançamento do livro Vamp – Eros – A paixão entre Vampiros e Mortais, na livraria Martins Fontes, em São Paulo.
A natureza lasciva dos vampiros é a gênese destas escrituras macabras, em que 12 autores injetam sangue novo no mito do morto-vivo.
Contos de: Adrienne Myrtes, Deborah Kietzmann Goldemberg, Donny Correia, Doris Fleury, Fabiola Bertolini De Moura, Laura Elias, Luiz Roberto Guedes, Marcelo Carneiro da Cunha, Paulo Fodra, Sandra Ciccone Ginez, Sérgio Fantini, Ulisses Tavares. 

Organização: Luiz Roberto Guedes. 
Ilustrações: 
Paulo Sayeg. 
Realização: 
Lazuli Editora
Livraria Martins fontes: Avenida Paulista, 509, São Paulo

Confira o booktrailer: