sexta-feira, 18 de abril de 2014

Olá amigos, tenham uma maravilhosa Sexta-feira Santa!
Ontem o mundo da literatura teve uma triste notícia, o falecimento de um dos mais incríveis escritores, Gabriel García Márques, autor do famoso “Cem anos de solidão”.
Grande abraço,
Miriam

Adeus, Gabriel García Márques!

O escritor colombiano Gabriel García Márquez, Gabo, como era conhecido,  faleceu na tarde de ontem. Ele nasceu em 6 de março de 1927 na cidade de Aracata, na Colômbia.
Considerado o escritor mais popular de língua espanhola desde Miguel de Cervantes, García Márquez foi comparado a Mark Twain e Charles Dickens e ficou conhecido por obras ficcionais extravagantes e melancólicas - entre elas "Crônica de uma Morte Anunciada", "O Amor nos Tempos do Cólera" e "Outono do Patriarca".
Autor de Cem Anos de Solidão e tantos outros livros que se tornaram best-sellers ao redor do mundo, Gabo começou a escrever como jornalista, no jornal El Universal, em Cartagena, Colômbia.
Foi correspondente internacional duas vezes: a primeira em 1958, na Europa, e a segunda em 1961, em Nova York, onde foi perseguido pela CIA por suas críticas a exilados cubanos e suas ligações com Fidel Castro.
Seu primeiro livro, La Horajasca, foi publicado em 1955 e apresenta pela primeira vez o povoado fictício de Macondo, onde mais tarde seria ambientada a história de Cem Anos de Solidão. Publicado em 1967, o livro é considerado o mais importante da carreira de García Márquez e também a segunda obra mais relevante de toda a literatura hispânica, ficando atrás apenas de Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes. Cem Anos de Solidão já vendeu cerca de 30 milhões de exemplares em 35 idiomas.
Em 1982, García Márquez foi escolhido o vencedor do Nobel de Literatura “pelos seus romances e contos, em que o fantástico e o real se combinam num mundo densamente composto pela imaginação, refletindo a vida e os conflitos de um continente”, segundo o comitê. Foi o segundo latino-americano a receber o prêmio, tendo sido o chileno Pablo Neruda o primeiro.

Depois do Nobel, García Márquez publicou livros como “O Amor nos Tempos do Cólera”, “Notícia de um sequestro” e sua autobiografia, “Viver para Contar”, de 2002. Seu último livro, “Memórias de minhas putas tristes”, foi escrito e lançado em 2004. Em abril de 2009, o escritor anunciou que iria se aposentar e não publicaria mais nenhum livro. A notícia foi confirmada em 2012, quando seu irmão anunciou que Gabo sofria de demência, havia perdido a memória e não voltaria a escrever.

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