sábado, 30 de novembro de 2013

Olá amigos, curtam bastante o sábado!
Achei interessante que acontece exposição sobre o diretor Stanley Kubrick no MIS, e disponibilizo aqui para vocês, espero que gostem da dica cultural para este sábado.
Um grande abraço,
Miriam

Exposição Stanley Kubrick

O MIS apresenta Stanley Kubrick, inédita na América Latina. Realizada em parceria com a Mostra Internacional de Cinema, a exposição reúne a singularidade das obras e influências do diretor na trajetória do cinema mundial a partir de centenas de documentos originais, como materiais em áudio e vídeo e diversos objetos de cena, documentos e fotos utilizados em seus longas-metragens.

Stanley Kubrick é dividida em dezesseis ambientes apresentados em uma expografia inovadora concebida e adaptada pela direção do MIS, que proporciona uma experiência multisensorial inédita.

Nascido em 1928 em Nova York, Kubrick é autor de grandes clássicos do cinema, e reconhecido pelas inovações técnicas, diversidade e riqueza dos temas apresentados ao longo de sua carreira como fotógrafo, diretor, roteirista e produtor. Mesmo antes de começar a fazer filmes, enquanto trabalhava como fotógrafo para a revista Look na década de 1940, Kubrick demonstrou virtuosismo em suas composições, que caracterizaria suas realizações como um dos diretores mais inovadores entre as décadas de 1950 e 1990.

Mais do que trazer uma cronologia do artista, desde o início de sua carreira até os últimos filmes que concebeu, a exposição apresenta a singularidade de sua obra e suas influências em seções dedicadas aos clássicos como Lolita (1962), 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Laranja Mecânica (1971) e O Iluminado (1980).

Além de produzir um catálogo exclusivo da exposição, o MIS é coeditor do livro Stanley Kubrick, de Michel Ciment (Cosac Naify), que será lançado em outubro. Stanley Kubrick foi feita com recursos do Governo do Estado de São Paulo e conta com patrocínio do Itaú e da Sabesp.

Mais informações no site:

Endereço: Av. Europa, 158 - Pinheiros, São Paulo

Telefone: (11) 2117-4777

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Olá amigos, uma boa quinta-feira para todos nós.
Como anunciei ontem aqui na página, disponibilizo o conto “A velha da serralheria”, espero que gostem.
Grande abraço,
Miriam

Conto
 A velha da serralheria

        Uma das primas de Isabella estava noiva e com casamento marcado para o início de janeiro. Amigas desde crianças, as garotas sempre passaram as férias escolares na Fazenda Floresta, no Jardim Alegre, no Paraná.
A fazenda era dos avôs maternos de Isabella, um lugar espetacular que outrora foi próspero e mantinha o bairro Pintor abastecido, pois a fazenda produzia café e centenas de cabeças de gado.
Depois do falecimento do avô, a fazenda aos poucos foi diminuindo a produtividade, pois a avó não tinha mais condições de manter tudo aquilo, não com a ida do filho mais velho que se formara em Veterinária e mudara-se para São Paulo. O outro filho permanecera, mas pouco interesse tinha pelas terras, então, tocar todo o serviço pesado do campo apenas com os caseiros, ficara cada vez mais difícil e foi por esse motivo que as cabeças foram vendidas, e a plantação de café encerrada.
        Os animais que ali permaneceram foram catorze cachorros, sim, começaram com um casal e dali com a procriação, os animais se multiplicaram.
        E neste ano havia motivo para retornar à fazenda da vó Elida, pois a prima Valquíria iria se casar e resolveu fazer a despedida de solteira naquelas terras, para relembrar um passado tão querido e especial com as primas.
        — Há, vó, as meninas estão chegando! — Gritava entusiasmada Valquíria, anfitriã do final de semana e muito feliz em revê-las.
Desceram do carro Isabella, Amanda, Priscilla, Mariane e Angélica, que era a mais velha das moças, já casada e com uma garotinha, que ficara com o pai.
        A avó estava contentíssima por consegue rever as netas unidas como nos anos de colégio, quando passavam o mês inteiro das férias de julho ou de janeiro.
        — Vó, disse Isa, aqui nada mudou, continua do mesmo jeito que da última vez que estive aqui! — exclamou a moça, contente em rever aquela, que por muito tempo foi seu lugar predileto pela beleza, serenidade e grandes atividades que realizavam.
        — É, tudo está igual! — Disse também Amanda, que estava quase noivando de Guilherme, tenente do Exército Brasileiro.
        E uma a uma as moças se abraçaram e a querida avó Elida. Vieram recepcionar as primas os caseiros Pedro e Cintia, que estavam na propriedade há mais de vinte anos, e por tantos anos de dedicação, eram mais amigos que empregados.
        Foi um dia agitado, as primas saudaram muitas das atividades que faziam lá.
       
Caminharam até o canil e soltaram os cachorros. Os cães mais velhinhos, Pet e Lulu, não conseguiam correr com vitalidade, e iam junto às moças.
        — Meninas, que saudades eu estava deste lugar! — Falava Isa com uma satisfação imensa por estar na fazenda, que para ela foi muito importante em sua vida.
        — Olhem que imensidão de terras, exatamente como da última vez que estive aqui, disse Amanda, apontando para o corredor de passagem do canil até a porteira, o qual se via ao longe, os cachorros correndo como sempre o fizeram.
        As primas foram caminhando e chegaram até perto da casa grande que ficava acima, e mais para baixo tinha uma piscina, que agora estava desativada, a casinha das máquinas era onde os sacos de café ficavam acondicionados para depois serem levados até a cidade.
        — Nossa, me lembro como se fosse hoje, apontou Isa mostrando o local onde os avôs deixavam o café ao sol para secar. Bons tempos aqueles, disse ela com os olhos cheios de lágrimas.
        E a noite caiu tarde, como era costume no verão, um espetáculo o pôr do sol, um visual sem igual que encerrava a tarde para o início da noite e como a fazenda ficava em terreno elevado, a beleza dos raios solares se despedindo do dia dava um toque ainda mais especial à cena. Novamente os olhos esverdeados de Isabella lacrimejaram.
        — Vamos entrar, gritou a avó, que havia preparado junto com Cintia um jantar apetitoso para as netas.
        — Vejam lá vem o tio Paulo, gritou Mariane apontando para o jipe que se aproximava da casa.
        Ele desceu e correu para abraçar as sobrinhas. Paulo estava feliz em revê-las e todos entraram para cear, até os caseiros.
        — Nossa, vocês se lembram de como nos divertíamos muito nas férias aqui? — dizia Angélica, mostrando o álbum da filha de cinco anos.
       E naquela noite todos se divertiram bastante com as histórias relembradas, com o tombo de Isa, que ficou sem o dente da frente numa das férias e tantos outros episódios.
       
E as primas falaram quando jogavam bets, elas adoravam e improvisavam os tacos, substituídos por gravetos ou pedaços de paus e as bolas, que muitas eram roubadas pelos cachorros. Mas jogavam todos os dias, e o melhor lugar era bem mais abaixo da casa, em um terreno de terra batida, sem pedras e excelente para este tipo de esporte.
        — Há, vocês se lembram do que tinha bem abaixo desse terreno? — Perguntava Amanda.
        — Sim, um desfiladeiro, respondeu Isa.
        — Sim, e abaixo disso? — Insistia Amanda, só para saber se elas haviam se esquecido do grande mistério que rondava por lá.
        — Há, já sei, — disse Priscilla, você está querendo dizer a assombração?
        — Ui, gritaram todas de uma só vez: a velha da serralheria! — Como poderiam se esquecer da história da velha, motivo de pavor que atormentava sempre?
        Isabella, no entanto, foi a que mais ficou atordoada.
        — Isabella, chamou a atenção Amanda, o que me diz sobre isso?
        — Ai, novamente esse assunto, resmungou Isa, não querendo responder a indagação.
        — Mas você a viu ou não? – Questionou Priscilla, morta de curiosidade.
         — Ei meninas, como Isa falou, de novo este assunto? Dizem os habitantes daqui que é uma mulher muito perigosa e aviso novamente para esquecerem isso — Falava bem alterado o caseiro Pedro.
        — Eu a vi sim, uma vez quando desci para pegar a bolinha. — Retrucou Isa.
        — Vó, gritou novamente Amanda, essa história não existe, não é mesmo? Vocês inventaram só para não ficarmos perambulando lá embaixo, não é? — Questionava a moça.
— É verdade Amanda, essa história não existe, entrou na conversa Pedro.
        — Existe sim! – Berrou Isa, vermelha de raiva por desconfiarem dela.
        — Então nos conte, agora que tudo passou e você já é adulta. — Falou Valquíria, que não estava nesse fatídico dia.
        — Pois muito bem, iniciou Isa...
        ...
Eu me lembro como se fosse hoje, estávamos jogando bets, eu, Amanda, Priscilla e Mariane, Valquíria e Angélica não vieram naquele verão. Começamos o jogo às quatro da tarde e continuamos animadas até as seis, pois estava um lindo dia e os raios solares brilhavam e refletiam o verde do pasto das vacas.
Nisso, a bolinha rolou rápido e não consegui pegá-la, caindo lá para baixo.
— Mão furada, agora vai ter de descer para pegar a bola! — Gritava Priscilla.
E foi o que fiz. Apesar da gritaria das primas dizendo não desce, é brincadeira, resolvi enfrentar o mito e fui sozinha. Elas, no entanto, correram a casa para chamar a avó.
Fui descendo devagar e cuidadosamente para não tropeçar em uma pedra e rolar o desfiladeiro e quando percebi, já estava lá embaixo. Fui caminhando e sentia meu coração batendo forte, parecia que iria sair pela boca. Prossegui mais um pouco e logo me deparei com a serralheria. Não sobrara muita coisa da casa, mas no galpão de entrada estavam as máquinas empoeiradas e algumas enferrujadas. Caminhei bem devagar e fui olhando tudo o que tinha por lá. Vidros quebrados e sujos exibiam o que sobrou das janelas da casa. As paredes eram imundas de cima a baixo e o local tinha muito mato.
O mistério fora desvendado! Já havia saído do galpão e andado poucos metros quando meu corpo ficou paralisado, era como se alguém estivesse segurando minhas pernas, por mais que eu me mexesse, não conseguia sair do lugar. Gelei de medo.
Nisso, começou a ventar e a escurecer. Eu tremia incontrolavelmente. Quando consegui me mover, senti uma energia de dentro da serralheria e era tão forte que conseguiu virar o meu corpo e fiquei de cara com a serralheria, que estava totalmente escondida em uma névoa. Quando esta se dissipou e já estava límpida, eis que vejo algo olhando para mim.
Era a velha, com os cabelos desalinhados, uma roupa surrada e ensanguentada. A mulher me olhava fixamente.
Eu tentei fugir, mas como num flash, a velha rapidamente saiu de onde estava e veio até mim; estava com o corpo quase colado ao meu. Ela apertou os meus braços, pois queria que eu olhasse para seu rosto e ao fazer isso, seus olhos penetraram os meus, como que me hipnotizando e eu comecei a ver o passado pelos olhos dela...
... A serralheria era grande e linda. Bem arrumada, pintada e toda equipada, um homem grande e forte trabalhava sem parar para entregar a encomenda a um cliente. Os empregados já haviam ido embora e o homem, o dono do lugar, estava sozinho.
Não demorou e uma mulher chega, ela vinha da cidade e trazia duas sacolas nos braços. Era uma mulher muito bonita e bem vestida, vi que era o rosto da velha.
Ela se aproxima do homem, e apenas fala com ele.  
Ele para o serviço e pega uma carta do bolso. Ele mostra a ela, que dá de ombros e continua andando até a porta de entrada da casa. Ele vai até ela e a segura com força. Ele grita com a moça e bate nos rosto dela com a carta. Ela se afasta dele e vira-lhe as costas. O homem se enfureceu e a segurou novamente, desta vez, com mais força, a tal ponto de jogá-la ao chão. Não satisfeito, ele se aproxima dela e lhe dá uma bofetada. Lágrimas escorrem do rosto dela, mas a mulher provoca com uma gargalhada. Ele novamente bate em seu rosto, desta vez com mais força, e bate novamente.
A face ficara toda vermelha. Ela começa a chorar e eles discutem. Nisso, ela gargalha mais uma vez e aponta alguma coisa para ele. Eu não conseguia ouvir nada, apenas acompanhava as cenas.
O homem voltou-se para ela enfurecido mais ainda. Ela se levantou e os dois começaram a lutar. Ela bateu nele com um pedaço de ferro, mas não forte o suficiente e ele o tirou das mãos dela com força e em seguida, bateu na cabeça dela duas vezes e mais uma no rosto e a mulher foi ao chão e não se mexeu mais.
O dono da serralheria largou o ferro e pôs as mãos na cabeça. Ele chorava descontroladamente, se abaixou e abraçou o corpo da mulher, que estava ensanguentada.
Desesperado, o homem andava de um lado a outro. Já anoitecia quando ele pegou uma pá. Ele foi mais adiante da casa e no jardim, cavou um buraco fundo. Voltou, embrulhou a moça em uma cortina, prendendo bem todo o corpo e o levou, jogando-o dentro do buraco, juntamente com suas roupas sujas de sangue. Após coberto o buraco, ele voltou e enfeitou como se tivesse plantado flores para que ninguém percebesse.
Ao terminar a cena, a velha desviou o olhar do meu e largou os meus braços, se afastando lentamente, até retornar para dentro dos destroços. Fiquei ainda parada sem saber o que fazer, como me recobrando de um transe.
Ao caminhar para subir o desfiladeiro, o céu brilhava novamente no fim do horizonte, assim como o cantar dos pássaros; tudo retornara a sua normalidade de antes.
Isabella, ao terminar de contar, todos da mesa estavam boquiabertos e com olhos arregalados.
 Angélica quebrou o silêncio com uma gargalhada. — Prima, que imaginação! — Disse ela, e o alvoroço desfez o silêncio do ambiente.
— Chega, gritou Isa batendo com força na mesa. — Vocês insistiram para que eu contasse e agora não acreditam? — Gritou a moça com raiva. Ela levantou-se e foi para o quarto.
A avó acabou com a confusão e o caseiro Pedro falava que a história não seria possível, porque era uma lenda urbana.
Naquela noite, as primas tiveram pesadelos e sonharam com a velha que aparecera na casa da avó com o pedaço de ferro, a mulher estava furiosa, e as moças não conseguiram mais dormir.
Na manhã, todas contavam para dona Elida sobre o assunto e sentiram falta da presença de Isa. No quarto, a moça não estava e a cama arrumada.
Isa não conseguira dormir. Levantara antes do sol se por. Caminhou até o desfiladeiro. Respirou fundo e começou a descer bem devagar. Ao término da escalada, avistara o galpão, as máquinas, os destroços; o local estava exatamente do mesmo jeito da vez que estivera ali.
Isabella ficou parada em frente à serralheria e o medo de rever a velha a deixara novamente assustada, mas isso não aconteceu. Ela andou e entrou no galpão e começou a procurar por uma pá. Ao encontrar, caminhou lentamente até o jardim.
Isa observou e logo distinguiu onde estava mais florido e bem cuidado era exatamente onde deveria ser cavado e assim ela começou. Ao enfiar a pá na terra, o tempo começou a mudar e a escurecer, mas isso não fez com que a moça ficasse assustada e nem desistisse do que tinha em mente e assim ela continuou.
Chovia e Isa estava suja de lama e toda molhada. Foi interrompida por uma voz que gritou para ela.
— O que você está fazendo aí, sua fedelha? — Era uma voz masculina.
Isa se assustou e parou. Rapidamente pulou de onde estava e virou-se para ver quem estava falando.
Ao ver Pedro parado na sua frente, ela se assustou e deixou a pá cair.
— O que pensa que está fazendo? – Gritou o homem raivosamente.
— Estou desenterrando a velha, pois só assim acreditarão em mim, explicou a moça.
— Você nunca deveria ter vindo aqui, sua intrometida. — Chegou mais perto Pedro.
Isa suspirou e arregalou os olhos. — Meu Deus! E se afastou dele. Foi você quem a matou, agora consigo me lembrar do homem, como pode fazer isso, por quê? — Gritou a moça, chorando, pois Pedro sempre fora querido por todos.
— Aquela vagabunda estava me traindo, descobri uma carta e ela iria me deixar e ainda caçoava de mim. — berrava Pedro.
E ele foi se aproximando de Isa. Apesar de ser um homem de meia-idade, era ainda forte e hábil.
         Isa tentou correr, mas o homem rapidamente agarrou o seu braço, assim como o fez com a pobre moça, e a jogou ao chão com força. Num piscar de olhos ele pegou a pá e veio para cima dela, que gritava apavorada.
         Pedro estava com a pá quase em seu rosto quando ele parou e se afastou. Era a velha que aparecera e viera até ele. Pedro se assustou, e sentiu uma forte dor no peito. Começou a apontar para a velha e a andar para trás, andando sem parar com a mão no peito. Os passos foram diminuindo até que ele parou e o corpo tombou para trás.
         ...

         Depois de dois dias, as moças ainda não haviam partido da Fazenda Floresta, pois tinham dois enterros a acompanhar. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Tenham uma excelente quarta-feira meus amigos.
Hoje não postarei nada aqui na página, pois estou terminando um conto, que será colocado amanhã.
Aguardem!
Grande abraço a todos,
Miriam 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Olá amigos, um bom início de semana a todos.
Compartilho com vocês o concurso literário de poesia Confrades do Verso, e se você possui poesias inéditas, as inscrições estão abertas até dia 27/11, veja como participar.
Boa sorte para quem se inscrever.
Grande abraço,
Miriam

Concurso literário de poesia Confrades do Verso 


Objetivo do concurso:


O concurso é uma iniciativa cultural que tem por objetivo principal a publicação de obra coletiva. A seleção foi idealizada e é promovida pelo blogCONFRADES DO VERSO e a execução é de responsabilidade da empresa MECENAS - Promotora de Arte e Cultura.

REGULAMENTO: Leia-o com atenção:
01. - DO PRAZO DE INSCRIÇÃO E DA PARTICIPAÇÃO
01.1 - As inscrições estão abertas até o dia 27 de novembro de 2013.
01.2. - Pode participar do concurso cidadão de qualquer nacionalidade, desde que legalmente capaz segundo a lei de seu país e que o(s) poema(s) estejam escritos em língua portuguesa. O Tema é livre e o poema deve ser inédito.
01.3. - Cada poeta poderá participar com até dois poemas, sendo certo que somente será classificado um poema por autor, porém, o mesmo deverá enviar a inscrição uma única vez, em um único formato (doc.).

02. - DA EFETIVAÇÃO DA INSCRIÇÃO:
02.1. - A inscrição é gratuita, e será efetuada exclusivamente através de e-mail encaminhado para o seguinte endereço eletrônico: institutolusiadas@gmail.com
02.2. - Ao inscrever-se o autor assume o compromisso, na hipótese de vir a ser selecionado, de contribuir com a aquisição de pelo menos 05 exemplares da obra impressa, a título de apoio na divulgação e distribuição do trabalho comum, cujo resultado concreto é a publicação da antologia.
02.3. - Cada exemplar custará o valor individual de R$ 28,00 (vinte e oito reais), que poderá ser pago em duas parcelas iguais e sucessivas com vencimento previsto para 05/12/2013 e 05/01/2014.
02.4. - Os livros serão encaminhados para o endereço informado na inscrição, até a data da solenidade de lançamento.

03. - DA FORMATAÇÃO E DO ENVIO DO MATERIAL:
03.1. - Os poemas devem ser enviados via email em forma de anexo, um anexo para cada poema, que serão denominados "anexos II e III", posto que o "anexo I" deve conter a folha de rosto informando os dados do participante e sua mini biografia.
03.2. - O poema deve ser digitalizado em formato doc, fonte Arial, tamanho 12, entrelinhas 1,5 linhas, margens esquerda, superior, direita e inferior 3cm, papel A4, e não deve ultrapassar a quantidade máxima de duas páginas. 
03.3. - O participante deve digitar separadamente (folha de rosto - Anexo I) contendo os seus dados pessoais, indicando no ato da inscrição o seu nome literário. Lembre-se: nome literário, não é pseudônimo é o nome que será publicado na antologia.
03.4 - Na folha de rosto deve conter os dados pessoais do participante, tais como:
● Nome completo
● Nome literário (Se for o caso)  
● Data de nascimento
● Nº do CPF e da Cédula de Identidade
● Telefones: (Se possível fixo e celular)
● Endereço completo (Rua/Av., Número, Complemento, Bairro, Cidade, Estado, País, cumprindo lembrar que o CEP é imprescindível)
● Email e endereço de rede social. (site, blog, facebook, etc)
● Breve biografia do participante contendo no máximo quinhentas palavras.

04. - DA CLASSIFICAÇÃO:
04.1.  - A lista dos classificados será divulgada no blog http://www.confradesdoverso.blogspot.com.br/ no dia 30 de novembro de 2013, e cada classificado receberá um e-mail comunicando a sua classificação.

05. DA PREMIAÇÃO:
05.1. - A premiação consistira:
05.1.1 - Prêmio com a importância de R$ 3.000,00 (três mil reais) para o primeiro classificado no certame. (O prêmio é oriundo do apoio cultural do Instituto Lusíadas).
05.1.2. - Publicação de antologia com a participação dos candidatos selecionados. Para todos os fins de direito considera-se a publicação um prêmio.
O valor do prêmio será entregue ao vencedor na solenidade de lançamento da antologia.

06. - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS:
06.1. - A decisão da Comissão Julgadora é soberana e irrevogável. A lista de resultado mostrará o nome do primeiro em destaque e os demais classificados constarão de lista nominal em ordem alfabética, lembrando que os nomes dos poetas não classificados não serão divulgados.
06.2. - Os cinco primeiros classificados receberão gratuitamente  um (01) exemplar da obra.
06.3. - Os casos omissos serão decididos, em comum acordo, pela Comissão Julgadora e pela Comissão de Organização do Concurso.

06.4. - A MECENAS EMPRESA PRODUTORA DE ARTE E CULTURA detém todos os direitos de Publicação e Distribuição da obra coletiva, não obstante o direito autoral pertença individualmente a cada um dos autores.
06.5. - Outras informações poderão ser solicitadas através do email: institutolusiadas@gmail.com ou através do formulário de contato do blog. 

domingo, 24 de novembro de 2013

Olá amigos, compartilho com vocês fotos do lançamento das antologias “Nevermore – Contos inspirados em Edgar Allan Poe”, “Terrir” e “Domingo Sangrento Domingo”, organizadas por Ademir Pascale, Marcelo Amado e Adriano Siqueira, respectivamente.
O evento, realizado ontem na biblioteca temática Viriato Corrêa, em São Paulo foi muito bom e contou com a participação de vários autores, Ademir Pascale, Celly Borges, Daniel Borba, Kathia Brienza, Leon Nunes, Luciana Fátima, Marcelo Amado, Marcelo Bighetti e eu e também convidados especiais como Thiago Colás, apresentador do Hora 13.

Mais fotos estão disponibilizadas acima, na página fotos Lançamento do Nevermore.




sábado, 23 de novembro de 2013

Olá amigos, que o sábado seja proveitoso para todos nós, e que a chuva dê uma trégua.
Acontece hoje, às 15h, na Biblioteca Viriato Corrêa, o lançamento de livros e antologias, e uma delas é Nevermore - Contos Inspirados em Edgar Allan Poe, da qual faço parte com o conto “De volta à Rua Morgue”.
Estou muito feliz por ter sido convidada a participar dessa antologia, que homenageia o mestre Allan Poe.
Espero que gostem.

Beijão,

Miriam

 

Lançamento da antologia Nevermore – 
Contos Inspirados em Edgar Allan Poe

Vida e Obra de Edgar Allan Poe
O escritor e ativista cultural Ademir Pascale, organizador da antologia "Nevermore - Contos Inspirados em Edgar Allan Poe", fala sobre a obra daquele que é considerado o pai da literatura policial e de suspense, e a influência de sua obra na literatura mundial. 
Participam da antologia os autores Ademir Pascale, Celly Borges, Daniel Borba, Kathia Brienza, Leon Nunes, Luciana Fátima, Marcelo Amado, Marcelo Bighetti e eu.
Hoje, às 15h
                                           
O suspense e o terror, dos quadrinhos ao cinema
Adriano Siqueira, autor de Adorável Noite, traz curiosidades sobre obras de suspense e o terror, dos quadrinhos ao cinema, passando pela deliciosa mistura do humor com terror, tema do segundo livro "Terrir", antologia organizada por Marcelo Amado, e "Domingo, Sangrento Domingo", HQ de terror e suspense com roteiro de Romeu Martins e arte de Victor Conceição.
Hoje, às 16h30

Serviço:
Biblioteca Virato Corrêa
Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, São Paulo
Telefones: (11) 5573-4017 e 5574-0389
Aberta de terça a sexta-feira, das 10h às 19h, sábados e domingos, das 11h às 18h

Como chegar:
Metrô
Estação Vila Mariana e Estação Santa Cruz (Linha 1 – Azul)
A biblioteca fica entre as duas estações, porém a Estação Vila Mariana é mais perto. Em ambas as estações existem terminais de ônibus.

Ônibus
5106-10 Divisa de Diadema - Terminal Princesa Isabel
Existem muitas linhas que passam em ruas próximas. Na Rua Domingos de Morais, que fica a um quarteirão de distância, há pontos de ônibus próximos à altura do nº 2000, quase esquina com a Rua Sena Madureira.

Um pouco de meu conto

De volta à Rua Morgue
Miriam Santiago

Depois de solucionados os crimes na Rua Morgue, uma pacata rua do bairro de Saint Roque, em Paris, pelo francês C. Augusto Depin — claro que o chefe de polícia nunca admitiu —, o local voltou à sua normalidade.
Era 1878 e havia se passado três anos desde os homicídios da senhora L´Espanaye e sua filha Camila e nunca mais se ouviu falar de nenhuma tragédia. A casa onde viviam as duas ficou fechada algum tempo, pois logo apareceu um sobrinho apoderando-se do imóvel.
Louis Jacques L´Espanaye, nome que apresentou para apossar-se da propriedade, era um rapaz muito comunicativo e de boa aparência.
Porém, não demorou muito a sua estadia na casa, pois logo o jovem, viciado em jogos, foi tentar a sorte no esplendoroso cassino Monte Carlo. Louis falou à lavadeira, a mesma que cuidara das roupas da tia, que iria para lá, pois estava cheio de dívidas e à beira da falência.
E assim Louis Jacques não mais retornou da viagem, e a casa de número 26 da Rua Morgue, ficou fechada, mais uma vez. 
...
Passaram-se três meses da partida do sobrinho da senhora L´Espanaye. No jardim do imóvel, cartas amontoavam-se, principalmente as de cobranças.
Numa manhã de verão de agosto, uma diligência parou em frente à casa  e um homem muito apresentável e de meia-idade desceu da carruagem e conferiu o imóvel. Ele tinha a chave nas mãos. Abriu o portão, pegou as correspondências e caminhou lentamente até a porta de entrada. O senhor veio requerer o que ganhou em jogo.
A casa estava mal cuidada. Com as dívidas quitadas, o homem mudou-se para o imóvel e trouxe seus empregados e contratados para cuidarem da propriedade.
Após os reparos, a fachada do imóvel mudara completamente. Com muros e portões altos, ninguém mais podia acompanhar o que se passava lá dentro, pois o novo dono prezava por privacidade.
Toda a mudança aguçou a curiosidade dos vizinhos, que ansiavam em saber mais sobre o proprietário. E logo ficaram sabendo que o elegante senhor nada mais era que um médico inglês famoso que viera assumir a vaga deixada na Universidade de Paris. Sir William James Holmes era também um conceituado cientista, além de professor.
Sir William tinha 55 anos e era viúvo, e o orgulho era o filho mais velho também médico, já o caçula, era o mais próximo dele, pois nunca conheceu a mãe, falecida com o seu nascimento.  
...
Um grito estridente de mulher ecoou pelo centro de Paris. Era madrugada e as ruas estavam desertas. A voz pediu por socorro, em vão.
No dia seguinte, policiais foram chamados, pois um corpo fora encontrado. Rapidamente o local foi isolado, e tamparam o cadáver. 
... continua

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Olá, tenham uma excelente sexta-feira! Ufa, até que enfim chegou!
Para quem gosta de exposições, deixo aqui uma dica excelente. A artista Tomie Ohtake completou 100 anos ontem, e duas exposições acontecem em São Paulo e Rio de Janeiro, Gesto e Razão Geométricas e Pinturas Cegas, respectivamente.

Grande beijo,

Miriam


Tomie Ohtake completa 100 anos
Duas exposições comemoram a data

Ontem, a artista plástica Tomie Ohtake fez 100 anos. E para comemorar, o instituto que leva o nome da artista inaugura no sábado (23) a exposição “Gesto e Razão Geométrica”.
Na mostra, o crítico e curador Paulo Herkenhoff reúne cerca de 80 trabalhos de Tomie, a maioria pinturas. Nas obras é possível ver a mistura da construção geométrica com a pincelada gestual e linhas orgânicas, uma das características importantes do trabalho da artista.
Tomie Ohtake veio do Japão na década de 30 e é considerada uma dama das artes plásticas brasileiras. Famosa pelas esculturas gigantescas, suas obras estão espalhadas por diversos lugares públicos da cidade. Caso do painel do hall de entrada do auditório do Ibirapuera, do conjunto de painéis de pastilha na estação Consolação do metrô, e no Emissário Submarino de Santos (foto). A obra mais recente dela foi inaugurada em setembro, em Santo André.
A artista centenária tem uma carreira brilhante. Já conquistou 28 prêmios e fez 50 exposições individuais e 85 coletivas, no Brasil e no exterior.
Algumas vezes, Tomie Ohtake resolveu pintar de olhos vendados e não era para alcançar a perfeição. Não deveria haver linhas retas e corretas, pois, no caso, o pincel da artista não buscava demarcar território. Para ela, interessava também a experiência do “não saber”, da intuição.
Tomie começou a pintar aos 40 anos de idade. Já era mãe do arquiteto Ruy Ohtake e de Ricardo Ohtake, presidente do instituto que leva o nome dela. A japonesa naturalizada brasileira é discreta, mas bem ousada na arte, pintura, gravura, escultura, seja o que for. Para o curador da mostra, Paulo Herkenhoff, a artista consegue projetar a “imperfeição” em suas obras.

Serviço: Exposições:
Gesto e Razão Geométrica – São Paulo
Quando: abre amanhã, às 20h; de terça a domingo, das 11h às 20h, até 2/2 - gratuita
Local: Instituto Tomie Ohtake - rua Coropés, 88
Telefone: (11) 2245-1900

Pinturas Cegas – Rio de Janeiro
Quando: de terça a domingo, das 10h às 17h, até 2/2
Local: Mar - praça
Mauá, 5

Telefone: (021) 3031-2741
Ingresso: R$ 8