domingo, 20 de outubro de 2013

Bom domingo à você, meu querido leitor.

Se você gosta de peça teatral, hoje tem uma boa opção, “O Menino Maluquinho”, com entrada gratuita.

Além disso, hoje é Dia do Poeta! Para comemorar poesias de meus amigos poetas, Marcos Martins e de Mirian Marclay.

Abraços,

Miriam

 

O Menino Maluquinho

Acontece hoje, às 16h e às 17h30, a peça “O Menino Maluquinho”, do Grupo de Teatro Téspis, no Teatro Infantil do Instituto CPFL, com entrada gratuita.
A peça é uma das maiores obras da literatura infantil brasileira, que trata do mundo infantil com bom humor, sendo uma remontagem do já consagrado O Menino Maluquinho do cartunista e escritor Ziraldo.
Com essa obra, Ziraldo nos faz conhecer a história de um Menino Maluquinho, porém não tão Maluquinho, já que com sua sabedoria nos ensina a ter uma atitude positiva diante da vida, a agir de maneira espontânea, a ter senso solidário, e a zelar pela boa convivência como norma do bem viver. — “Não importa ganhar a vida, mas saber viver a vida”.

Grupo de Teatro Téspis
O elenco reunido para a montagem é composto de profissionais de teatro. A direção é de Edgar Rizzo, que já produziu e dirigiu mais de 40 espetáculos com vários prêmios, tendo sido indicado para o prêmio MOLIÉRE em 1991. A direção musical é de João Paulo Maradei (in memoriam), músico da Orquestra Sinfônica de Campinas, Jutamente com Júlio Oliveira e o ator e músico Rafael Smeke.
O cenário e adereços são de José Roverato, artista plástico e cenógrafo premiado por vários trabalhos. Os figurinos são de Marina Franco e Maria Aguirre que sempre trabalharam com o Grupo. O elenco de Atores é formado por André Macedo, Carol Goes, Fabiana Rinaldi, Christian Schlosser, Jean Ferreira, Ângela Azevedo, Rafael Smeke e Willian Rodrigues.

Serviço:
O Menino Maluquinho
Quando: hoje, às 16h e às 17h30
Local: Teatro Infantil do Instituto CPFL - Praça dos Andradas, 31, no Centro, em Santos, com entrada gratuita

Os ingressos poderão ser retirados uma hora antes de cada sessão na bilheteria do Auditório da CPFL Piratininga
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Hoje é Dia do Poeta

 

Poeta é aquele que faz versos, que escreve poesias. 
A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, uma forma de linguagem. A poesia é uma linguagem verbal criativa. Uma arte de escrever em versos. Uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos. 

Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico. 
Para comemorar duas poesias, uma de Marcos Martins e outra de Mirian Marclay.

Faz-me um bem

Marcos Martins

Não se explicam poemas;
Se sentem poemas;
Se sente a poesia.

Se você tem que explica-los, o poema não fez sua função social, que é a de virar poesia, que é a de transmutar-se em sentimentos, em palpitações, em lágrimas cristalizadas nas íris, num respirar quebrado de tanta emoção contida dentro do peito, dentro da alma.

Não se explica uma poesia;
Não se explica os caminhos que levaram o poeta a escrever – externar – sua poesia, pois a poesia faz parte da alma do poeta, que ele deixa partir de si, para dentro de ti.

Não, não se pode explicar o que faz um homem escrever e sentir-se livre; escrever e sentir-se vivo, mesmo que o poema ou poesia seja triste – Há vida neles –.

Há coisas que não se explicam;
Há coisas que não se devem explicar. Sinta... Sinta... Sinta!

Poesia vem, vem e me salvar.  
     


O Caminho para uma Estrela

Mirian Marclay Melo


Os mesmos barulhos da rua
E minha mão quem segura?
Os mesmos passos lentos 
São da alma o breve alento?
Nós mudamos neste meio
Ainda que o meio seja o mesmo,
Que o gesto seja frágil
E não saibamos se há tempo hábil
-Para emoldurar a tela desse devaneio.
Em meu seio um filho
Em meu ventre esse trilho
Que me faz centrada
Como um eixo de inquietudes
E convencimento
De que os conflitos
São apenas
Parte 
Do caminho.

Eu ouço essa música triste,
Cantada por uma menina inglesa.
Sabendo que a noite me será longa
E o teu amor-minha única certeza.

Eu ouço essa balada 
E sigo inabalada,
Que a tristeza inerente de poeta
Enfim sei que posso contê-la.
Porque no universo em que te gero
Neste confim de mim em que te espero
Tu és minha única estrela. 

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