segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Olá! Mais uma semana se passou e estamos novamente na segunda-feira!

Para hoje, deixo um conto, O Estranho, e espero que gostem.

Abraços,

Miriam


Conto 
O Estranho

Laurence tinha pouco mais de 65 anos, mas a aparência era de um senhor de quase 75 anos, devido a saúde que sempre fora debilitada, pois desde criança adoecia fácil, apesar da boa situação financeira, e nunca teve muita resistência, ficando doente com frequência.   
Como vivia sozinho, uma vez por semana uma enfermeira o visitava para medir a pressão e falar sobre vários detalhes. Mesmo assim, Laurence vivia feliz com sua rotina e não reclamava de nada. E assim Laurence foi sobrevivendo e comemorando cada ano de vida, mesmo sem nada aproveitar.
Laurence só teve uma namorada e não conseguiu se casar. Esse grande amor de sua vida ele a conheceu no hospital, fazendo hemodiálise e ela morreu aguardando na fila de transplantes, ansiosa por um doador.   
Naquela manhã, saudoso por seu passado, Laurence pegou um álbum de fotos e cuidadosamente abrindo cada página foi deixando as lembranças refrescarem sua mente; folha por folha, uma história a recordar. No começo de sua trajetória de vida, as fotos de seus pais, sempre presentes, em todos os momentos. E as primeiras lágrimas que desceram por seu rosto, sentimento esse de felicidade e de agradecimento por tudo o que fizeram por ele.
Depois chegou a vez de Laura, o grande amor de sua vida. As fotos do noivado o fizeram reviver toda aquela alegria que durou tão pouco! Laura também era uma pessoa feliz e meiga. Assim como ele, lutava pela vida e nunca desistiu, sempre teve esperanças de que conseguiria um doador para substituir um rim, mas o tempo foi passando e ela não mais resistiu. Desde então Laurence sempre esteve à frente de campanhas em prol da doação de órgãos, foi uma luta constante na vida dele, conseguindo que muitas pessoas deixassem a ignorância e a desinformação de lado e se tornassem doadores. Foram anos em prol dessa campanha e Laurence teve a certeza de que conseguiu mudar a história de muitos que aguardavam na fila por um transplante.
E Laurence acariciou foto por foto. Era linda e tão jovem! — pensou ele e mergulhou num choro emocionado, por ter vivido poucos momentos ao lado dela.
Deixou as recordações de lado e foi lavar o rosto, pois a lembrança de Laura sempre o deixava abatido. Cansado, largou o álbum numa mesinha ao lado da cama e deitou-se.
Na manhã seguinte, Laurence estava melhor. Ao levantar-se da cama, olhou para o seu precioso álbum e ao fechá-lo para guardar, uma foto se desprende e, lentamente, foi planando até pousar suavemente ao chão. Laurence abaixa-se para apanhá-la. Então depara-se com uma pessoa que não via há muito tempo, um velho amigo, um dos poucos que fizera parte de sua jornada.     
Ao segurar a fotografia, Laurence senta-se na cama novamente e não teve como impedir as recordações que aquela foto trouxe à sua mente.
E flashes de tempos longínquos na Capital paulista foram invadindo o passado de Laurence novamente...
...
Era o ano de 1975. Lembro-me que eu passara no vestibular para História na USP e iria começar as aulas. Logo no primeiro dia, devido à imensidão da universidade, me perdi e cheguei atrasado à aula e assim também aconteceu com um jovem, Arthur. Sempre adorei estudar fatos e movimentos históricos e tudo o que se relacionava à razão da Humanidade me fascinava.
E nós perdidos conseguimos encontrar a sala e daí surgiu a nossa amizade.
Ah, Arthur, era bem apessoado, agora me lembro dele, depois de olhar a miúde para essa foto. Alto, de cabelos e olhos negros numa pele muito branca. Tinha dentes maravilhosos e branquíssimos e um sorriso cativante. Ele era três anos mais velho que eu, e dissera que seus pais se divorciaram quando ele era pequeno, então, vivia sozinho, trabalhava meio período e complementava o salário com dinheiro que o pai lhe deixara. Bem, essa foi a história de vida que ele me contou, pois uma vez perguntei porque nunca havia visto seus pais, nenhuma fotografia e nenhum parente. Dissera-me que a família inteira vivia no Sul do País.
Arthur era resolvido em todos os aspectos, de uma certeza do que almejava na vida que até parecia mais velho; sim, tinha a cabeça de um velho, num corpo jovem, falava eu sempre a ele.
 Apesar de chamar a atenção das garotas, Arthur não namorava ninguém, dizia que tinha muito a estudar e que ainda não havia aparecido aquela que preencheria seu coração. Ele tinha uma educação refinada, era inteligente e falava dois idiomas. Um dia o apresentei a meus pais, que gostaram muito dele.  
Terminamos o ano e um dos colegas convidou todos da classe para uma festa, era mais um dos tradicionais bailinhos de casa, costume naqueles tempos.
— Laurence, será um festão e não me venha com nenhuma desculpa para não ir, passarei na sua casa para irmos juntos! — Disse Arthur baixinho ao meu ouvido, pois eu não participava de quase nada em todos aqueles tempos que nos conhecemos.
E desta vez tomei coragem e fui. Chegando a casa de Renato, o anfitrião, os colegas todos estavam lá.
Arthur dançou a noite toda com várias garotas, que se derretiam nos braços dele.
Já era tarde quando questionei para irmos embora, pois eu estava exausto. Como a festa era perto de minha casa, fomos caminhando e conversando. Arthur todo glorioso por ter dançado com as moças e eu contando a minha façanha de ter ficado apenas com uma. De repente, um bêbado pára em nossa frente e nos importuna. Ele queria dinheiro. Não demos ouvidos e continuamos a andar. Ele então virou-se e segurou o meu braço. Enraivecido, Arthur o ameaçou a largar-me, mas o homem não ligou e continuou a apertar o meu braço.
Arthur então lhe deu um safanão com tanta força que ambos, eu e o bêbado, caímos ao chão.
— Rápido, levante-se, disse Arthur para mim.
— Então vamos embora, puxei o meu amigo pelo braço.
— Não, vá, vou ter uma conversa com ele, disse Arthur.
— Não, vamos embora agora, gritei eu.
— Já disse que não! E ele me empurrou, me afastando dali. Quando olhei para os olhos de Arthur me aterrorizei, pois avermelharam-se e seu semblante não era mais do jovem que eu conhecia, parecia outra pessoa, estava irreconhecível!
Sai correndo e me escondi atrás de um poste, junto a um carro parado na rua, a poucos metros dali. Arthur não me viu. O homem ainda estava jogado ao chão, tamanho o seu estado de embriaguez. Arthur chegou perto do bêbado e se agachou, ficando bem junto ao homem com o corpo sobre o dele. Arthur segurou bem firme os dois braços do bêbado com mãos e em seguida posicionou sua boca encostando na dele. Consegui ver que ele apertava os braços do homem, que não se movia. A cena durou poucos minutos.
Arthur então se levantou. Arrumou-se e olhou para todos os lados, e não me viu. Eu, quando ele se ergueu, me agachei e fiquei encolhido o máximo que pude para que ele não me visse. Eu tremia dos pés a cabeça e estava aterrorizado. Por sorte, Arthur foi na direção contrária e sumiu na noite. Levantei-me trêmulo e com dores no corpo todo tamanha era a minha tensão. Sem muita coragem, fui ver o que tinha acontecido ao bêbado.
Chegando perto, vi que o homem estava irreconhecível! Com os cabelos completamente brancos, o homem estava velho, aparentando ter mais de 90 anos.
Não consegui ver mais nada, vomitei e com o resto de forças sai correndo para minha casa. Entrei e me joguei no sofá.
Lembro-me que amanheci febril e fiquei de cama. Não tive coragem de contar, disse para minha mãe que havia comido e bebido e que algo me fizera mal.
Depois desse dia, o medo que senti de Arthur consumiu minha alma.
Jamais tive coragem também de indagar algo do que aconteceu. Depois de um tempo, aquela cena horrível foi lentamente deixando minha mente e a imagem do pobre homem foi desaparecendo.
Discretamente eu evitava ficar sozinho com Arthur, sempre dava uma desculpa qualquer bem condizente para ele não perceber. E assim passou mais um ano.
Lembro-me que aconteceu outro incidente, agora na USP, pois encontraram um estudante do mesmo modo que morrera o bêbado. Foi um tumulto que deixou todos da universidade aterrorizados.
Ninguém soube o que aconteceu, repórteres tentaram de tudo, assim como a polícia para descobrir, mas nada foi provado. Como não havia câmeras, nunca se soube quem foi o autor do crime. Menos eu que fazia ideia de quem era. Um jornal famoso daquela época, O Notícias Populares, publicou muita matéria a respeito, mas nos textos, um monstro enorme era o autor e a história prevaleceu por algum tempo, o que deixou ainda mais nervosos e amedrontados os frequentadores da universidade.  
Depois desse episódio, tudo voltou à normalidade e eu desisti do curso. Tentei várias vezes falar com alguém a respeito, mas não tive coragem, por medo de Arthur e de me acharem um louco.
Fui anos mais tarde fazer outro curso em outro lugar.
Depois do incidente da USP, acompanhava o jornal diariamente, mas não li nada mais a respeito. E isso sossegou meus pensamentos, me senti aliviado e a pensar que Arthur não mais cometera outros crimes.
 Laurence olhou novamente para a foto dele junto a Arthur com copos na mão brindando, lembrando que fora feita na noite do bailinho pelo pai de Renato que estava fotografando todos os amigos do filho, entregando-as no início das aulas.
A foto, como ela veio parar comigo? Perguntou-se Laurence, pois a fotografia ficara com Arthur. Não me lembro de ter pedido ou solicitado o negativo ao pai de Renato para revelar. E Laurence ficou pensativo tentando desvendar aquele mistério.
No dia seguinte, estava com a enfermeira Rosa em casa quando a campainha toca.
Rosa atende e convida a visita a entrar.
— Senhor Laurence, um amigo veio visitá-lo, ele o está aguardando no sofá, disse Rosa.
Laurence guardou o pente e foi caminhando devagar até a sala. Ao chegar perto da pessoa, uma dor forte no peito e um tremor o fez sentar-se.
— É você? Não pode ser! — Disse Laurence completamente desfigurado de pavor.
— Como pode, você continua jovem, assim como o conheci! Exclamou Laurence, esfregando os olhos para ver se a imagem era real.
Laurence então despachou a enfermeira, dizendo que estava bem e que o amigo lhe faria companhia.
— Como você descobriu o meu endereço depois de tantos anos? E como pode você estar do mesmo jeito, com a mesma idade? — Questionou Laurence.
Arthur riu e coçou a cabeça.
— Me diga o que fez desde o dia em que matou aquele estudante, quantos mais? — Indagava Laurence furioso. — Eu sei que foi você, só não tinha como provar, foi por isso que nunca o delatei e também porque fiquei com medo de você. — Acrescentou Laurence.
— O que é você? Diga-me, que tipo de monstro? — Arrematou Laurence.
— Olha, eu não vim aqui para isso, Laurence. Vim porque sei que você está doente e que não tem muito tempo de vida, então estou aqui para me despedir de você. — Disse Arthur.
— E tem outra coisa, disse Laurence, como a foto de nós dois veio parar aqui? Tenho certeza de que foi você quem ficou com ela. Disse Laurence.
— Quando você disse a outro colega de classe que iria desistir do curso, num certo dia eu a levei até sua casa, disse a sua mãe que era uma surpresa e para que ela a guardasse em seu álbum, pois você iria ficar feliz quando a visse, já que iria sair da USP, e sua mãe ficou feliz com a recordação e aceitou a foto, esclareceu Arthur.
— Pelo jeito você demorou muitos anos para abrir seu álbum de fotos. Acrescentou Arthur. — Eu não sou um monstro Laurence, não gosto que me chamem assim, disse Arthur.
— Mas não tem outra explicação para defini-lo, disse Laurence. Você chegou a matar novamente? Não li mais nada nos jornais, perguntou Laurence.
Arthur então deu uma gargalhada e voltou-se a Laurence com uma voz diferente.
— É claro, como você acha que estou com essa aparência jovem até hoje? — Disse ele. — Depois daquele incidente na USP, comecei a tomar mais cuidado e não deixar os corpos aparecerem, disse Arthur.
— Oh, meu Deus! — Quantos mais, Arthur?
— Já chega disso, de querer saber mais sobre a minha vida, falou raivosamente Arthur, deixando-se avermelhar os olhos.
Laurence lembrou-se daquela aparência e ficou em silêncio, pois sabia o que viria depois.
Arthur foi se acalmando e se recompondo. — Laurence, meu amigo, depois de todos esses anos estou feliz em vê-lo, porque eu sempre te considerei. Eu sempre desconfiei que você sabia dos incidentes, mas como não contou a ninguém, fiquei agradecido. — Disse Arthur. — Naquela noite do bêbado, ao levantar-me, senti o seu cheiro e sabia que você estava por perto e que acompanhara tudo. Deixei para lá. — Completou Arthur.
— Digo que as mortes foram necessárias, e nada mais. — Esclareceu Arthur.
E Laurence estava boquiaberto e sem saber o que dizer.
— Então, porque me poupou? — Questionou Laurence.
— Laurence, tenho esse afeto por você porque eu me lembro de uma pessoa muito especial que apareceu em minha vida, há muitos anos atrás, ele foi um amigo leal e dedicado e por você ser parecido com ele, sempre o considerei, acrescentou Arthur.
— Nada mais posso contar-lhe, pois vim até aqui somente para me despedir e não para me redimir ou falar sobre o que aconteceu, finalizou Arthur.
— Adeus amigo. Arthur levantou-se foi até Laurence o abraçou e foi embora.
Laurence continuou sentado sem forças. Naquele resto de tarde ele pensou em tanta coisa, tentou entender o que Arthur havia contado-lhe, mas nada fazia sentido. À noite chegou e Laurence permanecia imóvel no sofá da sala e sua cabeça ainda se remoia.
Naquela noite Laurence não se sentiu bem, mas não chamou a enfermeira, sabia que sua hora chegara e aguardou.
Antes de partir para o outro mundo, a imagem de Arthur veio pela última vez em sua mente, mas desta vez Laurence ficou aliviado, pois sabia que Arthur, mesmo sem saber o que era, fora o único amigo em toda a sua vida, pois todos desistiram dele ao decorrer dos anos.

E assim, Laurence fechou seus olhos para sempre. 

sábado, 28 de setembro de 2013

Olá queridos amigos! Que o sábado ensolarado seja excelente para todos!

Nestes dias tenho participado das palestras do Tarrafa Literária e hoje irei assistir mais duas.

Veja a programação e compareça!

Abraços,


Miriam


Últimos dias do Festival Internacional Tarrafa Literária

 

Se você ainda não foi à 5ª Edição do Festival Internacional Tarrafa Literária ainda dá tempo de participar, pois hoje e amanhã tem muita literatura e bate-papo lá no Teatro Guarany.

Desde quinta-feira, dia em que as palestras começaram, tenho prestigiado o evento e o melhor de tudo isso, é que encontrei uma querida amiga logo nesse primeiro dia, a escritora Kathia Brienza e foi muito legal, tornando o festival ainda melhor (fotos na sequência).

Na quinta (26), assisti a palestra com o tema: “Autores envenenados”, com Michel Laub e Daniel Pellizzari.



Na sexta (27), também com a Kathia, o assunto foi sobre “O Escritor é um Fingidor?”, com Gonçalo M. Tavares e Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira.

Hoje irei em mais duas, às 16h e 18h, acompanhe a programação para este final de semana:

 

Dia 28/9 (sábado): às 16h: “Vida longa aos textos curtos”, com Marcelo Rubens Paiva e Antonio Prata; às 18h: “A beleza salvará o mundo”, com Gloria Kalil e Contardo Calligaris e às 20h: “A fórmula do amor”, com Elizabeth Kantor e Francisco Daudt da Veiga. 


Dia 29/9 (domingo): às 16h: “Vidas em riscos”, com Adão Iturrusgarai e Guto Lacaz; às 18h: “Onde está o borogodó?”, com Xico Sá e Joaquim Ferreira dos Santos e às 20h: “Admirável mundo velho”, com Roberto Pompeu de Toledo e Moacir Assunção. 


Todas as palestras acontecem no Teatro Guarany – Praça dos Andradas, 10, Centro, Santos 

Telefone: (13) 3226-8000 

 

Fotos: escritora Kathia Brienza

 

Tarrafa Literária 

Criado em 2009, o Festival Internacional Tarrafa Literária é um evento que reúne grandes nomes da literatura nacional e internacional com o intuito de proporcionar debates sobre as principais tendências em literatura, jornalismo, ciência, história, futebol, entre outros temas. 

O festival realiza ainda a Tarrafinha, espaço dedicado para crianças, com atividades lúdicas e encenação de pequenas peças teatrais de clássicos da literatura. 

 

Saiba mais sobre o evento no site: 

http://www.tarrafaliteraria.com.br/   

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Olá! Que o dia seja bom para todos nós.
As palestras e oficinas da 5ª Edição do Festival Internacional Tarrafa Literária começa hoje, veja a programação completa.
Participem!
Abraços,
Miriam


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Olá queridos amigos! Tenham uma quarta-feira especial.

E hoje começa a 5ª Edição do Festival Internacional Tarrafa Literária. Neste ano, assim como nos demais, autores internacionais e nacionais estarão debatendo com o público temas diversos. Veja só que programação legal!

Abraços,


Miriam


Começa hoje a 5ª Edição do Festival Internacional Tarrafa Literária

 Criado em 2009, o Festival Internacional Tarrafa Literária é um evento que reúne grandes nomes da literatura nacional e internacional com o intuito de proporcionar debates sobre as principais tendências em literatura, jornalismo, ciência, história, futebol, entre outros temas. 

A intenção, desde o princípio, é promover um encontro literário sem qualquer rótulo acadêmico ou com alguma pretensão, de modo divertido e descontraído. O evento que é realizado em Santos desde a sua primeira edição, considera os atrativos do porto, das praias e a praticidade do Sistema Anchieta-Imigrantes para o acesso à região, um local bastante favorável para quem vem de fora, seja para um programa diferenciado de um dia, seja para aproveitar a totalidade da programação. 
O festival realiza ainda a Tarrafinha, espaço dedicado para crianças, com atividades lúdicas e encenação de pequenas peças teatrais de clássicos da literatura. 

A Tarrafa Literária conta com o incentivo cultural da Lei Rouanet e Ministério da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo através do Proac, tem patrocínio da Sabesp, Petrobras e o apoio do SESC, Prefeitura de Santos e do Instituto Moreira Salles. A realização do evento é da Realejo Livros & Edições e a produção do Festival é assinada pela High Up Produções.

 

Saiba mais sobre o evento no site: 

http://www.tarrafaliteraria.com.br/ 

 

 

Programação: 
Dia 25/9 (quarta-feira): Abertura com Hamilton de Holanda Trio, às 20h, no teatro do Sesc - Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida, Santos – telefone: (13) 3227-5959 


Palestras: 
Dia 26/9 (quinta-feira): “Autores envenenados”, às 18h, com Michel Laub e Daniel Pellizzari e às 20h, “A ficção dos desajustados”, com Juan Pablo Villalobos e Alexandre Soares Silva. 

Dia 27/9 (sexta-feira): “A Filosofia explica”, às 16h, com Clóvis de Barros Filho e Júlio Pompeu; às 18h: “Mais que mil palavras”, com Wolfenson e André Liohn e às 20h: “O escritor é um fingido?”, com Gonçalo M. Tavares e Antônio Geraldo. 

Dia 28/9 (sábado): às 16h: “Vida longa aos textos curtos”, com Marcelo Rubens Paiva e Antonio Prata; às 18h: “A beleza salvará o mundo”, com Gloria Kalil e Contardo Calligaris e às 20h: “A fórmula do amor”, com Elizabeth Kantor e Francisco Daudt da Veiga. 


Dia 29/9 (domingo): às 16h: “Vidas em riscos”, com Adão Iturrusgarai e Guto Lacaz; às 18h: “Onde está o borogodó?”, com Xico Sá e Joaquim Ferreira dos Santos e às 20h: “Admirável mundo velho”, com Roberto Pompeu de Toledo e Moacir Assunção. 


Todas as palestras acontecem no Teatro Guarany – Praça dos Andradas, 10, Centro, Santos 

Telefone: (13) 3226-8000  



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Olá amigos, tenham uma excelente segunda-feira.
Ontem, lendo um livro de crônicas de Moacyr Scliar, tem uma delas, A Cobrança, que gosto muito e disponibilizei para vocês e espero que vocês gostem.
Abraços,
Miriam

 
Crônica A Cobrança
De Moacyr Scliar

Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: "Aqui mora uma devedora inadimplente".
- Você não pode fazer isso comigo ― protestou ela.― Claro que posso ― replicou ele.
― Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.
― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise...
― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.
― Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...
― Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.
Neste momento começou a chuviscar.
― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar ficando doente.
Ele riu, amargo: ― E daí? Se você está preocupada com minha saúde, pague o que deve.
― Posso lhe dar um guarda-chuva...
― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.
Ela agora estava irritada: ― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui.
― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro.
- O que quer você que eu faça? Que perca meu emprego?
- De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.
Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível.
A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.

sábado, 21 de setembro de 2013

Olá queridos amigos! Vários eventos acontecem hoje, vejam só: tem o Fantasticon 2013; oficina lítero-fotográfica; a 30 X Bienal; Sarau Virtual Caixa de Poemas e também sobre o Tarrafa Literária, que acontece dia 25.

Abraços e tenham um bom sábado.

Miriam


Fantasticon 2013
Hoje e amanhã

 

Conforme já foi divulgada matéria completa aqui na página, no dia 11, o Fantasticon 2013 tem início hoje e prossegue ainda neste domingo.
São dois dias inteiros dedicados à literatura fantástica, com palestras, mesas-redondas, mostra de filmes, exposições, sessões de autógrafos, atividades lúdicas, divulgação de livros, oficinas, bate-papo, lançamento de livros e muito mais. Sem contar em grandes escritores fantásticos que participam das atividades, como Ademir Pascale, Rosana Rios, Marta Argel e Eddy Kaos, entre outros.
O Fantasticon é organizado pelo editor Silvio Alexandre, em uma realização da Biblioteca Pública Viriato Corrêa, do Sistema Municipal de Bibliotecas e da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo e integra o Circuito Nacional de Feiras de Livros, da Fundação Biblioteca Nacional — Ministério da Cultura e da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Programação:
21 DE SETEMBRO – SÁBADO
11h às 13h (no Espaço Temático)
Oficina: “Ferramentas de auxilio à escrita - como escrever uma história de sucesso” - com Gianpaolo Celli
13h30 às 14h30
Palestra: “Medos, Medinhos e Medões: lidando com o Terror na Literatura" — com Rosana Rios e GELF (Grupo de Estudos de Literatura Fantástica)
15h às 15h30
Apresentação: “Demonstração de Esgrima Cênica” — com o grupo A.S. O Príncipe Negro
16h30 às 17h30
Bate-papo: “Realismo Fantástico no Brasil – a experiência da revista Planeta” — convidado: Inácio de Loyola Brandão - mediação: Manuel da Costa Pinto
18h às 19h
Bate-papo: “Cortázar e o conto sem véus” — convidado Marcelino Freire - mediação: Bráulio Tavares

22 DE SETEMBRO – DOMINGO
11h às 13h (no Espaço Temático)
Oficina: “Gestão de Carreira Literária” — com Sandra Schamas
13h às 14h
Festa de premiação: “Entrega do Prêmio Argos” — com Clinton Davisson e CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica)
14h30 às 15h30
Bate-papo: “Murilo Rubião - O fantástico como representação da realidade”
— convidado: Jorge Schwartz – mediação: Andrea Del Fuego
16h às 16h30 (no Espaço Temático)
Fantastiquinha: "Histórias Fantásticas" - Atividade para a criançada com Dorotilde de Paula Dias
16h às 17h
Bate-papo: “Nós, Ciborgues - Nosso Futuro Pós-Humano” — convidado: Bráulio Tavares – mediação Luiz Bras
17h30 às 18h (no Espaço Temático) - Apresentação: “Dança Tribal Fusion”

EXPOSIÇÕES
SÁBADOS E DOMINGOS
A partir das 11 horas
Painel “As Raízes da Literatura Fantástica” — curadoria de Silvio Alexandre e Claudia Fusco
A partir das 11 horas
Exposição: “Steampunk – A Nostalgia do Retrofuturismo” — curadoria do grupo A.S. O Príncipe Negro

BOOK CROSSING
SÁBADOS E DOMINGOS
A partir das 13 horas
BookCrossing: "Ideias e Livros Livres – Liberte seus Livros no Fantasticon" — curadoria Martha Argel e Humberto Moura Neto

ENDEREÇO DO FANTASTICON 2013
BIBLIOTECA PÚBLICA VIRIATO CORRÊA
Rua Sena Madureira, 298 - Vila Mariana - 04021-050 São Paulo – SP
Telefones: (11) 5573-4017/5574-0389
Entrada franca
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FOTOGRIFO: oficina 

lítero-fotográfica

Hoje na Terracota Editora

 

Que tal combinar uma oficina literária com uma saída fotográfica?

Misturando fotografia e literatura na construção de um discurso, vamos trabalhar de forma simultânea essas duas linguagens partindo da estreita relação entre o fotógrafo e o escritor.
Serão abordados os principais conceitos fotográficos e literários. Depois, convidaremos os participantes a exercitarem o olhar discursivo em uma saída fotográfico-cinestésica por opções como a tranquilidade do Cemitério da Aclimação, a majestade da Igreja Santa Margarida Maria, o verdejante Parque da Aclimação ou o aconchego do próprio Espaço Terracota. Nesse passeio, captaremos referências a fim de favorecer bons registros autorais tanto fotográfico, quanto literários.
Um encontro para compartilhar conhecimento, incentivar e aprimorar as práticas das duas linguagens, estimular o raciocínio, aguçar a criatividade, apurar o senso crítico e diferenciado sobre o habitual, tirando a rotina das retinas, focando no olhar, sem restrição ao equipamento utilizado, afinal melhor que investir em objetivas é investir em objetivos. 

Serviço:

Fotogrifo: oficina lítero-fotográfica

Quando: hoje (21/9)
Horário: Das 14h às 18h
Vagas: 12
Valor: R$ 75,00
Introdução à fotografia e literatura;
Composição e estrutura das duas linguagens;
Estilos fotográficos e gêneros literários;
Inspiração, criatividade e referências;
Dicas e técnicas para construção de registros;
O trabalho autoral.
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Começa hoje a “30 x Bienal”

 

Começa hoje (21/9) a exposição “30 x Bienal — Transformações da arte brasileira da 1ª à 30ª edição”, um evento que terá quase a proporção de uma Bienal de São Paulo.

No entanto, em vez de apresentar obras contemporâneas, a mostra, que tem curadoria de Paulo Venâncio Filho, apresentará ao público uma retrospectiva da participação de brasileiros nos 60 anos de existência e 30 edições da Bienal. Com patrocínio da Sabesp, entre outras empresas, é uma oportunidade de rever obras históricas e uma forma de compreender o quanto a Bienal influenciou a história da arte brasileira e vice-versa. 
Segundo pesquisa feita por Venâncio, entre 1951 e 2012 participaram da Bienal de São Paulo 5.870 artistas brasileiros. Foi com o resultado desse trabalho que ele percebeu que a história da exposição se confundia com a de um grande período da arte brasileira, fazendo-o optar então por trabalhar com quatro grandes eixos temáticos: o abstracionismo geométrico e o concretismo, a arte pop, a produção da geração dos anos 1970 e o retorno à pintura e contemporaneidade. 
Em cartaz até o dia 8 de dezembro, a exposição também celebra o aniversário de 60 anos da Bienal. 


Serviço:

“30 x Bienal — Transformações da arte brasileira da 1ª à 30ª edição” 
Quando: de 21/9 a 8/12

Local: Parque do Ibirapuera — Pavilhão da Bienal

Entrada franca 
Visitação: 
Terças, quintas, sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h, com entrada até 18h 
Quartas e sextas, das 9h às 22h, com entrada até 21h 
Saiba mais, acesse:

http://www.30xbienal.org.br/ 

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XII Sarau Virtual Caixa de Poemas


Os sarais virtuais acontecem sempre no 3º sábado de cada mês a partir das 19 horas até às 11 horas da manhã do dia seguinte.
O XII Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas tem como objetivo principal apresentar aos membros participantes os diversos trabalhos (poemas, crônicas, contos, romances, vídeos, fotografias, músicas, sites, lançamentos literários, eventos variados etc) que cada participante faz em sua área!
A proposta é comentar, curtir e compartilhar o trabalho do colega!
O XII Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas tem o apoio da rádio web www.mrock.vai.la 

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/groups/caixadepoemas/
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Vá se programando para a Tarrafa Literária 2013