domingo, 25 de agosto de 2013

Olá amigos, tenham uma excelente segunda-feira.

Deixo para leitura um conto romântico O jardim de Vivian, e espero que gostem.

Abraços,

 

O jardim de Vivian
       
Desde que adoecera a senhora Vivian nunca mais pode cuidar de seu lindo jardim, que para ela era a razão de levantar cedo todos os dias para estar junto de suas preciosas flores.
       
A senhora Viviam era uma bela mulher, toda a vida trabalhou e vivia de sua aposentadoria, e dos bens de família, já que nunca se casou e ninguém conseguiu saber o motivo.  
        Ela vivia na casa onde crescera, pois os irmãos depois da morte dos pais não se importaram em Vivian continuar a morar na casa.
        Como não teve filhos, seus sobrinhos cuidavam dela depois da doença, uma fraqueza da idade avançada que a impediu de sair de casa e passar horas no quintal cuidando do jardim; era uma determinação médica e ela não podia fazer nada até se restabelecer fisicamente.
        Numa certa noite, quando a sobrinha já estava dormindo, Vivian sentiu um aroma delicioso e envolvente entrar em seu quarto; ela conhecia muito bem aquele perfume de “Dama da noite”. Uma bruma estranha envolveu todo o quarto da senhora Vivian. Ela não se conteve e desceu da cama. Pegando a bengala calçou os chinelos e abriu a porta.
        Nisso, ao sair do quarto, Vivian viu que várias flores estavam pelo chão do corredor, como se enfeita a igreja em dia de casamento.
        A pobre senhora desceu com dificuldade as escadas e se apoiando no corrimão, foi até a porta de entrada. Ao abri-la se deparou com o lindo jardim, que estava florido como de costume na Primavera.
        Quem cuidou de meu jardim? Indagava a senhora, pois os sobrinhos não tinham tempo para isso, e também não se importavam com as flores.
          Nisso, a senhora Vivian vê um senhor no jardim. Ele acena para ela.
        A senhora Vivian não hesitou e lentamente foi caminhando até lá. Quem é esse homem que está mexendo em meu jardim? Pensou a idosa com raiva.
Ela não hesitou e mesmo com dificuldade para andar, foi devagar verificar quem seria o estranho que estaria lá com suas flores. O pouco que percorreu já foi motivo para cansaço, e sua respiração ficou alterada.
       
Chegando ao jardim, Vivian senta-se no banco para descansar. Nisso, lentamente se aproxima um senhor trazendo em suas mãos flores, ele as entrega à Vivian. Ele estava vestindo um macacão jeans surrado e botas velhas.
        — Quem é o senhor? — Pergunta Vivian ao pobre homem. — Meus sobrinhos não mencionaram que um jardineiro estaria cuidando de meu jardim. — Falava ela desconfiada e com ciúmes de suas flores.
        O homem estende as mãos para Vivian e a fita-lhe nos olhos.
        — Você não está me reconhecendo? — Diz o senhor à Vivian. O homem tinha um sotaque estrangeiro.
        Ela se levanta do banco e vai até ele. Olha bem no fundo dos olhos azuis do sujeito e boquiaberta, o reconhece.
        — Não pode ser! É você Arturo? — Pergunta Vivian ao homem.
        — Sim minha querida, sou eu, que estou aqui cuidando de suas flores porque você não pode mais.
        — Mas como você sabia que eu ainda morava aqui? — O que fez nesse tempo todo? — E sua família, nossa tenho muito a perguntar. — Falava Vivian sorridente ao homem.
        — Meu amor, eu nunca me casei, assim como você.
        — Mas você foi embora, achei que não me amasse mais e que fosse viver a sua vida.
        — O homem segurou as mãos de Vivian enquanto falava. Você sempre soube que seu pai, por causa das condições financeiras da sua família, não aprovava o nosso namoro. Eu sou de uma família pobre imigrante e era o empregado da casa, o jardineiro, como ele aprovaria isso? Seu pai queria que você tivesse um bom partido. — Dizia o senhor Arturo.
        Vivian foi recordando o passado, e as cenas foram voltando à sua mente...
Estavam no ano de 1950 e o pai de Vivian era um advogado bem sucedido. Além da casa que moravam já possuíam outras duas. A família tinha quatro filhos, sendo Vivian a caçula com muita diferença dos demais. Dos três irmãos, a mais velha estava casada e os outros dois, um era médico e o outro advogado e não moravam mais com os pais de Vivian, somente ela, com 15 anos.
A casa sempre tivera um imenso jardim e Vivian era apaixonada por flores. De temperamento doce e muito simples, a moça nada se parecia com os irmãos, que almejavam posições sociais e políticas.
Vivian começou a lembrar-se de quando o jardineiro veio para sua casa, contratado para cuidar do jardim. Vivian assim que viu o belo jovem alto e louro, de uns olhos azuis da cor do céu, se apaixonou pelo estrangeiro, foi amor à primeira vista para ambos, mas os pais de Vivian nunca aprovaram.
Num certo início de manhã, o pai da moça os vê caminhado de mãos dadas no jardim, vendo também quando a filha se beijou com o jardineiro e isso foi motivo para despedir o sujeito.
Desesperado, o rapaz não sabia o que fazer, pois perderia Vivian para sempre.
Vivian ficou sabendo que o pai despedira seu grande amor. Os dois tentaram fugir, mas o plano não deu certo. Ela foi mandada para um colégio interno e o pai disse-lhe que o rapaz aceitou dinheiro e foi embora.
Isso foi motivo para que Vivian nunca mais se apaixonasse. Com o coração partido, a pobre moça se dedicou aos estudos e ao trabalho.
— Me lembrei de tudo o que nos aconteceu Arturo. — Disse Vivian ao homem. — Só não compreendo porque você aceitou o dinheiro, então você não me amava suficientemente? — Indagou.
— Mas eu não aceitei dinheiro algum Vivian. Mesmo eu sendo pobre não deixaria alguém comprar o meu amor. — Explicou Arturo.
— Então porque você nunca mais voltou? — Perguntou Vivian, angustiada em saber a verdade depois de todos aqueles anos perdidos.
— Sim quando você esteve fora eu voltei duas vezes aqui e ameacei o seu pai a contar-me onde você estava e ele não deixou por menos; contratou uns capangas que fizeram uma emboscada para mim, da qual eu não sobrevivi! — Disse-lhe Arturo.
Vivian sentiu uma forte dor no peito ao ouvir aquelas terríveis palavras e se amparou nele para não ir ao chão.
— Mas não pode ser! Como você está aqui agora? Envelhecido também? — Perguntava Vivian desesperada, sentando-se no banco para não desfalecer.
— Vivian, eu envelheci junto com você porque o seu amor nunca me fez morrer. Você mesmo longe, naquele colégio interno e depois na sua vida inteira, nunca deixou de pensar em mim um minuto sequer e isso me deu vida e assim como suas flores, eu sempre estive ao seu lado, cultivado em seu coração, amado e querido todas as manhãs. Você sempre me chamou, falou meu nome e amou as flores, assim como eu e nunca morri; sempre estive aqui e te amei Vivian.
— Eu vivi neste jardim a minha vida inteira e acompanhei a sua vida até agora.
        Vivian e Arturo se abraçaram e lágrimas corriam dos rostos de ambos e a vida de Vivian foi chegando ao fim. Foi demais para ela tudo aquilo. Em seu último suspiro, Vivian pediu desculpas para Arturo por ter causado tudo aquilo e faleceu em seus braços.
        Na manhã seguinte, a sobrinha de Vivian foi ter com ela no quarto e quando viu que a tia não estava, começou a procurá-la, encontrando o corpo no jardim.
        Com o falecimento da tia, os sobrinhos não venderam a casa e continuaram a viver ali, já que era uma mansão e patrimônio da família.
        Os sobrinhos tinham suas vidas agitadas, mas mantinham sempre o jardim cuidado e florido, em memória da tia.  
        Assim como a vida renasce a cada dia, no jardim Vivian e Arturo agora podiam viver suas vidas para toda a eternidade!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Olá amigos, tenham uma excelente sexta-feira!

Começou nesta quinta-feira (22) o Festival Internacional de Curtas-Metragens.

Veja mais.

 


Festival de Curtas de São Paulo 

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo – Curta Kinoforum, evento patrocinado pela Sabesp, começa hoje e termina no próximo dia 30 de agosto. Como um dos maiores e mais tradicionais eventos dedicados ao formato de curta-metragem no mundo, a cada ano seleciona cerca de 400 produções de uma ampla gama de países, procurando representar a diversidade e a variedade da produção. 
Entre os destaques da Mostra Internacional dois curtas que desvendam, com muito humor e crítica, a intimidade de estadistas atuais. A primeira-ministra alemã Angela Merkel vai a um encontro às escuras em “Sonntag 3”, de Jochen Kuhn, premiado no Festival de Tampere. Já o britânico “Walking the Dogs”, de Jeremy Brock (roteirista de filmes como “O Último Rei da Escócia”), que tem a atriz Emma Thompson interpretando a rainha Elizabeth, mostra um intruso que invade o palácio de Buckingham para conversar com a rainha. 
Além dos programas dedicados aos curtas brasileiros e paulistas, este ano o festival também destaca a temática de direitos humanos e suas representações com o programa “Estado Crítico”. A mostra não poderia vir em um momento mais propício, justamente quando brasileiros estão saindo às ruas para mostrar sua indignação contra as mais diversas questões do país. Neste programa está o curta “O que Lembro, Tenho”, de Rafael Barbosa, de Alagoas, em que uma idosa de classe média começa a sofrer de demência senil e se vê obrigada a enfrentar suas memórias. 

A programação também traz o tradicional programa da Semana da Crítica, feita por críticos de cinema do mundo inteiro e exibida durante o Festival de Cannes.
A parceria entre a Semana da Crítica e o Festival de Curtas de São Paulo já dura mais de 12 anos e em 2013, exibe dois programas, com a seleção completa apresentada por lá. 
Da França, também vem o programa que comemora os 30 anos da Agência Nacional do Curta-metragem, uma instituição dedicada a promover o formato na França e no mundo. Entre os filmes escolhidos para essa comemoração, está a obra-prima do diretor Jean-Pierre Jeunet “Foutaises”, diretor de longas como “Delicatessen” e “O fabuloso destino de Amélie Poulain”. 
Além da Sabesp, o 24º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo conta com o patrocínio da Petrobras, numa realização com o SESC, MIS – Museu da Imagem e do Som e Secretaria de Estado da Cultura. 

Serviço: 
24º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo
 
De 22 a 30 de agosto de 2013 
Acesse para ver os filmes selecionados:
http://www.kinoforum.org.br/curtas/2013/  
Entrada gratuita 
Museu da Imagem e do Som, CineSesc, Espaço Itaú Augusta, Cinemateca Brasileira 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Muito bom dia a todos e que a segunda seja excelente.

Semana conturbada que não consegui terminar o conto Senhor Ignácio para o dia 13 de agosto.

Disponibilizo e espero que gostem.

Abraços, Miriam.

 

Conto 
Senhor Ignácio

Era manhã de segunda-feira, do ano de 1960, mais uma semana se iniciava para completar mais um mês na vida do senhor Ignácio, um lavrador de 65 anos de idade, conhecedor da terra, do ar e do ser humano.
Senhor Ignácio, como era denominado pelos habitantes de uma pequena cidade do interior de São Paulo, vivera toda a sua vida no mesmo local, sem interesse em conhecer, pelo menos, a Capital Paulista. O homem residia tranquilamente em sua terra, arada e cultivada com suas próprias mãos e também de sua saudosa esposa, que morrera há quase cinco anos. A esposa era bem mais velha que ele.
Acostumado ao sol forte e à chuva, o homem não temia nada e nunca fez corpo mole para o trabalho, começando cedo no campo. Vivia em uma simples chácara, mas rica em solo, pois tudo o que ele plantava, mesmo não sendo da região, era cultivado em abundância. Por isso, os moradores diziam que o senhor Ignácio tinha “mãos abençoadas”.
Aos domingos, a rotina de Ignácio era a mesma. Acordava cedo, tomava café, e partia para a missa das sete; depois para a cidade vizinha, para levar frutas e verduras frescas a um velho amigo, que tinha um pequeno café na estrada.
E assim prosseguia a vida do senhor Ignácio, cheia de rotinas e afazeres.
Era um domingo ensolarado de abril e Ignácio prosseguia na estrada até o café de seu amigo Hugo, que tinha a mesma idade e também viúvo.
Conduzia lentamente a sua charrete - sim, esse era o único dia em que ele gostava de passear com ela, pois durante a semana dirigia o pequeno caminhão - e de repente, o tempo foi se modificando e o céu ficou acinzentado. Ignácio sentiu uma dor forte na garganta, e começou a sufocar. Encostou a charrete na estrada e começou a massagear o peito até que o ar novamente tomasse conta de seus pulmões. Respirou fundo e esperou até que seus sentidos recobrassem novamente.
O que é isso? Pensou Ignácio olhando para o céu e vendo que o sol brilhava novamente. Algo de ruim aconteceu. Indagou o velho, que tomou as rédeas e partiu para a estrada.
Chegou à cafeteria. Parou a charrete na lateral do café, como de costume, na sombra, para que seu animal ficasse a vontade, mas o cavalo não parecia bem, agitado e com um semblante estranho.  Ignácio acariciou e acalmou o pobre bicho e caminhou lentamente até a porta do estabelecimento, que se encontrava fechada.
Estranho Hugo ainda não ter aberto o comércio. Pensativo estava Ignácio, antes de tentar entrar.
Ao tocar a maçaneta da porta, tomou um choque e sentiu uma leve tontura, mesmo assim, abriu-a deixando escancarada, como deveria estar.
Ao entrar, olhou ao redor e todas as janelas também estavam fechadas. Ele teve certeza de que algo acontecera. Estranho, será que Hugo ficou doente? Pensava o pobre amigo.
Caminhou poucos metros e a porta da rua se fechou, sozinha.
Ignácio não olhou para trás, apenas continuou caminhando lentamente.
O local estava na penumbra.
A cada passo lento, Ignácio lembrava-se do amigo Hugo, do sorriso feliz todos os domingos ao vê-lo e do abraço saudoso ao reencontrá-lo. Em sua mente, os bons momentos e as melhores lembranças da vida em que passara com Hugo. Amigos da juventude faziam quase tudo juntos. Desde a viuvez de ambos, Ignácio passava os domingos no café do amigo, e juntos, superavam a falta das esposas.
Ao caminhar as recordações voltaram e também a mocidade de outrora e isso deu forças a Ignácio.
        O ar do ambiente estava com um cheiro diferente. Não era dos produtos que Hugo limpava o chão, e sim um odor adocicado, como um perfume de mulher. Era algo que o deixava um pouco atordoado e a cada respiração, o perfume parecia querer dominá-lo!
Nisso, Ignácio começou a escutar vozes que vinham de algum lugar, estavam distantes, do alto, mas docemente as vozes femininas falavam com ele. — Mais um para a ceia! — Sussurrava alguém.
— Ele entrou de livre e espontânea vontade. Nem precisou de convite. — Falava bem baixinho outra voz de mulher.
Ignácio sente seu coração bater mais forte, o sangue a alvoroçar-lhe as veias, o corpo quente, e a cabeça a latejar  sensações de prazer. Sentimento que há muito tempo não tinha.
Ignácio para de caminhar por uns instantes e se recompõe, enrijece o corpo e limpa a mente.
Continua a caminhada lentamente até o balcão. Chegando, chama por Hugo.
Ao invés de se aproximar o amigo, vem em sua direção um homem alto, jovem, bem vestido, cabelos aos ombros, de uma beleza nunca vista por aquelas terras, parecia um lorde, um estrangeiro.
O homem para em frente a senhor Ignácio e fita-lhe nos olhos.
— Onde está o meu amigo Hugo? — Pergunta Ignácio ao jovem.
— Ele não estava se sentindo bem e foi embora. — Disse-lhe o estranho.    
— Quem é você que Hugo nunca mencionou? De onde veio? Qual o intuito de sua vinda aqui?
— Quantas perguntas, nossa! Indagou o homem, com um olhar sarcástico. — Noto que sua aparência ficou mais jovem do que quando entrou, disse o estrangeiro a Ignácio. Quem é você? — Perguntou o jovem estranho fitando ainda mais o rosto do velho.
— Eu sou o Ignácio, o melhor amigo de Hugo, aliás, nos consideramos irmãos! — Respondeu o pobre senhor.
E as vozes não paravam de sussurrar e de gemer, aos ouvidos de Ignácio, mas agora ele não dava mais importância.
— Quem mais está com você? — Perguntou o velhote ao belo jovem.
— Meu grupo de amigos. — Respondeu o rapaz. — Nós também somos irmãos... de sangue. — Disse-lhe o estranho.
Pelo olhar e falar do homem, Ignácio percebeu que não era boa coisa, e onde estariam os outros? Pensava o velho.
Nisso, um a um o grupo foi se chegando e de repente, estavam todos atrás do balcão. Olhavam para Ignácio.
Fitando-os, o velho entendeu que aquelas pessoas, que não se sabia de onde vieram e nem para quê, deram fim à vida do querido amigo Hugo.
Ignácio sabia que aquela gente faria com ele o mesmo, ele só não sabia o que havia acontecido.
— Então esses são os seus amigos? — Perguntou o velho ao rapaz.
— Sim, são eles. — Respondeu o homem, que não permitiu que ninguém falasse com Ignácio.
Mesmo sem ver os rostos nitidamente por causa da pouca luminosidade do local, Ignácio pode senti-los verdadeiramente.
De formas arrepiantes, tinham caninos enormes e pontiagudos, sobressalentes em bocas entre abertas.
— Há, agora compreendi o que vocês fizeram com Hugo. — Disse-lhes o velhote, encarando aqueles seres inumanos.
Ignácio, sob o olhar do grupo, sentia pulsar sua jugular e sabia que não tinha muito tempo.
Ignácio então fechou os olhos e deu alguns passos para trás.
O grupo o observava, aguardando ordens do chefe.
Nisso, lentamente Ignácio elevou suas mãos ao céu e um clarão, como um raio de sol, iluminou o ambiente sob o seu comando.
Ignácio virou-se e lentamente foi se desvencilhando do balcão, calmamente caminhando até a porta de entrada do café.
Chegando, abriu a porta e a fechou, sem olhar para trás. Ignácio foi até a sua charrete, passou a mão na cabeça do seu cavalo, subiu e sempre calmo, tomou o rumo da estrada, de volta para casa.
Sem olhar, Ignácio pode sentir e ouvir os terríveis gritos vindos do café, o grupo inteiro suplicava, enquanto o fogo tomava conta do lugar. Trancados na casa, o bando nada pode fazer e o fogo queimou até o local ficar completamente destruído.
         No caminho, Ignácio não pensava em nada. Suspirou e agradeceu a Deus por mais um dia de vida.  

sábado, 17 de agosto de 2013

Eventos diversificados para o final de semama

Muito bom dia a todos e tenham um excelente sábado.

Neste final de semana tem muito evento legal de gêneros diversificados.

Tem Sarau cultural na Estação da Língua Portuguesa; Feira do Livro de Barueri, com Evento Vampcon 2013 e lançamento do livro Diabólica e também XI Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas.

Espero que gostem.

Abraços, Miriam.

 

Sarau cultural na Estação da Língua 


Para o final de semana, uma boa dica de lazer é o Sarau
 Poesia Atlântica, que acontece neste sábado (17), a partir das 17 horas, na Estação da Língua. 
Obras de autores Martins Fontes, Vicente de Carvalho, Roldão Mendes Rosa, Paulo Gonçalves e Maria José Aranha de Rezende, entre outros, farão parte do repertório apresentado pelo Grupo Poetas Vivos - formado por Regina Alonso, Romualdo Simões, Rogério Dias, a cantora Sol Martines e o músico Luiz Arcas -, que recordará a Santos de outrora, seus costumes e sua linguagem. 

Além disso, se você ainda não visitou a Estação da Língua, primeira exposição itinerante da Língua Portuguesa, é uma boa opção para conhecer a mostra, que permanece até o dia 31/8, no Cais – Centro de Atividades Integradas de Santos Milton Teixeira.

  
Estação da Língua 


A Estação da Língua começa com uma grande escultura de caixas, onde se apresenta o museu. Na sequência, o visitante pode apreciar um painel gráfico com as origens da língua e um vídeo que apresenta as conquistas de Portugal. Esta seção inclui um terminal que permite escutar os vários sotaques do português. A terceira área reproduz uma “Linha do Tempo”, na qual é exibida a evolução do idioma e a relação com outras línguas. 
A exposição é uma realização do Governo do Estado, do IDBrasil Cultura, Educação e Esporte e da Arquiprom. A mostra tem patrocínio da Sabesp pela Lei Rouanet, , Vivo, Comgás e IBM Brasil. O apoio é da prefeitura, por meio da Secult. 

Serviço: 
Estação da Língua – Museu da Língua Portuguesa 
Exposição: até dia 31/8 – de segunda a sexta, das 8h às 18h e aos sábados, das 11h às 20h 
Local: Cais - Centro de Atividades Integradas de Santos – Av. Rangel Pestana, 150, Vila Mathias 
Informações: (13) 3226-8000 – entrada gratuita 

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Feira do Livro de Barueri

Evento Vampcon 2013


 

Neste final de semana, dias 17 e 18/8, das 10h às 22h, acontece a Feira de Barueri, no evento Vampcon, que reunirá vampiros e muita literatura fantástica. Muitos livros a venda e bate-papo com os autores que estarão presentes.

 

Lançamento do livro Diabólica

 


No sábado, 17/8, às 18h, o escritor, ativista cultural e crítico de cinema, Ademir Pascale, lançará o livro "Diabólica", antologia organizada por ele.

 

Os eventos acontecem na Rua Benedita Guerra Zendron, 162, Centro, Barueri, São Paulo (atrás da igreja católica do Boulevard).  

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XI Sarau Virtual do 

Grupo Caixa de Poemas



Os Sarais Virtuais acontecem sempre no terceiro sábado de cada mês a partir das 19 horas até às 11 horas da manhã do dia seguinte.

O XI Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas tem como objetivo principal apresentar aos membros participantes os diversos trabalhos (poemas, crônicas, contos, romances, vídeos, fotografias, músicas, sites, lançamentos literários, eventos variados) que cada artista faz em sua área!
A proposta é comentar, curtir e compartilhar o trabalho do colega!

O XI Sarau Virtual do Grupo Caixa de Poemas tem o apoio da rádio web MROCKwww.mrock.vai.la

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dia dos Vampiros

Olá queridos amigos, tenham um excelente dia.

Nesta terça-feira, 13 de agosto, é o Dia dos Vampiros!

Neste ano, a data completa 10 anos! Com muito evento e doação de sangue.

 

13 de agosto - Dia dos Vampiros 

A data intensifica a doação de sangue 

A Campanha do Dia dos Vampiros é realizada com muita batalha desde 2002. O Dia dos Vampiros (13 de agosto) se tornou lei na capital paulista em 23 de setembro de 2003. O intuito da data é incentivar a doação de sangue. 
A campanha vem sendo realizada pela escritora e idealizadora da data Liz Marins, que promove o evento contando com a presença de artistas de diversas áreas e escritores de literatura fantástica, que se reúnem a caráter para doar sangue ao Hemocentro Fundação Pró-Sangue (Clínicas), em São Paulo. 
Atualmente, a data está sendo celebrada em várias cidades do Brasil e mundo, como Eslovênia e Nova York! 

O Dia dos Vampiros tem três bandeiras essenciais: 
. Incentivo à Doação de Sangue
. Luta contra Preconceitos e Discriminações
. Incentivo à Diversidade Artística




Dia dos Vampiros completa 10 anos

O Dia dos Vampiros completa 10 anos no dia 13 de agosto, porém, o evento foi realizado no sábado, dia 10, para que todos pudessem comparecer, principalmente estudantes.
Se você perdeu, fica para o próximo ano, mas nada impede que hoje você faça sua doação  ao banco de sangue de qualquer hospital, que necessitam de sangue.

Vampiros

 

O mais famoso deles é Drácula, do romance homônimo de Bram Stoker, mas quem procura por um Drácula “real”, geralmente ouve falar de um certo príncipe romeno, Vlad Tepes (1431-1476), que teria inspirado o escritor.
Só que Tepes só é vampiro para o ocidente. Na Romênia, ele é visto como um herói nacional, também chamado de Vlad Dracula (“filho do dragão”), graças ao seu pai, que era membro da Ordem do Dragão, cavaleiros que protegiam o cristianismo e defendiam o império dos ataques dos turcos otomanos.
Mas os vampiros que as pessoas estão mais familiarizadas são fantasmas – cadáveres humanos que “voltam” da tumba para prejudicar os vivos.
Estes vampiros, por sua vez, têm origem eslava de pouco mais de cem anos. Ainda assim, há outras versões muito mais antigas, de vampiros que não eram imaginados como humanos, e sim como criaturas sobrenaturais, possivelmente demônios, entidades que não eram semelhantes a nós.
Matthew Beresford, autor de “From Demons to Dracula: The Creation of the Modern Vampire Myth” (“De Demônios à Drácula: A Criação do Mito Moderno dos Vampiros”) aponta que o mito do vampiro nasceu no mundo antigo, e é impossível provar quando foi que surgiu pela primeira vez. Alguns autores sugerem que os vampiros apareceram com a feitiçaria no Egito, como um “demônio” que teria sido convocado para este mundo, vindo de outro.
A dificuldade de determinar um ponto de origem aumenta porque existem muitas variedades de vampiros, entre eles os vampiros asiáticos, como os jianshi chineses, espíritos maus que atacam as pessoas e sugam sua energia vital, ou as deidades coléricas que bebem sangue e aparecem no livro dos mortos tibetanos.

Achei esse site muito legal sobre vampiros. Se você quiser saber mais, acesse:

domingo, 11 de agosto de 2013

Desejo a todos os pais um Feliz Dia dos Pais!
Aproveitem o domingo e sejam felizes!

Homenagem ao Dia dos Pais
Meu pai, meu exemplo

O que escrever e contar de meu pai? Ele foi um grande exemplo para mim, um homem de extrema seriedade e honestidade.
Mesmo após quase seis anos de sua partida para um mundo melhor, assim espero que seja, sinto falta dele e me lembro dele todos os dias.
Ele também foi um sabespeano, lógico, tinha que ser esse outro bom exemplo!
Antonio Alves dos Santos Filho entrou na Sabesp no dia 5/1/78, em São Paulo e quando minha mãe resolveu mudar-se para Santos, em 1983, ele pediu transferência, vindo atuar na Segurança Empresarial. Nesse setor, ele trabalhou com o Domingos e o Edinho, que ainda estão por lá, e com outros colegas: Luna, senhor Leon, Benedito, Claudio Félix, Milton, Márcio, Cristina, Wagner e Eduardo Sansivieri, dentre outros, se aposentando no dia 10/7/94.
Lembro-me que ele sempre falava com carinho da Sabesp.
Boas recordações tenho de meu pai, muitas vezes o chamei de chato, mas ele só me deixou bons exemplos de vida, de caráter e de responsabilidade.
Atualmente para mim o Dia dos Pais perdeu um pouco de sua graça, pois Barbosinha, como assim eu o chamava,  não está mais aqui para receber meus presentes, mas fazer o que, se ninguém ficará para a semente?

Desejo felicidades a todos os pais! 
Abraços,
Miriam