segunda-feira, 10 de junho de 2013

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Hoje é o Dia da Língua Portuguesa!

No dia 10 de junho de 1580, Luiz Vaz de Camões, um dos maiores poetas portugueses, faleceu e por ter sido uma figura tão importante na literatura internacional, foi escolhido para representar a data de comemoração do Dia da Língua Portuguesa.

Saiba mais sobre a história de nossa língua e lindas poesias de Luiz de Camões.


Hoje é o Dia da Língua Portuguesa

No dia 10 de junho de 1580, Luiz Vaz de Camões, um dos maiores poetas portugueses, faleceu e por ter sido uma figura tão importante na literatura internacional, foi escolhido para representar a data de comemoração do Dia da Língua Portuguesa. Camões conviveu com grande parte das aventuras marítimas dos portugueses, conhecendo e poetando também sobre as aventuras de seus antepassados. Por esse motivo, também foi escolhido para ser o Dia de Portugal essa mesma data. 
Vale lembrar que cerca de 250 milhões de pessoas no mundo falam a Língua Portuguesa atualmente, mas é no Brasil que estão 80% desses falantes. O português é a língua oficial em Portugal, Arquipélago dos Açores, Brasil, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.  
Não oficialmente, o português também é falado por uma pequena parte da população em Macau (território chinês que foi até 1999 administrado pelos portugueses); no Estado de Goa, na Índia (que foi possessão portuguesa até 1961) e no Timor-Leste, na Oceania (até 1975 administrado pelos portugueses, quando foi tomado pela Indonésia, e atualmente é administrado pela ONU). 
Pensando em especial na comemoração do dia 10 de junho, se faz necessário citar que a Língua Portuguesa é a quinta língua mais falada do planeta e a terceira mais falada entre as línguas ocidentais, ficando atrás somente do inglês e do castelhano.

História da Língua Portuguesa

Sua origem está no latim, que os romanos introduziram na Lusitânia, região norte da Península Ibérica, a partir de 218 a.C.
Após a invasão romana da Península Ibérica, todos aqueles povos, com exceção dos bascos, passaram a conviver com o latim, o que deu início ao processo de formação do português, espanhol e galego.
Esse movimento de homogeneização cultural, linguística e política foi denominado de romanização. Até o século IX, a língua falada era o romance, uma espécie de estágio intermediário entre o latim vulgar e as modernas línguas latinas, como português, espanhol e francês. Essa fase é considerada como pré-história da língua.
Do século IX ao XII, encontram-se registros de alguns termos portugueses em escritos, mas o português manifestava-se então basicamente como uma língua falada. Dos séculos XII a XVI desenvolveu-se o português arcaico, e do século XVI até hoje, o português moderno.
O fim do período arcaico foi marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. Já o português de Os Lusíadas, de Luiz de Camões, em 1572, marca o inicio da fase moderna, pois tanto na estrutura da frase quanto na morfologia, ou seja, no aspecto formal das palavras, sua linguagem se mostra mais próxima do atual.

No Brasil

A Língua Portuguesa aportou em nosso país junto com os portugueses através do descobrimento de nossas terras.
Os indígenas resistiram à imposição da língua dos colonizadores, mas como isso não poderia ser evitado, foram promovidos contatos entre a língua portuguesa de Portugal e as diversas línguas indígenas, sobretudo com o Tupi, em sua variedade conhecida como Língua Geral da Costa. Esses contatos deram início às alterações do Português no Brasil, afetando apenas o léxico.
Novos contatos ocorreram com a chegada dos milhões de africanos. Posteriormente, novos contatos ocorreram com o espanhol e o francês, por causa das invasões, e as línguas europeias de imigração, como o italiano, o alemão, o japonês, e outras línguas trazidas pelos imigrantes.

Poesias de Luiz Vaz de Camões

Verdes são os campos
 
Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.
 
Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.
 
Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.
 
O fogo que na branda cera ardia
 
O fogo que na branda cera ardia,
Vendo o rosto gentil que na alma vejo.
Se acendeu de outro fogo do desejo,
Por alcançar a luz que vence o dia.
 
Como de dois ardores se incendia,
Da grande impaciência fez despejo,
E, remetendo com furor sobejo,
Vos foi beijar na parte onde se via.
 
Ditosa aquela flama, que se atreve
Apagar seus ardores e tormentos
Na vista do que o mundo tremer deve!
 
Namoram-se, Senhora, os Elementos
De vós, e queima o fogo aquela nave
Que queima corações e pensamentos.
 
Alma minha gentil, que te partiste
 
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
 
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
 
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
 
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,

Quão cedo de meus olhos te levou.

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