sexta-feira, 26 de abril de 2013


Olá amigos, tenham uma excelente sexta-feira.

Achei interessante e compartilho.

 

Os Hits da Literatura Brasileira

Na semana em que os quatro escritores brasileiros – Monteiro Lobato, Hilda Hilts, Manuel Bandeira e Lygia Fagundes Telles -fizeram aniversário, Luiz Nadal, editor do site Isto não é um cachimbo - Perfis Literários, escreveu uma espécie de potpourri para lembrar autores tão diferentes em um único álbum. 

Os Hits da Literatura Brasileira

Na semana em que quatro grandes escritores da literatura brasileira fizeram aniversário, as palavras seriam poucas para homenageá-los. Só mesmo um álbum com os melhores hits de cada voz literária poderia fazer a festa maior. Monteiro Lobato, Manuel Bandeira e Hilda Hilst completaram aniversário póstumo nestes três últimos dias. Enquanto Lygia Fagundes Telles chega aos 90 anos de vida.

Faixa 1 – As marchinhas de Monteiro Lobato

Monteiro Lobato (18/04) foi o abre alas da literatura infantojuvenil brasileira. Se as aventuras de Narizinho, Pedrinho e Emília não são tão lidas como na época, certamente são acompanhados pela televisão com o mesmo entusiasmo. Foi com a adaptação da Rede Globo, em 1977, que o tema de abertura de Gilberto Gil, o folclore nacional e os costumes da roça se firmaram no enredo do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Ao mesmo tempo, seus artigos engajados saudavam o ícone caipira Jeca Tatu e apertavam o compasso com as censuras de Getúlio Vargas. Sempre com os dedinhos em riste.

Faixa 2 – O beatbox de Manuel Bandeira

Manuel Bandeira (19/04) teve a sua ausência lembrada até quando vivo. Convidado a participar da Semana de Arte Moderna de 1922, o escritor enviou o poema intitulado Sapos para ser lido durante o evento. A percussão vocal feita pelo intérprete ecoou no Teatro Municipal de São Paulo. Manuel não caía mais nas rimas parnasianas. Com a cavidade bucal narrava as notícias do dia e com os nasais empregava ritmo e graça aos poemas. Tudo ao mesmo tempo.

Faixa 3 – O soul de Hilda Hilst

Hilda Hilst (20/04) fez duetos memoráveis com Lygia Fagundes Telles na boêmia paulista. Sua beleza e seus modos escandalizavam a alta sociedade. Inúmeros artistas suspiraram sobre versos belos e infames da sua autoria. Drummond lhe dedicou um poema, Adoniran Barbosa escreveu Quando te achei e Vinícius de Moraes quase parou de beber. Hilda se retirou para escrever em paz na sua fazenda. Se entoasse versos para alguém, Marlon Brando seria o seu muso.

 

Faixa 4 – A valsa de Lygia Fagundes Telles

Lygia Fagundes Telles (19/04) conserva graves e agudos aos 90 anos. Seu fôlego perdura desde o romance Ciranda de Pedra (1954), adaptado pela Rede Globo em 1981 e repetido com um bis em 2008. Lygia ensaiou alguns passinhos com Oswald e Mário de Andrade, além de orquestrar jantares dançantes com Tarsila do Amaral, Anita Malfati e Heitor Villa-Lobos. Hoje, sentada na cadeira da Academia Brasileira de Letras, colocaremos Strauss em sua homenagem. Para que continue tão afinada e tão plácida.
 


O texto foi publicado no caderno Cultura do jornal
Diário Catarinense neste último domingo (21), leia mais:

http://cachimbodebolso.wordpress.com/posts/ 

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