sábado, 13 de abril de 2013


Bom dia amigos. Espero que a semana tenha sido boa para todos. Estive uns dias fora, fui vencida pelo cansaço. Bem, aproveitem o sábado, mesmo com a chuvinha chata.

Compartilho com vocês uma matéria da Revista Língua Portuguesa que achei bem interessante, colaboração de um amigo escritor e poeta, Marcos Martins.


Pontos de vista alternativos
Revista Língua Portuguesa

Qualquer manual literário dirá ao futuro escritor que uma narrativa de ficção geralmente é narrada ou na 1ª pessoa ("Eu acordei naquele dia com dor de cabeça...") ou na 3ª ("Antonio acordou naquele dia com dor de cabeça..."). 
Cada uma delas tem vantagens, limitações, recursos e, principalmente, uma certa aura indefinível que impregna cada frase e que muitas vezes o leitor (em certos casos até o autor) não percebe com clareza.
Há muitos exemplos de histórias que estancam, não avançam, recusam-se a ser escritas, até que o autor resolve trocar a narração da 1a para a 3a pessoa (ou vice-versa) e daí em diante a narrativa flui que é uma beleza. 
Autores principiantes preferem escrever histórias na 1ª pessoa, em geral com personagens que se assemelham a eles próprios. Um exercício muito usado em oficinas literárias é obrigar o aluno a usar um protagonista de outro sexo, com metade ou o dobro da idade dele próprio, morando em outro país ou em outra época. Para quê? Para obrigar o escritor a adotar outros pontos de vista, colocar-se no lugar de pessoas diferentes de si. 
Pintores e músicos não precisam necessariamente saber fazer isto; atores e escritores, sim. Há, no entanto, alternativas à escolha de narrar uma história apenas em 1ª ou 3ª pessoa do singular.

Escritores como Cortázar exploraram as possibilidades do narrador “nós”.
Autores como George Perec criaram histórias narradas por um “eles”.

Leia mais sobre o assunto, acesse a revista:


Colaboração: Marcos Henrique Martins, escritor e poeta.
Conheça o escritor:
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 Ópera La Bohème ganha versão e será exibida sábado em Mongaguá

Uma versão da ópera La Bohème será apresentada hoje (13), no palco do Centro Cultural Raul Cortez, em Mongaguá a partir das 21h. O espetáculo faz parte da nova temporada do programa Ópera Curta, da Secretaria de Estado da Cultura.
Nesta versão, alguns aspectos musicais e dramatúrgicos são acentuados, sem interferir na essência da peça original. Nesta temporada do programa Ópera Curta, as obras La Bohème, Carmen e La Traviata circularão por 28 cidades do interior e litoral do Estado de São Paulo, de abril a outubro de 2013.

Ópera Curta

Ópera Curta é um tipo de espetáculo de teatro musical criado por Cleber Papa e Rosana Caramaschi, sob a direção musical do maestro Luís Gustavo Petri, baseado em óperas famosas, na literatura que lhes deu origem, no contexto histórico e sua relação com o pensamento contemporâneo. A Ópera Curta possui uma dramaturgia própria que inclui de partes consideradas imprescindíveis das óperas convencionais à criação de novos personagens que possam contar a história base do espetáculo original.
 A motivação original dos criadores foi a perspectiva de criar espetáculos de teatro que auxiliassem a compreensão do que é ópera, difundissem o conhecimento dos principais títulos e despertassem o interesse para o gênero. Como estratégia, os espetáculos precisariam ter padrões de excelência e flexibilidade na implantação em cada cidade, de forma a atingir espaços teatrais diferentes.
Os espetáculos são produzidos com a participação de cantores, bailarinos, atores e músicos com ampla experiência profissional, utilizando recursos de cenografia, figurinos, projeção de legendas (subtítulos com a tradução para o português quando se trata de língua estrangeira) e efeitos especiais.
Os espetáculos são reunidos sob uma série denominada “A ópera contada e Cantada” e levam este subtítulo, inclusive como uma forma de garantir ao público a informação correta de que está assistindo a um espetáculo original, baseado em uma ópera e que possui um tratamento artístico próprio.

La Bohème

Tendo como inspiração a novela Scènes de la vie de bohème, de Henri Murger, La Bohème, a ópera composta por Giacomo Puccini (1858-1924) é  a base para o espetáculo da Companhia de Ópera Curta. 
A ópera de Giacomo Puccini é uma criação de transição entre o período romântico e o realismo no gênero. Puccini criou um espetáculo que narra a história de artistas e pessoas comuns que conviviam em estado de penúria, na Paris do final do século XIX. La Bohème apresenta os amigos Rodolfo (poeta), Marcelo (pintor), Schaunard, Colline e os amores dos dois primeiros, Mimi e Musetta, respectivamente. As relações afetivas são de permanente conflito, motivadas pelo ciúme e pelas inseguranças do grupo, pela pobreza a que estão reduzidos. Mimi morre ao final da ópera, vítima de uma doença avançada pelo abandono, desamparo e falta de recursos.

Ficha Técnica
•La Bohème – a ópera contada e cantada
•Concepção: Cleber Papa e Rosana Caramaschi
•Direção, cenários e textos – Cleber Papa
•Direção musical – Luís Gustavo Petri
•Direção artística de produção – Rosana Caramaschi
•Luz – Joyce Drummond
•Figurinos – Simone Mina
•Rodolfo – Gilberto Chaves, Jean Nardoto.
•Marcelo – Leonardo Pace, Vinicius Atique.
•Mimi (Lucia) – Gabriella Rossi, Massami Ganev, Taís Bandeira.
•Musetta – Laryssa Alvarezzi.
•Benoit – Alvise Camozzi, João Gyorgy.
•Garçom – Mário Talarico.

Serviço:
La Bohème - a ópera contada e cantada
Quando: Hoje, 13 de abril, às 21h
Local: Centro Cultural Raul Cortez - Av. São Paulo, 3465, Mongaguá, SP
Entrada gratuita 

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