domingo, 3 de fevereiro de 2013


Fábrica Cultural

Inscrições, gratuitas, começam dia 5

 

O processo de inscrição para os cursos gratuitos da Secult (Secretaria de Cultura de Santos), que integram o projeto ‘Fábrica Cultural’, começam dia 5 de fevereiro, com as Escolas de ‘Bailado’ e ‘Livre de Dança’. O período de matrícula segue até o dia 22, sendo que cada modalidade tem uma data especifica de cadastro.
Dia 16, às 18h, ocorre uma mostra cultural, no Teatro Municipal Braz Cubas, com a apresentação de várias atividades. Desta forma, o público pode conferir o trabalho desenvolvido e escolher o curso de sua preferência.
O Fábrica Cultural é dividido em dois segmentos. Nos ‘Núcleos de Formação’ o aluno obedece uma seriação, que engloba a parte teórica e prática, complementando assim o estudo das diversas áreas artísticas. Já as ‘Oficinas Livres – Atividades de Cultura e Lazer’ têm curta duração (três anos) e oferecem um conhecimento sintetizado ao estudante, além de qualificá-lo para a apreciação das artes em geral (formação de público).

Núcleos de Formação
As opções de atividades que englobam os ‘Núcleos de Formação’ são as seguintes: Artes Integradas (crianças de 6 a 7 anos); Iniciação às Artes Musicais (8 a 10 anos); Iniciação às Artes Cênicas – Teatro (8 a 14 anos); Iniciação às Artes Visuais (8 a 14 anos); Avançado de Artes Visuais (a partir de 16, para pessoas que tenham experiência na área); Instrumentos, com opções para ‘Violino’; ‘Viola’; ‘Violoncelo’; ‘Violão’ (de 10 a 29 anos); Canto – técnica vocal e interpretação (oficina jovem, de 15 a 29, e senior, acima de 30); Dança de Rua Infantil (8 a 13 anos) e Oficinas Jovens de ‘Desenho’ ou ‘Teatro’ (15 a 29 anos).
Inscrições para os cursos citados acima devem ser feitas dias 18, 19 e 20 de fevereiro, no Espaço Juan Serrano, situado no piso térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Pinheiro Machado, 48 – Vila Mathias), das 14h às 19h30h. Documentos necessários: RG ou certidão de nascimento, comprovante de residência e uma foto 3x4. Os interessados nos cursos de dança precisam entregar atestado médico antes do inicio das aulas.

Oficinas Livres
Os cursos oferecidos dentro do segmento ‘Oficinas Livres – Atividades de Cultura e Lazer’ são: Bordado da Ilha da Madeira (a partir de 15 anos); Desenho (acima de 30); Pintura em Tela (acima de 18); Mangá (a partir de 14); Dança de Rua (a partir de 14); Dança de Salão (acima de 15); Ritmos Brasileiros (a partir de 14); Baixo Elétrico (acima de 15 anos, com conhecimento prévio e instrumento); Violão (acima de 30) e Teclado (a partir de 15). Para estas atividades, os interessados devem comparecer no mesmo local, dias 21 e 22, também das 14h às 19h30. A documentação é a mesma. Informações: 3226-8000.

Escola de Bailado Municipal
Formando gerações de bailarinos há 40 anos, a Escola de Bailado foi fundada em 26 de janeiro de 1972. O curso, que utiliza o método russo, realiza testes de aptidão física para quem tem interesse em aprender e a se especializar em balé clássico. As inscrições para o processo seletivo ocorrem dias 5, 6 e 7 de fevereiro, das 8h30 às 12h30 e das 14h30 às 18h. Os candidatos devem ter entre 7 e 12 anos. Também serão abertas inscrições para turmas de 1º e 2º ano. Documentos necessários: RG ou certidão de nascimento, comprovante de residência e uma foto 3x4.

Escola Livre de Dança
As inscrições para os testes da Escola Livre de Dança são para crianças de 6 até 12 anos (completos até 30 de junho). O plano curricular é de nove anos e inclui aulas de balé clássico, jazz, dança contemporânea, sapateado irlandês e americano, entre outras modalidades. O método utilizado é o ‘Royal Academy of Dance’. Os interessados devem comparecer na sede (Rua Antônio Bento, 49 – Vila Mathias), dias 5 e 6 de fevereiro, das 9h às 11h e das 14h às 17h. Documentos necessários: originais do RG ou certidão de nascimento e comprovante de residência. Informações: 3221-1723.

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Museu da Língua Portuguesa aberto à noite durante as férias

 

O museu da Língua Portuguesa, no Centro de São Paulo, é uma ótima opção para passear com as crianças nestas férias. O lugar oferece muitas instalações interativas e, até o final das férias, sempre as terças-feiras, o museu ficará aberto até às 22h.

A novidade está na sala da Piada, que reúne trabalhos do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que acontece anualmente no interior paulista. São charges, tiras, caricaturas e pequenos contos.

 

Serviço:

Museu da Língua Portuguesa

Horário: terças, das 10h às 22h (durante as férias somente); quarta a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia-entrada). Gratuito aos sábados

Endereço: Praça da Luz s/nº, Centro, São Paulo/SP

 

Fonte: Museu da Língua Portuguesa

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Erico, literatura e medicina

De Moacyr Scliar

 

Olhai os lírios do campo demonstra, mais do que qualquer outro livro de Erico Veríssimo, a atração do escritor pela medicina como tema ficcional. Neto de médico, Erico trabalhou em farmácia numa época de sua vida, o que sem dúvida lhe forneceu subsídios sobre doutores e doenças; e médicos com quem conviveu testemunham sua curiosidade sobre o assunto.

Médicos são personagens que atraem os ficcionistas. É uma profissão que lida com a vida e com a morte, com a doença e o sofrimento, e estes são também os temas da grande literatura — como A montanha mágica, de Thomas Mann. O médico testemunha toda a fraqueza da humanidade, disse Schopenhauer, e o escritor por vezes testemunha os dramas da medicina. O problema é que nem todos os escritores têm a visão de um Erico Veríssimo, assim como nem todos os médicos são Hipócrates, ou Osler, ou Albert Schweitzer. Medicina é um grande tema para a literatura, mas às vezes a abordagem do grande tema fica apenas na intenção — e de boas intenções o inferno literário está cheio.

Curiosamente, nem sempre são os médicos os que melhor tratam de sua profissão em termos ficcionais, apesar de o médico-escritor não ser uma espécie rara — só aqui no Rio Grande temos os exemplos de Dyonélio Machado e de Cyro Martins, e também os de Paulo Dias Fernandes, José Eduardo Degrazia, além do meu próprio caso. O problema aí é o do distanciamento. Para escrever sobre um tema, você tem de digeri-lo primeiro. Foi o que aprendi com “Doutor Miragem”, novela que escrevi e reescrevi várias vezes — até compreender que tinha de tratar o médico como personagem e não olhar o personagem como médico.

Mesmo os ficcionistas têm dificuldades com seus personagens médicos. O erro mais frequente é o da idealização: o doutor-sacerdote, bonzinho, impecável. O expoente máximo desta linha é o edulcorado A. J. Cronin (aliás, médico) e dela derivaram as séries de TV tipo Doutor Kildare. A distorção oposta, que pretende revelar a “sordidez” dos bastidores médicos — por exemplo, os best-sellers americanos lançados no Brasil pela Record —, também é comum. Enfim, é difícil conjugar ficção com uma visão crítica, madura, da medicina. Nesse sentido, continua digna de citação a peça de Bernard Shaw, O dilema do médico, que é de

1911, mas continua mantendo surpreendente atualidade. O magistral prefácio deveria fazer parte dos currículos das escolas de Medicina. Já no início, diz Shaw: “Que a nação pague aos cirurgiões pelo número de pernas que amputam, da mesma maneira que paga aos padeiros pelo número de pães que produzem, é o bastante para nos fazer desesperar da visão política da humanidade”. Pois é exatamente por esse critério que o Inamps paga, até hoje, pelos serviços que recebe.

Shaw é irônico, Erico é sobretudo tolerante. Mas o grande escritor gaúcho soube transformar seus personagens médicos em seres humanos. A adaptação para a tv de Olhai os lírios do campo o demonstrará. Milhões de espectadores poderão vivenciar as emoções de uma obra que nada tem de escapista, impregnada, como está, de um profundo sentido de realidade.


Moacyr Scliar
Moacyr Scliar foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário. Sua prolífica obra consiste de contos, romances, ensaios e literatura infantojuvenil. 
Scliar nasceu no dia 21/3/1937, em Porto Alegre, RS e faleceu no dia 27/2/2011.
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Dica de Cinema

Os Miseráveis – Les Misérables

 

Adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo. A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).

Os Miseráveis dura 2h40 e é totalmente cantado. Para causar um maior impacto emocional e extrair o máximo dos atores, o diretor Hopper optou que todas as canções fossem interpretadas “ao vivo”, no momento da filmagem – não houve dublagem ou nada pré-gravado. São 50 canções, incluindo uma nova, chamada “Suddenly” (cantada por Jackman), escrita especialmente para o filme – certamente um truque para que o longa não ficasse de fora da categoria de Melhor Canção no Oscar.
Na trilha estão músicas bem conhecidas, como “I Dreamed a Dream” (interpretada por Anne Hathaway, que deve ganhar o Oscar de melhor atriz coadjuvante), “Master of The House” (a parte cômica do filme, a cargo de Sacha Baron Cohen e Helena Bonham Carter), “Stars” (Crowe), "Bring Him Home" (Jackman), “On My Own” (Samanta Barks), “Do You Hear The People Sing” (parte do elenco) e outros.

 

Curiosidades

Homem de Ferro

O diretor Tom Hooper recusou o convite para dirigir Homem de Ferro 3 por causa deste filme.

 

Elenco

Paul Bettany esteve cotado para interpretar o inspetor Javert, que ficou com Russell Crowe.
Amy Adams e Rebecca Hall foram apontadas como candidata para o papel de Fantine, que acabou com Hathaway.
Emma Watson, Hayden Panettiere, Miranda Cosgrove e Lucy Hale estiveram sondadas para os papéis das jovens Epanine e Cosette.

 

Dupla reatada

Hugh Jackman e Anne Hathaway cantaram lado a lado durante a cerimônia do Oscar 2009, que foi apresentada pelo ator.

 

Os Miseráveis de Victor Hugo

Os Miseráveis é uma das principais obras escritas pelo escritor francês Victor Hugo, publicada em 3 de abril de 1862.  Victor Hugo é também autor de Os Trabalhadores do Mar e O Corcunda de Notrre-Dame, entre outras obras.

A história passa-se na França do século XIX entre duas grandes batalhas: a Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832. Daqui resulta, por cinco volumes, a vida de Jean Valjean, um condenado posto em liberdade, até sua morte. Em torno dele giram algumas pessoas que vão dar seus nomes para os diferentes volumes do romance, testemunhando a miséria daquele século, a pobreza miserável de: Fantine, Cosette, Marius, mas também Thénardier (incluindo Éponine e Gavroche) e o inspetor Javert.

Veja o trailler, acesse:

http://www.youtube.com/watch?v=gF3VCwpUnFY  

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