domingo, 6 de janeiro de 2013


Olá amigos, tenham um excelente domingo.

Na sexta-feira, dia 21/12, anunciei aqui na página que o novo acordo ortográfico entraria em vigor em janeiro, porém, o acordo foi adiado para 2016. Vejam só:

 

Novo acordo ortográfico é adiado para 2016

A obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico foi adiada para 2016. As novas regras, adotadas pelos setores, público e privado desde 2008 deveriam ser implementadas de forma integral a partir de 1º de janeiro de 2013. A decisão é do governo federal.
Com o adiamento, continuará sendo opcional usar, por exemplo, o trema e acentos agudos em ditongos abertos como os das palavras "ideia" e "assembleia".
O adiamento de três anos abre brechas para que novas mudanças sejam propostas. Isso significa que, embora jornais, livros didáticos e documentos oficiais já tenham adotado o novo acordo, novas alterações podem ser implementadas ou até mesmo suspensas.
A reforma ortográfica alterou a grafia de aproximadamente 0,5% das palavras em português.
Não há sanções para quem desrespeitar a regra, que é, na prática, apenas uma tentativa de uniformizar a grafia no Brasil, Portugal, nos países da África e no Timor Leste.
Fonte: Folha de S. Paulo
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Para hoje, deixo um conto que gosto muito A velha contrabandista, de Stanislaw Ponte Preta.

 

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava pela fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da Alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da Alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu: 
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com 40 anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! - insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
- O senhor promete que não "espáia"? - quis saber a velhinha.
- Juro - respondeu o fiscal.
- É lambreta.
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Que as utopias me preencham
Marcos Henrique Martins

Ao amanhecer vou ver, com os mesmos olhos, a nova esperança que se forma.
Ao contemplar o sol, em todo o seu esplendor, me banharei em seus raios e me sentirei mais vivo do que nunca.
Mais um ano, novas esperanças, novos por fazer, novas conquistas a serem buscadas. Novos desafios, novas promessas. Tudo se renova.

O ano novo chega entrar em nossos lares de uma só vez. Mas antes, pega pelas mãos o velho ano que já fez a sua parte, mesmo que não tenhamos feito a nossa, e o leva para junto do fazedor de sonhos, para que o ano que se vai possa repousar por todo o sempre, com o sentimento de dever cumprido, mesmo que não tenhamos cumprindo o nosso.
Encheremos nossas cestas com mais esperanças, promessas e aspirações. É assim caminha a humanidade, com passos largos que vão se encurtando ao longo do ano, mas que voltam a se enlanguescer junto com nossos desejos e a esperança do por vir.
Sonhos com um mundo melhor;Sonhos com pessoas melhores;Sonhos, utopias, paz nascida da consciência.
Vem ano novo! Chega logo! Sendo convidado ou não.Nos te receberemos com todo afinco.Receberemos tua vicissitude da forma que recebemos entes queridos em nosso lar.
O novo se apresenta, preenche o vazio que tenta se formar em nossos peitos fadigados. 
Promessas serão feitas e muitas não serão realizadas, mas não é isso o que nós somos? Sonhadores de um mundo melhor.
Vem novo ano, me acalenta com a fé que deposito em ti.

Conheça o poeta e escritor, autor do livro O Lado Avesso – Nornes, o Mago, acesse:


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