sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Olá amigos, para hoje, deixo a crônica Ditinho, o passarinho rabugento.

Espero que gostem.

 

 Crônica

Ditinho, o passarinho rabugento


Ditinho é o meu passarinho que ganhou este nome por conta de minha mãe.
Ele é um coleirinha já velhinho, tem mais de 14 anos e mora aqui em casa há cinco anos.
Ele era do meu saudoso pai, que desde que me conheço por gente, amava passarinhos e sempre tivemos pássaros em casa. È verdade, escrevendo estas linhas me recordo de que sempre adorei pássaros por causa dos que vi em minha casa.
Voltando ao Ditinho, meu pai conseguiu comprá-lo por intermédio de um amigo dele lá da Sabesp, pois meu amado pai também trabalhou nessa empresa, a qual estou há muito tempo.
Certa vez questionei a idade do Ditinho, daí me lembrei que ele já cantava e alegrava o apartamento em São Vicente que morei há mais de 10 anos, no denominado “Castelo de Grayskull”, o horroroso Edifício Aliança, na Rua Rangel Pestana.
Quando meu pai se mudou desse prédio, o Ditinho foi junto morar no José Menino, na divisa entre Santos e São Vicente. Nesse novo lar o Ditinho alegrou e cantou muito por lá, razão pela qual meu pai sempre o adorou.
Tudo ia bem até que meu pai adoeceu e acabou nos deixando, partindo para o outro lado da vida, para o inexplicável, o Éden ou sabe-se lá o quê. Ditinho então foi disputado pelo zelador e por meu tio.
Só que o Ditinho veio para minha casa, pois eu não deixaria ninguém ficar com ele, o meu tesouro penadinho que me aproxima e me recorda do amor de meu pai.
Ditinho agora faz parte da minha vida. Ele é chatinho, fica emburrado com facilidade é rabugento e fica de costas para mim quando está com bronca de alguma coisa, ele não é fácil não, genioso!
Escrevendo ninguém acredita, mas é tudo verdade, quando ele não gosta de alguma coisa, sai de baixo para o jeitinho dele rabugento! Ele se emburra quando está chovendo, pois adora o calor e o sol.
O Ditinho também é cheio de manias e tem apego à gaiola e ao jiló diário. Mas deixando tudo isso de lado, o canto dele é lindo e ele é muito meigo, enfim, é um bichinho maravilhoso. Eu converso com ele todos os dias e ele vira a cabecinha e me escuta. Lindo!
Infelizmente ele não está voando por aí, conhecendo o mundo, pois foi colocado em uma gaiola desde cedo, um prisioneiro, mas nada posso fazer porque ele não tem mais senso de voo e não sabe mais comer sozinho. Isso é muito triste, nunca gostei de pássaros em gaiola, mas o Ditinho apareceu na minha vida e por isso, ele merece tudo o que estiver ao meu alcance.
Se você ama a natureza, deixe a liberdade conduzir a vida dos pássaros, diga não à vida em gaiola!
=======================
Finalizando as novidades desta sexta, deixo também a poesia A Deusa da Paixão, de Mirian Marclay Melo. 

  

A Deusa da Paixão

Mirian Marclay Melo

 

A pele branca e fria feito marfim, o carmim
Nos olhos meus
O amor que se prometeu além do gelo.
Sê-lo além de selos, o mais belo sonho
E a origem dos teus desejos, 
O êxtase em purpurina, o pesadelo que se alucina.

A razão posta em xeque
O xeique de Marrakesh,
Que se recorda daquela menina.

Entre canteiros tantas flores
Denominadas de amores
Mas só uma rosa paladina.

Meus mundos e meus anseios
A vivacidade que trago nos veios 
Essência do ardoroso amor.
As borboletas me rodeiam
Enquanto a paixão semeiam.

A quebra do frio tempestuoso,
A espera da primavera
A alimentar-te com 
Meu doce licor...

 

Conheça a poetisa, autora do e-book Julieta & Romeu Romance em forma de poesia, acesse:

www.lirismoflordapele.blogspot.com    

Um comentário:

Mirian Marclay Melo disse...

Obrigada pelo carinho de sempre Miriam! Um bj no teu coração!