segunda-feira, 31 de dezembro de 2012


RETROSPECTIVA 2012


Lá se foi mais um ano e tenho certeza de que realizei muitas coisas. Nem todas de minha lista, pois é, fiz uma listinha no dia 31 de dezembro de 2011 para realizar meus desejos neste ano, só que muita coisa não consegui fazer, que pena.
Vou fazer mais uma lista para 2013, vamos ver se agora vai!
Na verdade o ano que termina sempre não acaba sendo de grande realizações porque exigimos demais e queremos fazer mais. Bem, pelo menos isso acontece comigo, só que o cansaço da correria do dia a dia nos deixa estressados e sem forças para conseguirmos fazer tudo o que nos propomos. Então, acho que neste ano só colocarei três coisas na minha lista. Acho que isso será mais sensato.
Bem, em 2012 eu consegui escrever mais que no ano anterior, consegui lançar meu blog que está indo muito bem, consegui ler alguns livros interessantes, fui a vários eventos legais, visitei amigos da Sabesp e da Faculdade de Letras, amigos queridos que moram no meu lado esquerdo, viajei em maio e em outubro, visitei minha enteada duas vezes e passeamos muito.
Outra realização, aliás, foi a mais importante do ano, foi ter sido selecionada pela Prefeitura de Santos para participar do Momento do Autor, com o conto A Moça de Paranapiacaba. A edição VII do projeto realizou-se no dia 20 de maio, no Dia da Virada Cultural. Nossa, foi uma glória.
Uma grande alegria também foi ter aparecido no prédio onde moro um gatinho preto que chamamos de Chorão, ele recebeu uma crônica e está até hoje nos alegrando. 
TEM TAMBÉM FOTOS DA RETROSPECTIVA 2012, LOGO MAIS ACIMA EM PÁGINAS (JUNTO COM CONTOS, MINICONTOS ETC).
Amigos, tenham um bom ano. 
Grande beijo,
Miriam 


Bom dia queridos amigos! Chegamos a mais um final de ano e começo de outro, e por isso, vamos torcer para que 2013 seja melhor para todos. Lá no meu serviço uma colega falou que este é o ano da família e que será de grandes realizações. Espero mesmo que o Ano-Novo traga muita felicidade para todos.

É isso aí, muita paz, saúde, amor e grandes eventos para nós.

Como vou comemorar hoje e amanhã, deixo aqui algumas poesias e felicitações para os dois dias 31/12 e 1° janeiro.

Até ano que vem!!!!



 

Receita de Ano-Novo

Carlos Drummond de Andrade

 

Para você ganhar belíssimo Ano-Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano 
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo 
até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? 
passa telegramas?) 

Não precisa 
fazer lista de boas intenções 
para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumidas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver. 

Para ganhar um Ano-Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano-Novo 
cochila e espera desde sempre.

 

Esperança

Mário Quintana

 

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
- Ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA

 


                                       
                   Feliz ano morto
                                  Marcos Henrique Martins


Ouço na porta o cântico da realidade. Um coral que canta desafinado todas minhas frustrações do ano que está prestes a morrer. (Afinados são meus infortúnios).

Gostava mais dos anos dos dentes de leite, pois não me pegava em falecidos sentimentos, pois o único enterro que quis ir foi o que não pude segurar na alça do caixão.

Porque as feridas sempre se abrem um dia antes da morte do ano velho? Essas feridas que me moldaram ao longo dos tempos opacos, coloridos, esperançosos e confusos.

Imagens circulam aqui e açula. Me enchem, esvaziam-me, acolhe e beijão minhas lágrimas.

Meu corpo continua preso, e sou tão consciente disso que, sei que não adianta, por mais que sonhe nunca poderei voar com essas asas atrofiadas que nasceram em minhas costas curvadas. (O nunca é malvadamente infinito).

Gostaria de ter uma agenda lotada para não ter que saldar a morte do ano velho que pari as duras penas – sem anestésicos -, o novo que chega com sua esperança, insuportavelmente, inocente. O novo. Com velhos lobos e novos figurantes, uns não tão novos assim.

Fico em teu velório meu velho amigo, até o último minuto, até o último segundo em que você povoa a terra. No entanto, não vou segurar tua mão úmida e engelhada, nem corrigir as imperfeições das flores colocadas, às presas, em teu caixão. Lá fora, gritam por um nome que não é o teu, o teu já se esqueceram de pronunciar.

Feliz ano morto, vida nova;
Feliz ano morto, minha cara alma;
Feliz ano morto, minha fé flácida;
Feliz ano morto, todas as promessas que nunca vou cumprir;
Feliz ano morto, para todos que nesse dia sofrem por ainda estarem cheios de lembranças geriátricas que lutam para se manterem, inutilmente, vivas antes da meia noite, porém irão se perder nos labirintos de um corpo novo, de um ano novo, de uma vida esperançosamente confusa.


Feliz Velho Ano-Novo

Cesar Carvalho

 

Dessa multidão fazemos parte
desse mundão nos fortalecemos
em vida a ousadia de um descarte
dissolve-se em que sobrevivemos

dia a dia a correria de um trajeto
simbólico rumo de posse mensageiro
tráfego em passos curvos em projeto
direcionada ao destino verdadeiro

bons modos nos atrai em aliança
carregado a um pé de fortaleza
a cada segundo nosso tempo avança
passa-se o ano sem muitas surpresas

doze meses sempre com mesmo nome
em sequência crescente se desfazendo
em carne e osso o tempo nos consome
do primeiro minuto vamos envelhecendo

só muda o nosso viver experiente
aprendemos com as pancadas exibidas
exercitando no pensar de sua mente
em cefálica se crescem destemidas

inexplicável se de você não lembrasse
abriria a porta do regresso humano
de todo coração em magia de grande passe
desejo a você amigo feliz final de ano 

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