sábado, 8 de dezembro de 2012


Livro em homenagem a Pagu na Pinacoteca

Márcia Costa lança


A jornalista Márcia Costa reuniu histórias de Pagu para contá-las no livro De Pagu a Patrícia – O Último Ato. O lançamento ocorre hoje, na Pinacoteca Benedito Calixto, às 16 horas, e mostra que nos anos 50, Patrícia Galvão não gostava mais de ser chamada de Pagu. 
Após trocar a militância política pelo jornalismo, ela chega a Santos em 1954 para incendiar a cena, atuando no jornal A Tribuna, produzindo peças de teatro e eventos literários e difundindo a vanguarda.
Antes de chegar à Pinacoteca, a biografia será lançada no dia 05 de dezembro na Casa das Rosas, em São Paulo. A obra tem prefácio do compositor Gilberto Mendes, amigo de Patrícia e capa produzida pelo artista plástico Fabrício Lopez (xilogravura).
Os textos jornalísticos de Pagu estão disponíveis no blog http://depaguapatricia.blogspot.com.br/ e a partir do dia 05 de dezembro o livro poderá ser adquirido no site da Dobra Editorialhttp://www.portaleditora.com.br/ pelo valor de R$35,00.
o lançamento contará com apresentação de Alice Mesquita, performance O Jardim de Patrícia, do Núcleo de Pesquisa do Movimento Imaginário Coletivo de Arte e debate com Márcia Costa, Geraldo Galvão, Lúcia Teixeira Furlani e Sérgio Mamberti, além de Tarso Ramos no piano.

Serviço:
Lançamento do livro de Pagu a Patrícia – O Último Ato
Quando: 8/12, às 16h
Local: Pinacoteca Benedicto Calixto - Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, Santos
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Osesp faz apresentação em 
Santos no dia 16

A Sabesp será patrocinadora, pelo sexto ano consecutivo, do concerto de encerramento da temporada da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). A apresentação, que também encerra a 18ª. Edição do Projeto Tocando Santos e a temporada 2012 da Osesp, acontece no dia 16 de dezembro, às 19h30, na Praia do Gonzaga, em Santos.
Os detalhes das peças que serão apresentadas pela Osesp foram apresentados nesta quarta-feira (5), em entrevista coletiva na Prefeitura de Santos. Além dos músicos da Orquestra, o coro também estará presente, incluindo a participação de quatro solistas internacionais.
A Osesp terá a maestrina Marin Alsop, reconhecida como uma das melhores profissionais do mundo, e entre as peças que serão apresentadas estão quatro escritas por Chico Buarque e uma de George Gershwin. Neste ano, a abertura será feita pelo jovem regente baiano, de 20 anos, Yuri Azevedo, que recebeu o prêmio Eleazar de Carvalho do 43º Festival de Inverno de Campos do Jordão. Ele apresentará uma peça de Leonard Bernstein.
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Livro “Orgone + 25” narra jubileu de prata do grupo teatral
O Orgone, um dos mais tradicionais e premiados grupos teatrais do Estado de São Paulo, recorda seus 25 anos  - completados em 11 de novembro - com o lançamento do livro "Orgone + 25", neste sábado, a partir das 20h, no Centro Europeu Santos. A noite terá sessão de autógrafos com Renato Di Renzo e Cláudia Alonso, respectivamente diretor e coordenadora do grupo.
“Assim, diante de corpos que se movem tanto ao sabor de sons quanto do silêncio, de ousadias cênicas, da liberdade verbal, dos temas que nos falam diretamente, o Orgone chega aos 25 anos de existência, mostrando que também é capaz de fazer pensar com humor, como nas novelas apresentadas em capítulos no Café Teatro Rolidei, algumas transmitidas pela tevê”, escreve a jornalista Madô Martins no prefácio do livro. “Bodas de prata de um trabalho voluntário, sem qualquer tipo de subvenção ou patrocínio, e que soube conquistar o seu espaço. Trabalho cooperativo, em que todos emprestam suas forças e talento, confeccionando cenários, vestuário e adereços, vindo de longe para as reuniões, participando de ensaios que não raro chegam à madrugada, criando textos, contribuindo com depoimentos e vivências”, ressalta a escritora.
Cada exemplar do livro é uma obra de arte, costurado a mão, com lindas fotos em preto e branco, mais dez fotos soltas que podem ser enquadradas e chega dentro de uma dobradura.
Já os textos, são da autoria de nomes relevantes na área artística e cultural, como Regina Alonso, presente com seus poemas, Claudio Mendel e Alexandre Matte.
O livro tem edição assinada por Cristina Sara.
A noite de lançamento terá happenings com o canto de Alice Mesquita e Sol Martinez, e conta com apoiadores fundamentais para sua realização:Estúdio 58 Imagens Aéreas, Cab Propaganda, CineZen, Conceito 7 Fotografia, IF Fotos, Gardênia Flores, Andréa Doces Finos, Centro Europeu Santos, Clube Foto Amigos de Santos, Confeitaria Viena, Buffett Grandes Lembranças, Elements Bartender, Enoteca Decanter, Laticínios Marcelo, Visarq, Zezé Coiffeur, Composê, Abrescas, Gráfica Demar, Algazarra Festas e Daty Eventos.

Serviço:
Lançamento do livro “Orgone + 25”
Quando: hoje, às 20h
Local: Centro Europeu Santos – Rua Timbiras, 7, Gonzaga, Santos

Colaboração: André Azenha – Jornalista e assessor de Imprensa
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Concertos CPFL

Música contemporânea – Last

 
Estreia Brasileira de Last, de Philippe Manoury. Com Paulo Passos (clarone) e Joaquim Zito Abreu (marimba).
O programa Concertos CPFL – música contemporânea tem uma hora de duração e vai ao ar todos os domingos, às 21 horas, pela Rádio Cultura FM, 103,3, em São Paulo (que também pode ser acessada via internet), com João Marcos Coelho.
O apresentador comenta as obras, inclui comentários feitos ao vivo pelos participantes das gravações, além de mostrar trechos de algumas das obras executadas com o apoio da CPFL cultura.
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Poesia, poetar, poema, poesia
Marcos Henrique Martins

O que não é meu, não é de mais ninguém. Nem de Deus ou do diabo, nem de quem se julga cético, filosófico, poeta ou ateu.

O que não é meu é desse mundo tangível, desse mundo que fede a mazelas incontáveis, obscurecidas pelos óculos escuros, comprados por dez contos de reis nas feiras populares de minha terra, pois no Recife todos andam de óculo escuro - baratos ou não –. O sol do Recife é quente; é seco e quando toca o chão queima nossas íris. 

O que não é meu, não é da burocracia, aristocracia falida do velho continente que junta dinheiro com os bolsos furados e a cueca remendada na bunda. Não é do capital ou do proletariado que surge tipificado por classes, como se fossem castas, como se fossem espécies em extinção e em ebulição, loucas por viver, loucas por estarem morrendo, ou simplesmente loucas. Loucas, apenas isso. Loucas.  

O que não é meu, não é de você que me quer sentir por dentro de teu existir que acabou de mudar para sempre, mesmo depois de não me entender, mas que sentiu, olhou, me viu refletido nos olhos de um garoto sofrido que reza com sua lata de cola nos lábios rachados da vida sofrida que vive. Vida? Não, não é vida e sim mera existência.

O que é meu me perguntam? São os vícios, verdades duvidosas, dúvidas existencialistas, falta do que fazer em noite de feriado prolongado e todas as coisas indesejáveis que deixamos debaixo dos tapetes imaginários que se formam no fim de cada ano e, na esperança do novo ano que nasce aos prantos de nos chamar pelo nome, antes mesmo de aprender a caminhar. 

O que é meu é o dom da palavra e isto nem que me roubem a alma, não vendo, não troco, nem dou.

E mesmo que a poesia não tenha mais serventia, vou continuar essa jornada, mesmo que não chegue aos Jardins Suspensos da Babilônia, pois me sinto poeta e esse fogo que queima, aqui em meu peito, nem um dilúvio pode apagar.

Marcos Henrique é autor do livro O lado Avesso.
Conheça o escritor e poetas, acesse:



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