domingo, 18 de novembro de 2012


Olá, para quem não conhece, hoje seria aniversário de nascimento do jornalista e escritor português Manuel António Pina, que deixou vasta obra e ganhou vários prêmios.

Manuel António Pina

Nasceu em Sabugal, no dia 18 de novembro de 1943 e foi um jornalista e escritor português, premiado em 2011 com o Prêmio Camões.
O autor licenciou-se em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas, tendo sido depois cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.
A sua obra incidiu principalmente na poesia e na literatura infanto-juvenil, embora tenha escrito também diversas peças de teatro e de obras de ficção e crônica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco.
A sua obra se difundiu em países como França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
A 9 de junho de 2005 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Faleceu no dia 19 de outubro de 2012 no Hospital de Santo António no Porto, aos 68 anos.

Obra:
1973 - "O país das pessoas de pernas para o ar" (lit. infanto-juvenil);
1974 - "Ainda não é o fim nem o princípio do Mundo, calma é apenas um pouco tarde" (poesia);
1974 - "Gigões & anantes" (lit. infanto-juvenil);
1976 - "O têpluquê" (lit. infanto-juvenil);
1978 - Aquele que quer morrer (poesia);
1981 - "A lâmpada do quarto? A criança?" (poesia);
1983 - "O pássaro da cabeça" (poesia);
1983 - "Os dois ladrões" (teatro);
1984 - "Nenhum sítio" (poesia);
1984 - "História com reis, rainhas, bobos, bombeiros e galinhas" (lit. infanto-juvenil) ;
1985 - A guerra do tabuleiro de xadrez (lit. infanto-juvenil);
1986 - Os piratas (ficção);
1989 - "O caminho de casa" (poesia);
1987 - "O inventão" (teatro);
1991 - Um sítio onde pousar a cabeça (poesia);
1992 - "Algo parecido com isto, da mesma substância" (poesia);
1993 - "Farewell happy fields" (poesia);
1993 - "O tesouro" (lit. infanto-juvenil);
1994 - "Cuidados intensivos" (poesia);
1994 - "O anacronista" (crônica);
1995 - O meu rio é de ouro /Mi rio es de oro (lit. infanto-juvenil);
1998 - "Aquilo que os olhos vêem, ou O Adamastor" (teatro);
1999 - Nenhuma palavra, nenhuma lembrança (poesia);
1999 - "Histórias que me contaste tu" (lit. infanto-juvenil);
2001 - "Atropelamento e fuga" (poesia);
2001 - "A noite" (teatro);
2001 - "Pequeno livro de desmatemática" (lit. infanto juvenil);
2002 - "Poesia reunida" (poesia);
2002 - "Perguntem aos vossos gatos e aos vossos cães" (teatro);
2002 - "Porto, modo de dizer" (crónica);
2003 - Os livros (poesia);
2003 - "Os papéis de K." (ficção);
2004 - "O cavalinho de pau do Menino Jesus" (lit. infanto-juvenil);
2005 - "Queres Bordalo?" (ficção);
2005 - "História do Capuchinho Vermelho contada a crianças e nem por isso por Manuel António Pina segundo desenhos de Paula Rego" (lit. infanto-juvenil);
2007 - "Dito em voz alta" (entrevistas);
2008 - "Gatos" (poesia);
2009 - "História do sábio fechado na sua biblioteca" (teatro);
2010 - "Por outras palavras e mais crônicas de jornal" (crónica);
2011 - "Poesia, saudade da prosa" (antologia poética);
2011 - "Como se desenha uma casa" (poesia);
2012 - "Todas as palavras /Poesia reunida" (poesia).

Prêmios:

1978 - Prêmio de Poesia da Casa da Imprensa (“Aquele que quer morrer”);
1987 - Prêmio Gulbenkian 1986/1987 (“O Inventão”);
1988 - Menção do Júri do Prêmio Europeu Pier Paolo Vergerio da Universidade de Pádua, Itália (“O Inventão);
1988 - Prêmio do Centro Português para o Teatro para a Infância e Juventude (CPTIJ) (conjunto da obra infanto-juvenil);
1993 - Prêmio Nacional de Crônica Press Club/ Clube de Jornalistas;
2002 - Prêmio da Crítica, da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários” ("Atropelamento e fuga");
2004 - Prêmio de Crônica 2004 da Casa da Imprensa (crônicas publicadas na imprensa em 2004);
2005 - Grande Prêmio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores/CTT (Os Livros);
2011 - Prêmio Camões
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Sarau e Caminhada Poética

O Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos, Base Avançada de Cultura e Extensão da USP em Santos, oferece atividades especiais dentro do Programa Portas Abertas.
Conduzido pelos poetas da Casa do Poeta brasileiro de Praia Grande e do Sarau das Ostras. Uma tarde de prosas, recital de poesias, reflexões, lembranças, homenagens e rimas improváveis.

Serviço:
Sarau e Caminhad Poética
Quando: hoje (18/11), às 15h
Local: Engenho dos Erasmos - Rua Alan Ciber Pinto, 96,  Vila São Jorge, Zona Noroeste, Santos
As inscrições são gratuitas e limitadas e devem ser feitas por telefone (13) 3203-3901 ou pelo e-mail resjesantos@gmail.com
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Cia. Barbixas de Humor

A Cia. Barbixas de Humor traz a comédia de improviso Improvável se apresenta no Teatro Serafim Gonzalez, no Palácio das Artes, em Praia Grande, nos dias 7 e 8 de dezembro, às 21h e 20h, respectivamente. Vindo de sucesso absoluto no Teatro Tuca, com apresentações semanais sempre esgotadas, o espetáculo tornou-se fenômeno na internet, atingindo a marca de 4 milhões de acessos mensais no site de vídeos YouTube.
Baseado no improviso, o espetáculo desperta a interação entre atores e plateia, que dá o tema para que as cenas aconteçam no palco. A cada apresentação os atores Anderson Bizzocchi, Daniel Nascimento e Elidio Sanna recebem 2 convidados especiais, nessa apresentação os convidados só serão conhecidos no próximo dia 3 de dezembro.

Serviço:
Comédia de improviso Improvável
Quando: dias 7 e 8/12, às 21h e 20h
Local: Teatro Serafim Gonzalez, no Palácio das Artes
Ingressos: já estão a venda na bilheteria do teatro - Avenida Presidente Costa e Silva, nº 1.600, Praia Grande, a R$60,00 (inteira) e R$30,00 (meia)
Informações: (13) 3229-1800

Fonte: jornal A Tribuna
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Caixa de Poemas de Manoel Hélio
Veja mais poesias, acesse:

João e Maria
Renata Bicca

No caminho vão ficando pegadas
Sonhos
Migalhas
Medos
Risadas
Fracassos
Segredos

No caminho ficam saudades
Amores
Paisagens
Deixadas para trás, ao longe se perdem
Miragem

No caminho ficam rastros
Erros
Acertos
Pecados
Ficam flores e espinhos que perfumam e ferem cada passo

No caminho deixo meu rastro
Para que veja minhas pegadas
Parta ao meu encalço

No caminho vou deixando lembranças
Alegrias
Tristezas
Esperanças

No caminho ficam perfumes
Fotografias
Bagagens
As cartas que te escrevo datadas com minha caligrafia

No caminho fica o que vivemos
O que se passou e se perdeu
Fica tudo que recordamos, o que o coração não esqueceu

No caminho vão ficando nossos pedaços 
Como se a cada passo fossem deixados os anos, os fardos...

No caminho os pés cansados levam poeira
Enquanto as mãos exaustas deixam partir os sonhos...

Sonhos que não podemos carregar são deixados no caminho feito migalhas que marcam o ponto de partida se um dia houver coragem para regressar

Levamos conosco somente a certeza da partida e tentamos avistar o oásis aonde se desejou tanto chegar.
Dilema?!

No caminho ficam migalhas
Sonhos
Amores
Saudades
Espinhos e flores.

Ficam pegadas
Ficam Poemas!

Arco-Íris Noturno
Erico Alvim

Com a gula do vampiro perdido
na noite de uma festa de mascarados
procuro-te o sexo

e te dou de comer bombom
na boquinha,
vestido apenas com o escarlate
do beijo teu
atravesso a cidade povoada
de escorpiões bebuns
guiado por cachorros-loucos
e pássaros cegos
estou amarrado aos átomos sangrantes
da ruptura espiritual
que reduziu o planeta a uma caravana
cigana no deserto feito de chamas
e se durante o dia sou o tirano
o chefão do coração de pedra
a noite te serve despudoradamente
discreta
na bandeja das carências sem limite

O pássaro cósmico derrama lágrima lilás
antes que o dia nasça
encerrando a tempestade
na elevação de um arco-íris noturno
sobre o nosso amor
o nosso amor feito nas lagoas
iluminado pelos vaga-lumes
vagabundos das luas cobertas
das abóboras-mascaradas
das bruxas-carnavidentes



Fim
Eliane Arruda

Já não pretendo escutar mais seus ais,
Tudo acabou, nada restou de fato.
O seu amor é qual a lua e faz,

A alma, às vezes, se iludir demais!

Por outro lado, deixa a noite escura,
Contando o céu apenas co`as estrelas,
Talvez pensando em, para si, reter
O que puder prender entre seus muros!

Já não pretendo mais viver contando
Co`a sua ingente bipolaridade,
Eu quero a paz, já não almejo enganos!

O dia, quando chega ao fim da tarde,
Já não petende envolver-se em nada,
E enquanto isso, o sol já não mais arde!  



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