sábado, 20 de outubro de 2012


Não existe mulher difícil
Sessão extra hoje 

A comédia “Não Existe Mulher Difícil” traz em cena o ator Marcelo Serrado em seu primeiro monólogo. A peça é inspirada no livro homônimo de André Aguiar Marques, tem adaptação de texto de Lúcio Mauro Filho e direção de Otávio Müller.
A montagem serve como um manual de paqueras, em que o protagonista tenta se transformar em um mestre na arte de identificar cada perfil de mulher. Além disso, leva ao palco algumas experiências pessoais do ator e do adaptador.
“Não Existe Mulher Difícil” é um divertido e dinâmico monólogo que retrata, de forma engraçada e às vezes até estereotipada, o que um homem faz depois da separação. Após ser deixado pela mulher, o personagem volta ao universo dos solteiros e se vê em uma nova realidade; as mulheres estão mais independentes e a cada dia mais exigentes. Como lidar com essas questões na hora da conquista? Imperdível para homens e mulheres, casados ou solteiros.

Serviço:
Não existe mulher difícil
Sessão extra hoje, às 21h e 22h30
Local: Teatro Coliseu - Rua Amador Bueno, 237 - Centro Histórico – Santos
Telefone: (13) 4062 0016
Classificação: 14 anos.
Ingressos: de R$ 60,00 a R$ 80,00 (pagam meia-entrada, estudantes, idosos acima de 60 anos e professores).
http://www.compreingressos.com/espetaculos/1176-Nao_Existe_Mulher_Dificil
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A morte passou por perto
“Retrospectiva Stanley Kubrick

Stanley Kubrick foi um diretor, roteirista e produtor de cinema americano. Considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos, foi autor de grandes clássicos do cinema.
Aos 22 anos Kubrick após trabalhar para a revista Look como fotógrafo, estreia como cineasta em seu primeiro curta metragem. Com 25 anos obteve uma grande ajuda financeira do pai, que penhorou a casa para a produção de Fear and Desire, de 1953, seu primeiro longa-metragem. Considerou o trabalho amador e, mesmo com algumas boas críticas, logo tratou de retirá-lo de circulação. Até hoje o filme permanece fora de catálogo, tendo sido exibido poucas vezes em festivais ou distribuído ilegalmente. Logo após Kubrick realizaria outro longa, Killer's Kiss (A Morte Passou Por Perto), de 1955, outro filme pouco divulgado e de difícil acesso. Mas é a partir de The Killing (O Grande Golpe), de 1956, que sua carreira começa a decolar. Apesar disso, teve dificuldades com a adaptação da novela Paths of Glory (Glória Feita de Sangue). O filme homônimo foi estrelado pelo astro Kirk Douglas, que ajudou a levantar o projeto após ele ter sido rejeitado pelos estúdios. Kubrick fez um dos filmes antiguerra mais poderosos que o mundo do cinema já viu. Focado não em heróis, mas sim em covardes. Mesmo tendo excelentes críticas, Paths of Glory de 1957, foi proibido em alguns países, incluindo a França.

“A Morte Passou por Perto”

Em Nova York um lutador de boxe conhece uma dançarina quando esta é atacada por seu patrão e amante. O acontecimento acaba provocando o envolvimento dos dois, mas o amante preterido, dominado pelo ciúme e pelo ódio, manda matar seu rival. Entretanto, em virtude de um equívoco, os capangas matam o empresário do lutador. O casal, vendo que corre perigo, tenta deixar a cidade para sempre.

(Dir:Stanley Kubrick/67min./P&B/1957/Noir/Leg.)



Serviço:
A morte passou por perto
Dia: hoje, às 20h
Local: Cinemateca (Rua Ministro Xavier de Toledo, 42 - Campo Grande - Santos/SP
Entrada franca.

Classificação: 16 anos.
Informações: (13) 3301-1612 / 3251-1613
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Crucificado
Marcos Henrique Martins



Hoje, acordei cansado. Comecei o dia ansioso pela noite que se recusava me tocar, pois me traria o sono e o sono me levaria ao mundo dos que sonham. Fiquei à noite inteira m claro, com a esperança de ser visitado pelo senhor Morpheus, mas ela já deveria estar dormindo feito um anjo. Fiquei e


m claro esperando por mais um dia de fadiga, dessa sensação de perda e claustrofobia que minha impotência causa.


Hoje, acordei cansado com os olhos inchados de tanto chorar, com a boca seca e a garganta áspera de tanto orar. Pedi, em dado momento implorei, neguei o silêncio, por fim aceitei o vazio.


Hoje, descortinei as entrelinhas da vida, percebi o quão só somos; o quão poeira somos; o quão tolo somos. Existência passiva. Vida cativa, ordeira, que me causa náuseas, este mal estar.


Hoje, pude ver, com os olhos cheios de olheiras, como somos ovelhas nesta terra de raposas, raposas que se camuflam tão bem, fingem ser vegetarianas e adorarem brócolis e espinafre.


Hoje, acordei e por um breve momento não quis levantar. Mas aquela voz dizia-me:

 “Vai! Levanta para sangrar por mais um dia.”

 “Vai! Levanta para chorar por todos e por você.”

 “Vai! Levanta para lutar por teu pão, sacrificado, de cada dia.”

 “Vai! Levanta e vai viver a tua vida.”

 “Levanta e vai viver, pois na vida não há tempo para lastimar!”

 “Vai! Crucifica-te por todos e por quem não te enxerga, nesta multidão ocupada com seus mundos particulares.”


Marcos Henrique é poeta e escritor, autor do livro “O Lado Avesso -  Normes o mago”.
Conheça o autor, acesse:

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