terça-feira, 23 de outubro de 2012


Hoje, deixo a primeira parte do conto A praga, que continua na próxima semana.

A praga

“O Planeta Terra desde a sua existência tem sido abarcado de muitas profecias. Profetas de todos os tipos apareceram de tempos em tempos tentando concretizar um fim para o mundo, porque tudo o que começa acaba um dia e uma nova realidade está para surgir”. 

O fim do mundo foi anunciado desde os tempos bíblicos pelo apóstolo São João, pelo médico profeta Nostradamus e por tantos outros.
Eu me lembro muito bem quando o ano de 2012 chegou e se foi e com ele o alívio de que as Profecias Maias não se concretizaram e o povo do mundo inteiro festejou 2013 aliviado.
...
Chegamos ao ano de 2150, e o mundo estava completamente diferente de seu começo. Gradativamente a Terra transformara-se num planeta cinza pela poluição e seus recursos naturais já haviam se esgotado, por sua má utilização. Poucos animais restavam, os que ainda viviam eram únicos de sua espécie e outros, desapareceram, assim como o combustível fóssil. 
Não havia mais guerra no mundo, porque sobreviver já era uma batalha.
Os habitantes se adequaram de todas as formas possíveis e os que não conseguiram foram sucumbidos por si próprios, reduzindo a população do planeta consideravelmente. Era a seleção natural prevista por Darwin.
Desenhados e esculpidos à forma humana, os robôs eram agora os novos donos das ruas.
Eles vinham sendo aperfeiçoados pelo homem desde o século XIX, chegando a sua apoteose em inteligência e organização demasiadamente perfeitas, e num intelecto que se encaixava muito bem à realidade humana.
Não só para servir ao homem os seres cibernéticos foram criados, mas também para trabalhar em planetas colônias da terra. Eram levados para mundos distantes para cavar e retirar metais e urânio, substitutos dos combustíveis fósseis, e também para produzirem alimentos que não eram mais possíveis na terra. Os robôs quando retornavam destes serviços depois de anos eram exterminados pelo desgaste da máquina.
A sociedade dos robôs, então, começou a ser reduzida.
Diferente do homem os cibernéticos eram unidos e preocupavam-se uns com os outros e com o bem coletivo. Em pouco tempo foi escolhido um líder entre eles. Um ser extraordinariamente evoluído e que foi capaz de unir todos os robôs da terra com uma força inacreditável. Mensagens eram enviadas diariamente por uma frequência estabelecida, assim, os homens não conseguiam codificá-las e o exército dos cibernéticos foi estabelecido. O plano era sucinto e infalível.
Estávamos em 22 de dezembro de 2160 e o calor atingia todo o globo. O consumo dos equipamentos refrigeradores estava no limite e, de repente, tudo cessou.
...

Continua na próxima semana. 

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