segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Hoje é Dia Nacional do Livro

Você sabe por que comemoramos o Dia Nacional do Livro no dia 29 de outubro? Por que foi nesse dia, em 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional e esta data escolhida para o Dia Nacional do Livro.
O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D. João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga. 

Depoimento

Para o leitor Adilson Luiz de Sousa, “mais importante que estudar é ler”, já dizia Ziraldo.
É verdade, leitura enrique o homem em todos os sentidos, como na escrita, na formação de caráter social, na criação de mundo e na formação de ideias.
Eu sou um grande amante da leitura e um leitor assíduo. Um dos livros que mais gostei de ler foi “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo. O livro é muito bom e o autor retratou a sociedade de 1890, no século passado, com a vinda de imigrantes ao Brasil, em especial os portugueses. O livro descreve a sociedade carioca da época formada por portugueses, negros e mulatos.
Fica uma dica de leitura.
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Lendo o jornal Opinião & Notícia, achei duas matérias interessantes, uma porque está chegando o Natal e diz respeito ao “bom velhinho” e a outra, porque condiz sobre Monteiro Lobato, veja só:

Nova edição de clássico infantil retira o cachimbo de Papai Noel

A nova versão do clássico poema de Clement C. Moore “A Visit from St. Nicholas” (Uma visita de São Nicolau), mais conhecida como “’T'was the Night Before Christmas” (Era véspera de Natal), retirou todas as referências do cachimbo do Papai Noel com a proposta de limitar a exposição das crianças ao fumo.
A editora canadense Pamela McColl publicou, no mês passado, sua edição da obra original de 1823, de autoria de Moore. McColl recebeu críticas generalizadas de grupos que são contra a censura ao retirar duas linhas do poema, como a descrição de São Nicolau nos trechos “o cachimbo que ele segurava bem firme entre os dentes” e “a fumaça, que cercou sua cabeça como uma coroa”, assim como a edição com uma ilustração que trazia o cachimbo e a fumaça no personagem.
McColl, que publicou o livro na sua própria editora, Grafton and Scratch, é contra o tabagismo e acredita que os livros infantis que contenham referências ao fumo devem vir com advertências aos pais. Ela não respondeu a uma solicitação de comentário do jornal inglês Guardian, mas escreveu em seu site que a edição feita por ela no poema original não representa censura.
“Eu editei algumas palavras e versos que fazem referência ao Papai Noel fumando e retirei a imagem de seu cachimbo. A ausência dessas palavras não muda o sentido do material do autor, nem o entendimento do leitor ou o aproveitamento da história. A ausência pode salvar vidas e evitar o surgimento de novos fumantes”, disse ela. “Penso que essas razões prevalecem sobre outras considerações. Se o texto sobreviver mais 200 anos, ele terá de ser modernizado para refletir as realidades atuais. Gostaria que as crianças pudessem celebrar o espírito de doação e que refletissem com orgulho sobre as tradições natalinas que marcaram a sua infância, e a melhor maneira de honrar Papai Noel é livrando o bom velhinho do fumo.”

Livros de Monteiro Lobato 
sob censura
Depois de tentar proibir a leitura de Caçadas de Pedrinho em escolas públicas, o Instituto de Advocacia Racial (Iara) agora volta sua atenção para outra obra do escritor Monteiro Lobato: Negrinha.
No dia 25/9, o instituto protocolou uma ação administrativa na Controladoria Geral da União questionando a distribuição e o uso da obra em escolas públicas. O instituto alega que a obra contém elementos racistas. “Não se pode financiar com dinheiro público um livro didático que contenha estereótipos e preconceito”, disse Humberto Adami, advogado e diretor do Iara.
Lançado em 1920, o conto Negrinha é um dos mais elogiados do autor e faz parte da lista Os cem melhores contos brasileiros do século, da editora Objetiva. O livro foi adotado pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), fato que incomodou o Iara. Segundo o instituto, passagens como “Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados”, contém elementos racistas.
O Supremo Tribunal Federal ainda não conseguiu resolver o impasse sobre Caçadas de Pedrinho, que já se arrasta há dois anos. Uma nova audiência no MEC discutirá a distribuição de Caçadas de Pedrinho. O Iara deu sinais de desistir do pedido de nulidade caso o MEC apresente “propostas concretas de ação”, como a preparação de docentes para lidar com a questão do racismo na literatura.  

Um comentário:

Alvaro Domingues disse...

Sobre Monteiro Lobato, o fim do cachimbo do Papai Noel, etc..

Estou "por aqui" deste tipo de censura. A obra foi escrita dentro de um determinado contexto histórico, e como tal deve ser lida.

E isso vem sendo feito a muito tempo. Por exemplo, os livros de Sherlock Holmes, publicados pela melhoramentos no final do0s anos 60, retiraram qualquer referência sobre Holmes ser viciado em cocaína, talvez para escapar da censura então vigente.