terça-feira, 30 de outubro de 2012


Hoje deixo a segunda parte do conto de ficção científica A praga, que termina na próxima semana.

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Estávamos em 22 de dezembro de 2160 e o calor atingia todo o globo. O consumo dos equipamentos refrigeradores estava no limite e, de repente, tudo cessou.

A luz se apagou completamente. Eu e minha mulher nos distanciamos da janela porque naves despencavam completamente sem controles e o estrondo foi de arrepiar. Os equipamentos pararam de funcionar. Nas ruas, pessoas feridas gritando.
Não sabíamos o que estava acontecendo.
— Pai, o que é isso? — Pergunta meu filho de sete anos tremendo de medo.
— Não tenho a mínima ideia, vamos manter a calma e aguardar. — Respondi sem deixar transparecer o meu pavor.
Essa situação ficou por quatro horas. Já era noite quando a energia voltou. Porém, os equipamentos não. De repente, somente a tela interativa de comunicação de um dos cômodos ligou. Diferente da programação que estávamos acostumados a ver, um robô gigantesco apareceu na tela para uma mensagem.
— Seres humanos do Planeta Terra, eu serei breve. — Iniciou o discurso o robô líder. — Como consequência por todo o mal ao mundo e a nós cibernéticos que vocês causaram, estamos unidos e queremos que vocês deixem o planeta. De agora em diante estamos no comando e vocês terão de partir. Peguem suas naves individuais, coletivas e deixem a terra. Damos um prazo de 30 dias para que todos possam partir. Aqueles que não cumprirem, serão exterminados. — finalizou o líder. E a tela desligou-se novamente.
Os dias seguintes ao episódio foram de caos total. Batalhões dos exércitos de todas as nações se uniram contra os robôs, que mesmo reduzidos, eram superiores à força humana. Estávamos perdendo a guerra e os dias passando rápido. O prazo estava chegando ao fim.
Muitos humanos deixaram de lutar, pegaram seus pertences e naves e partiram para planetas colônias. Eu fiz a mesma coisa com minha família.
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         Passaram-se 30 anos desde a expulsão de nosso planeta mãe e não mais retornamos. A saudade e a lembrança de nossa terra natal estavam mais afloradas nos últimos tempos.
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         A parte final continua na próxima semana.
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O Tempo, o amor e o Livro da Vida
Mirian Marclay Melo

Quando tudo, enfim, em mim for um filme, que se conte
Aos meus filhos, um elo com o todo esse preparo que faço a ponte
Direi que fui o nada, um dia, na vida, e na poesia, e que me cansei - de ser ar.
Que fui dessas pessoas de entrega quase cega, que guardam em si alguma pureza
Que lutavam contra a vileza e os valores menos nobres.
Que preferia os pobres por serem simples, que amava o trivial
Porque era essencial, embora adorasse beber meu vinho
Ainda que completamente um ser sozinho em longas taças de cristal.

Quando perguntarem, quem sabe, quem eu era, possa alguém em posse 
Do meu livro da vida dizer que fui corrompida pelo devasso desejo de carinhos.
Que os únicos redemoinhos que me levaram foram os afagos dos sobrinhos, 
Dos filhos dos meus pais, e que meu sangue se plantou nos jardins de encantamentos.
Que guardo sim resquícios e especificidades de paladares muito intrínsecos,
Como o gosto da tua boca e o perfume da tua pele que me são tão específicos,
Mas que tudo tem seu tempo de eleger início, meio e final.
E hoje sou acolhimento maternal, de um futuro.

Quando quiserem ler minha essência, além de poemas, cartas, imanências
De erros, acertos, loucuras-apertos, concebo, talvez que seja possível que
Esteja correndo nas veias de um anjo, sendo a história perpetrada sem esbanjo,
Ou, até mesmo, o esquecimento a se transformar e cochilar antes do profundo sono.
Nunca antes o abandono dos justos, que o tempo não apaga o amor vivido.
Nem haverá a saudade de se compadecer de mim quando tiver partido
Na doçura das crianças, que lerão aquilo que sou no que deixar de digno de mim.
E saberão que estive entre eles, na medida que os amei, verdadeiramente, toda vez que escrevi.
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Dr. Jupter
Música popular gratuita no Sesi Santos

A banda Dr. Jupter é formada por Ricardo Massonetto (voz, violão, gaita e banjo), Márcio Gonzáles (guitarra, banjo e violão), Dudu Massonetto (baixo e vocais), Mateus Briccio (bateria). Com uma mistura de folk, country, rock e bluegrass, por vezes bucólica, em outras visceral, o grupo faz um rock caipira com boas doses da simplicidade típica do interior. O banjo e a gaita nos arranjos realçam ainda mais a atmosfera rural que contagia do começo ao fim.

Serviço:
Dr. Jupter
Classificação: gratuita
Dia: hoje, às 15h
Local: SESI – Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria, Santos
Telefone: (13) 3209-8230
Entrada franca- os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência do início da apresentação 

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