domingo, 28 de outubro de 2012


Centenário de Graciliano Ramos
O escritor completou 120 anos ontem

Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo (AL), em 1892. Um dos 15 filhos de uma família de classe média do sertão nordestino passou parte da infância em Buíque (PE) e outra em Viçosa (AL). Fez estudos secundários em Maceió, mas não cursou faculdade. Em 1910, sua família se estabelece em Palmeira dos Índios (AL).
Em 1914, após breve estada no Rio de Janeiro, trabalhando como revisor, retorna à cidade natal, depois da morte de três irmãos, vitimados pela peste bubônica. Passa a fazer jornalismo e política em Palmeira dos Índios, chegando a ser prefeito da cidade (1928-30).
Em 1925, começa a escrever seu primeiro romance, Caetés - que viria a ser publicado em 1933. Muda-se para Maceió em 1930, e dirige a Imprensa e Instrução do Estado. Logo viriam "São Bernardo" (1934) e "Angústia" (1936, ano em que foi preso pelo regime Vargas, sob a acusação de subversão).
Memórias do Cárcere (1953) é um contundente relato da experiência na prisão. Após ser solto, em 1937, Graciliano transfere-se para o Rio de Janeiro, onde continua a publicar não só romances, mas contos e livros infantis. Vidas Secas é de 1938.
Em 1945, ingressa no Partido Comunista Brasileiro. Sua viagem para a Rússia e outros países do bloco socialista é relatada em Viagem, publicado em 1953, ano de sua morte.
Fonte: UOL Educação

Bibliografia:
-Caetés  romance
-São Bernardo – romance
-Angústia – romance
-Vidas secas – romance
-Infância – memórias
-Dois dedos – contos
-Insônia – contos
-Memórias do cárcere – memórias
-Viagem – impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.
-Linhas tortas – crônicas
-Viventes das Alagoas – crônicas
-Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).
-Cartas – correspondência pessoal.

Depoimento
Graciliano Ramos é, sem dúvida, um dos maiores escritores brasileiros.
Meus livros favoritos do autor são Vidas Secas e São Bernardo.
A linguagem e a clareza das ideias traduzem a personalidade do escritor retratando a vida das pessoas de outro século e que continua neste, deixando- o assim, um escritor atual.

Revista O velho Graça

Reavaliada 120 anos depois de seu início, em 27 de outubro de 1892, a extraordinária trajetória pessoal, literária, intelectual e política de Graciliano Ramos contada por seu melhor biógrafo ganha nova edição, ampliada e revisada, pela Boitempo Editorial. 
O velho Graça, de Dênis de Moraes, nos conduz pelos sessenta anos de história de um dos maiores narradores da literatura brasileira, com todo o rigor da documentação e dos depoimentos pessoais daqueles que o cercavam. O livro chega aos leitores com acréscimos que acentuam o conhecimento pormenorizado da vida e da obra do escritor alagoano. Entre as novidades estão um bem-cuidado caderno iconográfico, com imagens raras e até inéditas, e a mais esclarecedora entrevista concedida pelo escritor, em 1944, nunca antes publicada em livro.
Publicado pela primeira vez no centenário de Graciliano Ramos, o trabalho de Moraes foi recebido com grande entusiasmo pela crítica, por se tratar da primeira “biografia de conjunto” sobre o romancista, como classificou Carlos Nelson Coutinho no prefácio.
Ficha técnica
Título: O velho Graça
Subtítulo: uma biografia de Graciliano Ramos
Autor: Dênis de Moraes
Orelha: Alfredo Bosi
Quarta capa: Wander Melo Miranda
Páginas: 360
ISBN: 978-85-7559-292-2
Preço: R$ 52,00
Editora: Boitempo

Documentário O Universo Graciliano
A vida e obra do escritor Graciliano Ramos, que completaria 120 anos no dia 27 de outubro, será tema de documentário do cineasta Sylvio Back. Intitulado O Universo Graciliano, o longa revisita a trajetória do autor de Vidas Secas. Ao todo, o filme será rodado em três estados: Rio, Alagoas e Pernambuco. A Record planeja relançar algumas obras do escritor.
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Efeitos Giverny homenageia 

Claude Monet

A exposição Efeito Giverny, do artista plástico Amorim homenageia o pintor impressionista Claude Monet a partir de 1º de novembro, na Aliança Francesa de Santos.
Formado em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Amorim participa, desde 1997, de salões de artes, mostras, exposições coletivas e individuais em São Paulo, tendo já sido premiado por seus trabalhos. Em 2012, participou da exposição Art Shopping no Carroussel do Louvre, em Paris. Visitou a casa de Monet em Giverny para preparar esta exposição na Aliança Francesa de Santos. É um olhar do pintor-poeta brasileiro sobre o cenário eternizado nas telas de Monet.
Vernissage: Dia 31 de outubro de 2012 – Quarta-feira, das 19h30 às 22h

Serviço:
Exposição Efeitos Giverny
Data: de 1 a 21/11

Horários: de 2ª a 5ª das 9h às 12h e das 14h às 21h; sexta e
e sábado das 9h às 12h e das 14h30 às 17h

Local: Aliança Francesa de Santos -Rua Rio Grande do Norte, 98 – Pompéia

Telefone: (13) 3237 2403

Amorim J C Amorim

Pintor e Poeta Brasileiro


Amorim J C Amorim nasceu em 25/02/1958 em Mirangaba – BA. Ainda criança migrou para São Paulo. Hoje reside em Santos/SP.
Formou-se em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Desde cedo demonstrou aptidão para o desenho e facilidade para se expressar pela escrita o que o levou a desenvolver ambas as habilidades.
Hoje em dia persegue dois sonhos, por falta de um, se firmar em ambas as carreiras de poeta e de artista visual. Enquanto artista visual já participou de várias exposições tanto coletivas como individuais, angariando várias premiações.
Como poeta publicou o seu primeiro livro: "Face a face com a poesia"


Contatos:
E-mails:    jmelo@prodam.sp.gov.br

Poesias de Amorim

O amor

O amor tanto se agiganta
Embeleza, de tudo toma conta
Quanto também se desespera
Enfeia, assemelha-se à guerra!
...
De contornos imperceptíveis de tão fino
Chega a tocar o divino
Em si carrega tanta vida
Mas não sabe conviver com a dúvida!

É ferro que fere
Das feridas pode ser o unguento
Mas há de que, se ter com ele tento!

O amor a todos acolhe
Mas dependendo do momento
O que se parece com amor pode ser tormento!

Acostumando

Já estou-me acostumando
A ver flores murcharem
Luzes se apagarem
Rios e mares secarem.
...
Já estou-me acostumando
A ver o cinza no céu predominar
O ar faltando
O coração a querer parar.
 
Já estou-me acostumando
A ver a noite não passar
O sono não chegando
E a não mais sonhar.

Já estou-me acostumando
A não mais chorar
A não ter o que falar
E a estar desamando.

Já estou-me acostumando...

Mar de ilusões

Por onde se dará a travessia
Neste meu mar de ilusões?
Será de noite ou de dia?
Das paixões terei resolvido as questões?
... Fará frio ou será quente este dia?
Ou tudo ainda serão só pendências?

Vivo como se fosse num mar
Mas ao invés de águas
Repleto de ilusões ele está
Faço dos meus dias um eterno sonhar
Minhas paixões dominam até o ar
Enfim vivo por ti amar!

Quando e onde enfim
Da fantasia à realidade a travessia se dará?
Quero de novo
Abaixo dos meus pés sentir a firme terra
Mas o desejo de tê-la
Faz disso um outro sonho impossível!

Onde

Onde estou?
Às vezes tenho estes lapsos
Penso estar ao seu lado
Mas sei-me no vácuo!
...
Onde estás?
Às vezes faço esta pergunta
Penso que me vens encontrar
Mas sei-a em outro lugar!

Tempo e espaços perdidos
Vidas vividas a meio
Cá estou por estar

Não vejo razão e receio
Que no fim tanto faça
Já que é pelo fim que anseio!

O cortejo

O cortejo passou
Não se sentiu o perfume das flores
Só o morto sorria
Pois, tinha chegado seu dia!

Havia tempo que sofria
Seus amores se misturaram às dores
... As noites passaram a ser frias
Da vida não via mais cores!

O tempo se arrastava
Tudo perdera seu gosto
No espelho já não reconhecia seu rosto!

O cortejo passou
O morto sorria
E pro poeta ainda vivo, foi-se mais um dia!

Acostumando

Já estou-me acostumando
A ver flores murcharem
Luzes se apagarem
Rios e mares secarem.
...
Já estou-me acostumando
A ver o cinza no céu predominar
O ar faltando
O coração a querer parar.

Já estou-me acostumando
A ver a noite não passar
O sono não chegando
E a não mais sonhar.

Já estou-me acostumando
A não mais chorar
A não ter o que falar
E a estar desamando.

Já estou-me acostumando...

Título: Face a Face com a Poesia
Autor: Amorim
Editora: Scortecci Editora
Gênero: Poesia
ISBN: 978-85-366-2321-4
Formato: 14 x 21 cm
Nº de páginas: 164 páginas
Edição: 1ª edição

Ano: 2011

Para comprar o livro na Livraria e Loja Virtual Asabeça, verifique se a obra está disponível para comercialização. 

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