quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Hoje é Dia das Bruxas!!!!

O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

História do Dia das Bruxas

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).

Símbolos e Tradições

Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso País através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pela valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Críticas

Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado. Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
A comemoração da data também recebe fortes críticas dos setores religiosos, principalmente das religiões cristãs. O argumento é que a festa de origem pagã dissemina, principalmente entre crianças e jovens, ideias e imagens que não correspondem aos princípios e valores cristãos. De acordo ainda com estes religiosos, as imagens valorizadas no Halloween são negativas e contrárias à pratica do bem.

Conto
Noite de Halloween

Era sexta-feira dia 31 de outubro, Dia de Halloween e a rua estava cheia de crianças fantasiadas pedindo doces. As mães com pratinhos de quitutes e chapéus de bruxa na cabeça brincavam junto com os filhos.
Eu caminhava lentamente e assistia a tudo, porém, não comemorava porque estava triste.
Sentei-me num banco e com uma visão panorâmica, pude acompanhar a festa que acontecia na pequena rua que estava fechada para o trânsito.
Achei muito legal tudo aquilo, pois nunca havia presenciado uma festa do estilo americano aqui no Brasil e num bairro popular.
Acompanhava a comemoração quando um homem sentou-se a meu lado. Ele estava vestido de preto, uma roupa elegante e não trajava nenhum adereço relacionado à data.
Não conseguia ver o seu rosto, que se escondia na escuridão da noite. Apenas, de relance, via-se a pele bem branca.
— Você está gostando da festa? — Pergunta o homem misterioso, com uma voz maravilhosa e máscula.
— Sim. — Disse eu a ele gaguejando e envergonhada.
— Você mora aqui no bairro? Nunca te vi andando por aqui. — Questionei.  
— Não, sou de outro lugar. Aliás, sou de outro país também. — Disse o homem, que não tinha sotaque conhecido e falava perfeitamente o português.
Quando eu ia perguntar de onde era, o homem virou-se e me perguntou se eu queria caminhar com ele.
É claro que aceitei. Nos levantamos e começamos a passar por todos até sairmos da rua onde acontecia a festa.
Já estávamos longe quando ele pegou na minha mão. Eu fiquei com o coração apertado, que parecia sair pela boca.
Nossa, eu não sou nada disso e esse belo homem que agora vejo olhos azuis e uma barba a fazer que emolduram o rosto magnífico me dando bola!
E a moça caminhava satisfeita com o homem que mal havia conhecido e que lhe dava atenção além de seus sonhos.
Ela era uma jovem retraída por ser sempre a chacota da turma e desta forma estava acostumada a ficar só. Tinha duas amigas que também não eram populares e assim, o mundo de Rachel era solitário e sem brilho.
Quando já estavam bem longe da casa de Rachel, o homem convidou-a para tomar uma bebida e comer alguma coisa.
A moça não hesitou.
Depois de horas conversando e bebendo, Rachel foi embora com o homem, que a levou para um lugar mais reservado.
Rachel passou uma noite maravilhosa com o belo desconhecido.
No dia seguinte, Rachel estava exausta e com o corpo todo dolorido e não se lembrava de nada.
Depois de dois dias, sensações estranhas começaram a acontecer com a moça e ela a cada dia se sentia mais forte e mais vigorosa e com uma aparência sedutora.
Sem entender, Rachel tinha vontades estranhas e não conseguia mais dormir à noite.
Perambulava pelas ruas à espera do homem sinistro, seu príncipe das trevas que não mais apareceu.
Na escola, tornara-se a mais popular e Rachel, por vingança, maltratava a todos.
Quando chegou novamente a noite de Halloween, Rachel começou a sentir-se estranha. Sem se dar conta, estava com um lindo vestido negro justo e longo, que chamava a atenção por onde passava.
A lua cheia brilhava naquela noite de Halloween e Rachel estava deslumbrante.
Um rapaz solitário e triste sentou-se no banco para apreciar a festa que acontecia na rua interditada.
Rachel sentou-se ao lado do rapaz. Ele, muito tímido, não teve coragem de olhar para ela. Rachel então tomou a iniciativa e perguntou:
— Você está gostando da festa? ...
...
E os dois, de mãos dadas, caminharam lentamente se despedindo da comemoração que acontecia na rua. 

terça-feira, 30 de outubro de 2012


Hoje deixo a segunda parte do conto de ficção científica A praga, que termina na próxima semana.

...
Estávamos em 22 de dezembro de 2160 e o calor atingia todo o globo. O consumo dos equipamentos refrigeradores estava no limite e, de repente, tudo cessou.

A luz se apagou completamente. Eu e minha mulher nos distanciamos da janela porque naves despencavam completamente sem controles e o estrondo foi de arrepiar. Os equipamentos pararam de funcionar. Nas ruas, pessoas feridas gritando.
Não sabíamos o que estava acontecendo.
— Pai, o que é isso? — Pergunta meu filho de sete anos tremendo de medo.
— Não tenho a mínima ideia, vamos manter a calma e aguardar. — Respondi sem deixar transparecer o meu pavor.
Essa situação ficou por quatro horas. Já era noite quando a energia voltou. Porém, os equipamentos não. De repente, somente a tela interativa de comunicação de um dos cômodos ligou. Diferente da programação que estávamos acostumados a ver, um robô gigantesco apareceu na tela para uma mensagem.
— Seres humanos do Planeta Terra, eu serei breve. — Iniciou o discurso o robô líder. — Como consequência por todo o mal ao mundo e a nós cibernéticos que vocês causaram, estamos unidos e queremos que vocês deixem o planeta. De agora em diante estamos no comando e vocês terão de partir. Peguem suas naves individuais, coletivas e deixem a terra. Damos um prazo de 30 dias para que todos possam partir. Aqueles que não cumprirem, serão exterminados. — finalizou o líder. E a tela desligou-se novamente.
Os dias seguintes ao episódio foram de caos total. Batalhões dos exércitos de todas as nações se uniram contra os robôs, que mesmo reduzidos, eram superiores à força humana. Estávamos perdendo a guerra e os dias passando rápido. O prazo estava chegando ao fim.
Muitos humanos deixaram de lutar, pegaram seus pertences e naves e partiram para planetas colônias. Eu fiz a mesma coisa com minha família.
...
         Passaram-se 30 anos desde a expulsão de nosso planeta mãe e não mais retornamos. A saudade e a lembrança de nossa terra natal estavam mais afloradas nos últimos tempos.
...
         A parte final continua na próxima semana.
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O Tempo, o amor e o Livro da Vida
Mirian Marclay Melo

Quando tudo, enfim, em mim for um filme, que se conte
Aos meus filhos, um elo com o todo esse preparo que faço a ponte
Direi que fui o nada, um dia, na vida, e na poesia, e que me cansei - de ser ar.
Que fui dessas pessoas de entrega quase cega, que guardam em si alguma pureza
Que lutavam contra a vileza e os valores menos nobres.
Que preferia os pobres por serem simples, que amava o trivial
Porque era essencial, embora adorasse beber meu vinho
Ainda que completamente um ser sozinho em longas taças de cristal.

Quando perguntarem, quem sabe, quem eu era, possa alguém em posse 
Do meu livro da vida dizer que fui corrompida pelo devasso desejo de carinhos.
Que os únicos redemoinhos que me levaram foram os afagos dos sobrinhos, 
Dos filhos dos meus pais, e que meu sangue se plantou nos jardins de encantamentos.
Que guardo sim resquícios e especificidades de paladares muito intrínsecos,
Como o gosto da tua boca e o perfume da tua pele que me são tão específicos,
Mas que tudo tem seu tempo de eleger início, meio e final.
E hoje sou acolhimento maternal, de um futuro.

Quando quiserem ler minha essência, além de poemas, cartas, imanências
De erros, acertos, loucuras-apertos, concebo, talvez que seja possível que
Esteja correndo nas veias de um anjo, sendo a história perpetrada sem esbanjo,
Ou, até mesmo, o esquecimento a se transformar e cochilar antes do profundo sono.
Nunca antes o abandono dos justos, que o tempo não apaga o amor vivido.
Nem haverá a saudade de se compadecer de mim quando tiver partido
Na doçura das crianças, que lerão aquilo que sou no que deixar de digno de mim.
E saberão que estive entre eles, na medida que os amei, verdadeiramente, toda vez que escrevi.
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Dr. Jupter
Música popular gratuita no Sesi Santos

A banda Dr. Jupter é formada por Ricardo Massonetto (voz, violão, gaita e banjo), Márcio Gonzáles (guitarra, banjo e violão), Dudu Massonetto (baixo e vocais), Mateus Briccio (bateria). Com uma mistura de folk, country, rock e bluegrass, por vezes bucólica, em outras visceral, o grupo faz um rock caipira com boas doses da simplicidade típica do interior. O banjo e a gaita nos arranjos realçam ainda mais a atmosfera rural que contagia do começo ao fim.

Serviço:
Dr. Jupter
Classificação: gratuita
Dia: hoje, às 15h
Local: SESI – Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria, Santos
Telefone: (13) 3209-8230
Entrada franca- os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência do início da apresentação 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012


Hoje é Dia Nacional do Livro

Você sabe por que comemoramos o Dia Nacional do Livro no dia 29 de outubro? Por que foi nesse dia, em 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional e esta data escolhida para o Dia Nacional do Livro.
O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D. João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga. 

Depoimento

Para o leitor Adilson Luiz de Sousa, “mais importante que estudar é ler”, já dizia Ziraldo.
É verdade, leitura enrique o homem em todos os sentidos, como na escrita, na formação de caráter social, na criação de mundo e na formação de ideias.
Eu sou um grande amante da leitura e um leitor assíduo. Um dos livros que mais gostei de ler foi “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo. O livro é muito bom e o autor retratou a sociedade de 1890, no século passado, com a vinda de imigrantes ao Brasil, em especial os portugueses. O livro descreve a sociedade carioca da época formada por portugueses, negros e mulatos.
Fica uma dica de leitura.
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Lendo o jornal Opinião & Notícia, achei duas matérias interessantes, uma porque está chegando o Natal e diz respeito ao “bom velhinho” e a outra, porque condiz sobre Monteiro Lobato, veja só:

Nova edição de clássico infantil retira o cachimbo de Papai Noel

A nova versão do clássico poema de Clement C. Moore “A Visit from St. Nicholas” (Uma visita de São Nicolau), mais conhecida como “’T'was the Night Before Christmas” (Era véspera de Natal), retirou todas as referências do cachimbo do Papai Noel com a proposta de limitar a exposição das crianças ao fumo.
A editora canadense Pamela McColl publicou, no mês passado, sua edição da obra original de 1823, de autoria de Moore. McColl recebeu críticas generalizadas de grupos que são contra a censura ao retirar duas linhas do poema, como a descrição de São Nicolau nos trechos “o cachimbo que ele segurava bem firme entre os dentes” e “a fumaça, que cercou sua cabeça como uma coroa”, assim como a edição com uma ilustração que trazia o cachimbo e a fumaça no personagem.
McColl, que publicou o livro na sua própria editora, Grafton and Scratch, é contra o tabagismo e acredita que os livros infantis que contenham referências ao fumo devem vir com advertências aos pais. Ela não respondeu a uma solicitação de comentário do jornal inglês Guardian, mas escreveu em seu site que a edição feita por ela no poema original não representa censura.
“Eu editei algumas palavras e versos que fazem referência ao Papai Noel fumando e retirei a imagem de seu cachimbo. A ausência dessas palavras não muda o sentido do material do autor, nem o entendimento do leitor ou o aproveitamento da história. A ausência pode salvar vidas e evitar o surgimento de novos fumantes”, disse ela. “Penso que essas razões prevalecem sobre outras considerações. Se o texto sobreviver mais 200 anos, ele terá de ser modernizado para refletir as realidades atuais. Gostaria que as crianças pudessem celebrar o espírito de doação e que refletissem com orgulho sobre as tradições natalinas que marcaram a sua infância, e a melhor maneira de honrar Papai Noel é livrando o bom velhinho do fumo.”

Livros de Monteiro Lobato 
sob censura
Depois de tentar proibir a leitura de Caçadas de Pedrinho em escolas públicas, o Instituto de Advocacia Racial (Iara) agora volta sua atenção para outra obra do escritor Monteiro Lobato: Negrinha.
No dia 25/9, o instituto protocolou uma ação administrativa na Controladoria Geral da União questionando a distribuição e o uso da obra em escolas públicas. O instituto alega que a obra contém elementos racistas. “Não se pode financiar com dinheiro público um livro didático que contenha estereótipos e preconceito”, disse Humberto Adami, advogado e diretor do Iara.
Lançado em 1920, o conto Negrinha é um dos mais elogiados do autor e faz parte da lista Os cem melhores contos brasileiros do século, da editora Objetiva. O livro foi adotado pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), fato que incomodou o Iara. Segundo o instituto, passagens como “Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados”, contém elementos racistas.
O Supremo Tribunal Federal ainda não conseguiu resolver o impasse sobre Caçadas de Pedrinho, que já se arrasta há dois anos. Uma nova audiência no MEC discutirá a distribuição de Caçadas de Pedrinho. O Iara deu sinais de desistir do pedido de nulidade caso o MEC apresente “propostas concretas de ação”, como a preparação de docentes para lidar com a questão do racismo na literatura.  

domingo, 28 de outubro de 2012


Centenário de Graciliano Ramos
O escritor completou 120 anos ontem

Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo (AL), em 1892. Um dos 15 filhos de uma família de classe média do sertão nordestino passou parte da infância em Buíque (PE) e outra em Viçosa (AL). Fez estudos secundários em Maceió, mas não cursou faculdade. Em 1910, sua família se estabelece em Palmeira dos Índios (AL).
Em 1914, após breve estada no Rio de Janeiro, trabalhando como revisor, retorna à cidade natal, depois da morte de três irmãos, vitimados pela peste bubônica. Passa a fazer jornalismo e política em Palmeira dos Índios, chegando a ser prefeito da cidade (1928-30).
Em 1925, começa a escrever seu primeiro romance, Caetés - que viria a ser publicado em 1933. Muda-se para Maceió em 1930, e dirige a Imprensa e Instrução do Estado. Logo viriam "São Bernardo" (1934) e "Angústia" (1936, ano em que foi preso pelo regime Vargas, sob a acusação de subversão).
Memórias do Cárcere (1953) é um contundente relato da experiência na prisão. Após ser solto, em 1937, Graciliano transfere-se para o Rio de Janeiro, onde continua a publicar não só romances, mas contos e livros infantis. Vidas Secas é de 1938.
Em 1945, ingressa no Partido Comunista Brasileiro. Sua viagem para a Rússia e outros países do bloco socialista é relatada em Viagem, publicado em 1953, ano de sua morte.
Fonte: UOL Educação

Bibliografia:
-Caetés  romance
-São Bernardo – romance
-Angústia – romance
-Vidas secas – romance
-Infância – memórias
-Dois dedos – contos
-Insônia – contos
-Memórias do cárcere – memórias
-Viagem – impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.
-Linhas tortas – crônicas
-Viventes das Alagoas – crônicas
-Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).
-Cartas – correspondência pessoal.

Depoimento
Graciliano Ramos é, sem dúvida, um dos maiores escritores brasileiros.
Meus livros favoritos do autor são Vidas Secas e São Bernardo.
A linguagem e a clareza das ideias traduzem a personalidade do escritor retratando a vida das pessoas de outro século e que continua neste, deixando- o assim, um escritor atual.

Revista O velho Graça

Reavaliada 120 anos depois de seu início, em 27 de outubro de 1892, a extraordinária trajetória pessoal, literária, intelectual e política de Graciliano Ramos contada por seu melhor biógrafo ganha nova edição, ampliada e revisada, pela Boitempo Editorial. 
O velho Graça, de Dênis de Moraes, nos conduz pelos sessenta anos de história de um dos maiores narradores da literatura brasileira, com todo o rigor da documentação e dos depoimentos pessoais daqueles que o cercavam. O livro chega aos leitores com acréscimos que acentuam o conhecimento pormenorizado da vida e da obra do escritor alagoano. Entre as novidades estão um bem-cuidado caderno iconográfico, com imagens raras e até inéditas, e a mais esclarecedora entrevista concedida pelo escritor, em 1944, nunca antes publicada em livro.
Publicado pela primeira vez no centenário de Graciliano Ramos, o trabalho de Moraes foi recebido com grande entusiasmo pela crítica, por se tratar da primeira “biografia de conjunto” sobre o romancista, como classificou Carlos Nelson Coutinho no prefácio.
Ficha técnica
Título: O velho Graça
Subtítulo: uma biografia de Graciliano Ramos
Autor: Dênis de Moraes
Orelha: Alfredo Bosi
Quarta capa: Wander Melo Miranda
Páginas: 360
ISBN: 978-85-7559-292-2
Preço: R$ 52,00
Editora: Boitempo

Documentário O Universo Graciliano
A vida e obra do escritor Graciliano Ramos, que completaria 120 anos no dia 27 de outubro, será tema de documentário do cineasta Sylvio Back. Intitulado O Universo Graciliano, o longa revisita a trajetória do autor de Vidas Secas. Ao todo, o filme será rodado em três estados: Rio, Alagoas e Pernambuco. A Record planeja relançar algumas obras do escritor.
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Efeitos Giverny homenageia 

Claude Monet

A exposição Efeito Giverny, do artista plástico Amorim homenageia o pintor impressionista Claude Monet a partir de 1º de novembro, na Aliança Francesa de Santos.
Formado em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Amorim participa, desde 1997, de salões de artes, mostras, exposições coletivas e individuais em São Paulo, tendo já sido premiado por seus trabalhos. Em 2012, participou da exposição Art Shopping no Carroussel do Louvre, em Paris. Visitou a casa de Monet em Giverny para preparar esta exposição na Aliança Francesa de Santos. É um olhar do pintor-poeta brasileiro sobre o cenário eternizado nas telas de Monet.
Vernissage: Dia 31 de outubro de 2012 – Quarta-feira, das 19h30 às 22h

Serviço:
Exposição Efeitos Giverny
Data: de 1 a 21/11

Horários: de 2ª a 5ª das 9h às 12h e das 14h às 21h; sexta e
e sábado das 9h às 12h e das 14h30 às 17h

Local: Aliança Francesa de Santos -Rua Rio Grande do Norte, 98 – Pompéia

Telefone: (13) 3237 2403

Amorim J C Amorim

Pintor e Poeta Brasileiro


Amorim J C Amorim nasceu em 25/02/1958 em Mirangaba – BA. Ainda criança migrou para São Paulo. Hoje reside em Santos/SP.
Formou-se em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Desde cedo demonstrou aptidão para o desenho e facilidade para se expressar pela escrita o que o levou a desenvolver ambas as habilidades.
Hoje em dia persegue dois sonhos, por falta de um, se firmar em ambas as carreiras de poeta e de artista visual. Enquanto artista visual já participou de várias exposições tanto coletivas como individuais, angariando várias premiações.
Como poeta publicou o seu primeiro livro: "Face a face com a poesia"


Contatos:
E-mails:    jmelo@prodam.sp.gov.br

Poesias de Amorim

O amor

O amor tanto se agiganta
Embeleza, de tudo toma conta
Quanto também se desespera
Enfeia, assemelha-se à guerra!
...
De contornos imperceptíveis de tão fino
Chega a tocar o divino
Em si carrega tanta vida
Mas não sabe conviver com a dúvida!

É ferro que fere
Das feridas pode ser o unguento
Mas há de que, se ter com ele tento!

O amor a todos acolhe
Mas dependendo do momento
O que se parece com amor pode ser tormento!

Acostumando

Já estou-me acostumando
A ver flores murcharem
Luzes se apagarem
Rios e mares secarem.
...
Já estou-me acostumando
A ver o cinza no céu predominar
O ar faltando
O coração a querer parar.
 
Já estou-me acostumando
A ver a noite não passar
O sono não chegando
E a não mais sonhar.

Já estou-me acostumando
A não mais chorar
A não ter o que falar
E a estar desamando.

Já estou-me acostumando...

Mar de ilusões

Por onde se dará a travessia
Neste meu mar de ilusões?
Será de noite ou de dia?
Das paixões terei resolvido as questões?
... Fará frio ou será quente este dia?
Ou tudo ainda serão só pendências?

Vivo como se fosse num mar
Mas ao invés de águas
Repleto de ilusões ele está
Faço dos meus dias um eterno sonhar
Minhas paixões dominam até o ar
Enfim vivo por ti amar!

Quando e onde enfim
Da fantasia à realidade a travessia se dará?
Quero de novo
Abaixo dos meus pés sentir a firme terra
Mas o desejo de tê-la
Faz disso um outro sonho impossível!

Onde

Onde estou?
Às vezes tenho estes lapsos
Penso estar ao seu lado
Mas sei-me no vácuo!
...
Onde estás?
Às vezes faço esta pergunta
Penso que me vens encontrar
Mas sei-a em outro lugar!

Tempo e espaços perdidos
Vidas vividas a meio
Cá estou por estar

Não vejo razão e receio
Que no fim tanto faça
Já que é pelo fim que anseio!

O cortejo

O cortejo passou
Não se sentiu o perfume das flores
Só o morto sorria
Pois, tinha chegado seu dia!

Havia tempo que sofria
Seus amores se misturaram às dores
... As noites passaram a ser frias
Da vida não via mais cores!

O tempo se arrastava
Tudo perdera seu gosto
No espelho já não reconhecia seu rosto!

O cortejo passou
O morto sorria
E pro poeta ainda vivo, foi-se mais um dia!

Acostumando

Já estou-me acostumando
A ver flores murcharem
Luzes se apagarem
Rios e mares secarem.
...
Já estou-me acostumando
A ver o cinza no céu predominar
O ar faltando
O coração a querer parar.

Já estou-me acostumando
A ver a noite não passar
O sono não chegando
E a não mais sonhar.

Já estou-me acostumando
A não mais chorar
A não ter o que falar
E a estar desamando.

Já estou-me acostumando...

Título: Face a Face com a Poesia
Autor: Amorim
Editora: Scortecci Editora
Gênero: Poesia
ISBN: 978-85-366-2321-4
Formato: 14 x 21 cm
Nº de páginas: 164 páginas
Edição: 1ª edição

Ano: 2011

Para comprar o livro na Livraria e Loja Virtual Asabeça, verifique se a obra está disponível para comercialização.