domingo, 23 de setembro de 2012


Olá, tenha um bom domingo e descanse!
Veja os assuntos de hoje no meu blog:
Crônica O gatinho do Cândido Valejo.
Dica de cinema filme de ficção Dredd.
Eventos que acontecem hoje: Conversando com Mamãe, com Beatriz Segall e Herson Capri; Banda Santista de Repertório, na Pinacoteca Benedicto Calixto e Farrandança, no Emissário Submarino
Espero que gostem das novidades e amanhã tem mais.
Grande abraço,
Miriam

Crônica
O gatinho do Cândido Valejo


De mansinho o gatinho preto foi se chegando ao prédio, como quem não quer nada, assim meio sem jeito.
O gatinho apareceu numa tarde no edifício de três andares Cândido Valejo, cujos sete apartamentos dispostos numa pequena área de concreto, nada teria a oferecer ao pequeno bichano.
Sem área de lazer, o prédio mal tem garagem, mas mesmo assim, foi o local escolhido pelo gatinho, que depois de idas e vindas, decidiu permanecer.
O gato, que a princípio surgiu do nada, escondia um passado nada feliz, que depois de tempos foi-se revelado.
O diferencial do pequenino animal com dispostas manchas brancas no peito e patinhas era o seu miado, que era mais um choramingo do que outra coisa. Aos moradores do Cândido Valejo ele se aproximava chorando, com uma carinha de pidão e que cortava o coração de todos. Um vizinho entrava, outro saia, e o gatinho seguia todos até o portão com seu fatídico chorinho.
Instalado num porãozinho, o gato ganhou sua casinha, que para ele, estava perfeita. Não bastasse a mordomia recebida pelos moradores, o gato conhecido como Chorão ou Boca mole desapareceu numa sexta-feira.
Sem ninguém saber para onde o bichano tinha ido, ele reaparece depois de três dias com a boca toda machucada, resultado de uma briga ou de uma farra com alguma gatuna.
Bem alimentado e com o machucado curado o Chorão continuou com seus encantos junto aos condôminos, que paparicavam o bichinho com carinho e atenção.
Como o sossego daquele prédio volte e meia era ameaçado por alguma intempérie, na madrugada de uma quinta-feira, lá pelas três horas da matina, acordei assustada com miados agudos de gatos. Com o tremendo barulho, nem tive tempo de chamar meu marido, que num salto já estava em pé e colocando os chinelos para descer e salvar o gatinho de outro, que aparecia às vezes para perturbar o nosso Chorão.
Depois de alguns minutos, eis que entra em casa o meu marido, rindo sem parar, e falando do que presenciara:
 — Você não pode imaginar na cena dantesca que vi lá embaixo, dizia meu esposo rindo, — o seu Daniel, de 80 anos, já estava lá de ceroula rasgada com as partes a mostra pondo para correr o gato que veio brigar com o Chorão. — Dizia ele, acrescentado que o bicho era duas vezes maior.
Depois desse episódio, outros apareceram e o gatinho firme e forte foi vivendo seus dias no edifício. Porém, não se podia deixar o portão da entrada aberto porque o Chorão já se enfiava pelo prédio e queria acompanhar o morador até seu apartamento, pois fora criado em um.
O Chorão trouxe proximidade entre vizinhos que não se falavam há tempos. Numa dessas conversas, fiquei sabendo que o gatinho veio de um prédio do outro lado da rua de uma mulher maluca que tinha 15 gatos dentro de casa e foi embora deixando todos trancados. Vizinhos chamaram a ZOONOSES, que levou os bichanos, o Chorão, porém, muito esperto fugiu e veio parar aqui no Cândido Valejo, que não é grande coisa, mas os moradores de bons corações, adotaram o pequeno mascote.
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Dica de cinema Dredd

Ontem fui assistir Dredd, protagonizado pelo excelente ator Karl Urban, adorei o filme. Para quem gosta de ficção em 3D, muita ação e cenas de sangue e tiroteio, a película, refilmagem do Juiz Dredd, personagem já interpretado pelo ator Sylvester Stallone, em 1995, é muito boa e não deixa nada a desejar em nova história.
As cenas de tiroteio são bem feitas e em câmera lenta, as balas entram e saem das pessoas com efeitos ótimos.
No longa-metragem o juiz Dredd (Karl Urban) vive na megalópole Mega City Um, um oásis de civilização na Terra Maldita, cerca de 120 anos no futuro. Bastante temido pelos infratores da lei, ele acumula os cargos de polícia, juiz e ainda tem o poder de executar suas sentenças. Um dia, ele é encarregado de treinar uma candidata a juíza com poderes mediúnicos (Olivia Thirlby), e neste primeiro dia de teste os dois enfrentam a maior e mais perigosa traficante de drogas do local (Lena Headey).
Vale a pena, bem, eu gostei muito.

Dredd (Dredd [3D]
Direção: Pete Travis
Duração: 96 minutos 
Gênero: Ação, Ficção científica
Elenco: Karl Urban, Olivia Thirlby e Lena Headey


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Conversando com Mamãe
Com Beatriz Segall e Herson Capri

Compartilhar é o verbo que conjuga “Conversando com mamãe”, texto que, com sua leveza, pontua um diálogo que poderia se passar em qualquer lar de qualquer parte do mundo. Sob a direção de Susana Garcia que já mostrou, ao lado de Herson, habilidade na direção em “Eu sou minha própria mulher”, espetáculo premiado e estrelado por EdwinLuisi.
Beatriz Segall interpreta uma espirituosa senhora de 82 anos. Herson Capri, por sua vez, é Jaime, o filho cinquentão que pouco convive com a mãe e só tem notícias dela por telefone.
Um encontro deles para resolver uma crise rende momentos divertidos e emociona ao trazer temas como afeto, companheirismo e afastamento. Com sensibilidade, a diretora Susana Garcia supera os clichês do texto. Beatriz Segall confere um tom cômico irresistível à sua personagem. Apoiado por ela, Capri retrata com rigor o constrangimento de um homem fracassado e ao mesmo tempo surpreso com a cumplicidade perdida ao longo da vida.

Serviço:
Conversando com Mamãe
Dia: hoje (23/9), às 20h30
Classificação: 16 anos
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada: Estudantes, professores da rede pública e idosos acima de 60 anos)

Local: Teatro Brás Cubas - Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias, Santos
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Banda Santista de Repertório

A Banda Santista de Repertório faz a abertura da Primavera na Pinacoteca, apresentação ao ar livre, que será cancelada em caso de chuva.
A banda é composta por 20 músicos e regida pelo maestro Antonio Homem de Bittencourt. Com um arquivo musical extenso, a banda destaca-se por variar e inovar os arranjos a cada apresentação, mostrando um repertório eclético que abrange músicas populares, folclóricas e eruditas.

Serviço:
Banda Santista de Repertório
Dia: Hoje (23/9), às 11h
Local: Pinacoteca Benedicto Calixto - Av. Bartolomeu Gusmão, 15, Boqueirão,Santos
Classificação: livre
Entrada franca
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Farrandança
Espetáculo de rua

O Teatro Widia e Coisas de Teatro Cia. de Arte apresentam gratuitamente o espetáculo de rua ‘Farrandança’, que mostra o cotidiano de uma tradicional trupe de artistas mambembes, que chega ao local da apresentação em um cortejo com suas carroças rebocadas por bicicletas. Calixto, o contrarregra, sonha em ser ator, representando Othelo de Shakespeare, mas tem em seu caminho seu sogro e dono da companhia: Sr. Antonio, que teima em lhe “esfriar a cena”.
O texto de Joaquim Manoel de Macedo e Karl Valentin, ganhou a adaptação dos atores da companhia e do diretor, Platão Capurro Filho.
No elenco estão André Nunes, Bruna Telly, Camila Baraldi, Daniel Valverde, Déia Oliveira, Ernani Sequinel e Márcia Marques. Também fazem parte do projeto Fabíola Nascimento (Assistente de Direção e Preparadora Vocal), Julinho Bittencourt (Trilha Sonora e Direção Musical), João Paulo Rivera (Cenografia), Gilson de Melo Barros (Figurino e Telão), Rodrigo Mmorales (Fotografia) e Betinho Neto (Designer Gráfico).

Serviço:
Farrandança – Espetáculo de rua
Dia: Hoje (23/9), às 16h
Local: Parque Municipal Roberto Mário Santini - Emissário Submarino – orla da praia do José Menino, em Santos
OBS: Em caso de chuva, a apresentação será cancelada

Fonte: Agenda Cultural 

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