quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Olá, boa quarta-feira para todos.
Hoje deixo para vocês uma crônica A Borboleta marrom, espero que gostem.
Amanhã tem mais novidades.
Grande abraço,
Miriam



Crônica
A Borboleta marrom

A borboleta marrom apareceu e discretamente se fixou numa parede do hall do auditório do escritório onde trabalho.
Depois de duas vezes passando no local é que reparei na solitária e quieta criatura, bela por sua tonalidade marrom e por seu tamanho.
Na sala, as estagiárias falavam sobre ela e perguntavam a cada um que entrada na sala:
— Você viu a enorme borboleta que está no corredor?
Ai começou o debate se era borboleta ou mariposa, pelo tamanho grande do bichinho.
O que me intrigou acerca da borboleta não foi seu tamanho ou procedência, mas sim, que uma das estagiárias hoje, em pleno século XXI, ainda acredita que a borboleta é perigosa por que solta no ar uma espécie de pó que faz mal as vistas e poderia até cegar. 
Nossa, quando escutei sobre isso, não acreditei, pois em minha infância, isso lá nos anos 70, as crianças tinham um medo tremendo de borboleta desse tipo por causa desse mito, tão esquecido no tempo e ao mesmo tempo, tão atuante ainda.
Depois de quase um dia de hospedagem, a borboleta partiu no final da tarde sem deixar vestígios e a estagiária, no seu pavor, deu a volta pelo prédio só para não passar perto da borboleta!
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ANJOS DA NOITE 

2 comentários:

Mirian Marclay Melo disse...

O medo amiga Miriam nos afasta do que importa. E a borboleta é o transformar. O símbolo mor, pelo qual tenho predileção. Mas mudar causa medo, sempre causará. Rendo-te letras, bela crônica!

miriam santiago disse...

Oi amiga querida, muito obrigada, bom saber que você gostou. Fiquei feliz mesmo, obrigada.
Beijão,
Mi