terça-feira, 17 de julho de 2012

Olá, leitores do Histórias Fantásticas, tenham um bom dia e vamos aos assuntos desta terça-feira.
Sobre livros, tem o novo romance do escritor inglês, Ian McEwan, Serena e dois livros sobre o capitalismo.
Tem também tarrafadas dia 19/7, com Moacir Assunção e as exposições que acontecem no Museu da Casa Brasileira.
Bem, por hoje é só, mas amanhã tem mais, não percam.
Grande abraço,
Miriam

Serena
De Ian McEwan

O novo romance do escritor inglês, Ian McEwan, Serena, Companhia das Letras, 382 páginas, R$ 39,00, se passa no início da década de 1970, quando a Inglaterra mergulhou em um longo período de crise financeira, política e civil, agravada pelos ataques terroristas do IRA.
A personagem-título, Serena Frome, é uma jovem linda e talentosa, filha de um bispo anglicano. Incentivada pela mãe, uma feminista não declarada, ela vai estudar matemática na Universidade de Cambridge, onde por intermédio de um namorado conhece um professor da universidade, de 54 anos, com quem tem um caso de alguns meses e que a introduz no serviço de inteligência britânico (MI5).
É no MI5 que Serena fará da literatura sua atividade principal. Leitora voraz de romances, o MI5 a envolve na Operação Tentação criada para financiar jovens escritores no começo da carreira que, sem saber, iriam escrever textos anticomunistas para serem usados como contrapropaganda durante a Guerra Fria.
Serena, então, tem de convencer o jovem escritor, Tom Healy, autor de contos e de artigos contra o Muro de Berlim e à presença soviética na Alemanha e na Romênia a aceitar a bolsa da Liberdade Internacional, que ela diz ser de uma fundação cultural. E consegue. Porém Serena gostou de seus romances, de seus personagens e, por fim, apaixonou-se por ele. Mas como renunciar ao segredo de sua vida dupla? E a quem cabia a ficção? Como trair o compromisso profissional de mentir e ocultar que assumira? Serena debate-se em um conflito existencial e afetivo, entre culpa e medo, que culmina em um final surpreendente.
A complexidade dos personagens, os bastidores do MR5 e da espionagem internacional, da Guerra Fria e das tensões políticas e econômicas da Inglaterra nos anos 1970, são admiravelmente narrados por McEwan. E, como disse o autor, Serena é também “uma celebração do romance e uma investigação do ato da leitura”.
Serena foi lançado mundialmente no Brasil por ocasião da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que contou com a participação de Ian McEwan em uma mesa-redonda. O livro será publicado na Inglaterra e nos Estados-Unidos ao longo do segundo semestre.
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Moacir Assunção é atração da 
Tarrafada dia 19/07, no SESC

Em agosto, acontecerá a quarta edição da Tarrafa Literária, festival concebido pelo livreiro e diretor da RealejoJosé Luiz Tahan, e que traz a Santos grandes nomes do setor no país e fora dele. Este ano, um dos parceiros do evento é o Sesc. Para aquecer o público e divulgar a dobradinha Realejo-Sesc, acontece, uma vez por mês, a Tarrafada, bate-papo com algum nome de destaque na literatura, sempre mediado por Tahan. Após o sucesso da primeira edição, com o jornalista Xico Sá, em junho, chega a vez do também jornalista Moacir Assunção receber a plateiaquinta-feira, 19 de julho, 20h, no auditório do Sesc Santos.
Jornalista e escritor especializado em temas históricos, Moacir Assunção é autor de “Os homens que mataram o facínora - a história dos grandes inimigos de Lampião, finalista do Prêmio Jabuti 2008 - e de “Nem heróis e nem vilões”, que traz dados novos da guerra do Paraguai cujos reflexos perduram até os dias de hoje, trazendo dificuldades à consolidação do Mercosul. Após o bate-papo, ele autografará os livros.
“Essa parceria com o Sesc, além de ser um preparativo para a Tarrafa Literária, propiciará ao público da região a chance de conhecer mais da obra de nomes relevantes não só da literatura, mas do jornalismo e da cultura no país”, diz José Luiz Tahan.
A 4ª Tarrafa Literária acontece de 22 a 26 de agosto.  

Serviço:
Tarrafada, com Moacir Assunção
Dia: Quinta, 19 de julho, às 20h
Local: Auditório do Sesc – Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida, Santos/SP
Entrada franca

Colaboração: André Azenha – Jornalista/Assessor de Imprensa
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Museu da Casa Brasileira

Única instituição brasileira voltada ao estudo, preservação e exposição da história do mobiliário e das artes aplicadas, o museu difunde as áreas de arquitetura e design com exposições temporárias e promove debates, palestras, cursos, oficinas e lançamentos de livros. Assim, vem se consolidando como centro de pesquisas, especializado na evolução dos equipamentos da casa brasileira e nos seus usos e costumes, principalmente depois que foi recebendo, ao longo dos anos 70, um vasto arquivo que conta com 28 mil fichas de citações e informações sobre arquitetura, mobiliário e equipamentos domésticos, do século XVI ao XIX.
Além do acervo, das exposições e da arquitetura do solar, vale a pena conhecer o oásis verde que é o jardim do Museu. Antigamente, o jardim tinha uma área de impressionantes 15 mil metros quadrados, mas em função de uma série de alterações urbanísticas, foi reduzido em mais de 50 por cento. Ainda assim, suas 200 espécies de árvores brasileiras se destacam em meio ao concreto.

Exposições itinerantes

Olho Mágico – Uma visão dos interiores de Copacabana 

A mostra, intitulada “Olho Mágico”, permanece até 29 de julho, conta com 23 painéis fotográficos com um recorte do universo dos habitantes de Copacabana, seus arranjos e objetos, revelando a forma de morar destes brasileiros.
Os interiores das moradias de Copacabana são tema da exposição de fotos da carioca Anna Kahn. Nos quase cinco quilômetros de extensão e por um de largura, espremido entre o mar e a montanha, e marco da diversidade sociocultural do Brasil, o bairro é um dos mais famosos do mundo.

Patrimônio da Metrópole Paulistana

A mostra, que permanece até dia 5 de agosto, é baseada no livro homônimo da escritora e cientista social Margarida Cintra Gordinho, com fotos da equipe do fotógrafo Iatã Cannabrava. Com coordenação de Mary Lou Paris, a exposição em Paranapiacaba apresenta uma seleção de 28 painéis e textos sobre os bens culturais da região metropolitana de São Paulo tombados pelo Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, ligado à Secretaria de Estado da Cultura.
O patrimônio cultural da cidade é constituído por todos os bens móveis e imóveis considerados importantes por questões históricas, arquitetônicas, artísticas ou articuladoras da memória e de valores paulistas, além de sítios e paisagens da natureza avaliados por suas qualidades intrínsecas.
A mostra documenta a trajetória histórica desse patrimônio tombado. Da pequena povoação em torno do Colégio e da Companhia Jesuítica, aos bairros planejados do século XX, passando pela arquitetura bandeirista e as construções religiosas, típicas do período colonial, o visitante poderá conhecer o legado que várias gerações de brasileiros e estrangeiros deixaram na metrópole paulista.

São Paulo: da cidade informal aos novos bairros

A exposição, em cartaz até dia 5 de agosto, mostra o processo de transformação de comunidades, favelas e loteamentos irregulares em novos bairros integrados à cidade, resultado do planejamento que vem sendo implantado desde 2005 em comunidades da periferia de São Paulo. As melhorias realizadas nestas regiões, além de considerarem as condições jurídicas, favoráveis à regularização destas ocupações, garantem o acesso à saúde e à segurança, facilitando o trânsito dos serviços urbanos nestes locais, antes considerados degradados. É um pouco disso que cada visitante irá encontrar no museu.
Fotografias, desenhos e vídeos mostram projetos de reurbanização executados, como o parque Cantinho do Céu, às margens da represa Billings, na zona sul e outros que se encontram em vias de realização, como os projetos urbanos selecionados para os Planos de Ação Integrada (PAIs), no concurso nacional de arquitetura Renova SP, realizado em 2011.


Serviço:
Museu da Casa Brasileira
Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, São Paulo
Telefones: (11) 3032-3727 / 3032-2564 / 3032-2499
Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 4,00, estudantes: R$ 2,00 – domingos e feriados: gratuito
Estacionamento pago. 
De terça a sábado até 30 min. grátis, até 2 horas R$ 12,00, demais horas R$ 2,00 p/hora. Diárias das 8 às 18: R$ 20 
Domingos e feriados: preço único R$ 15,00
Eventos especiais, preço s/consulta.

Agendamento de visitas monitoradas: (11) 3032-2564
Acesso a pessoas com deficiência


Mapa de localização:

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Livros

Capitalismo para os descrentes

A crise financeira levou algumas pessoas a questionar a viabilidade do sistema econômico americano. O apelo do socialismo perdeu a força na Rússia e na China, e de certo modo em outros países que eram seus porta-estandartes, como Índia e Cuba. Mas o capitalismo ao estilo americano não tem tido descanso também. Mercados financeiros em colapso, resgates de bancos e altos níveis de desemprego incrementaram a sensação de mal estar sobre um sistema que é baseado na propriedade privada de recursos.
Why Capitalism? (“Por que o capitalismo?”), de Allan Meltzer, professor de economia da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, é uma resposta estendida a alguma das perguntas que ele recebeu recentemente. A mais desafiadora veio de uma mulher da Alemanha que se perguntou, após ler o New York Times, se o sistema que derrotou o comunismo estava colapsando apenas duas décadas após a queda do Muro de Berlim.
A Capitalism for the People (Um capitalismo para o povo), de Luigi Zingales, professor da Booth School of Business da Universidade de Chicago, argumenta que boa parte do pessimismo atual em relação ao capitalismo é resultado direto da vasta expansão do estado através de subsídios complexos e regulamentos anticompetitivos que abrem a porta para o tipo de camaradagem citada igualmente por Meltzer.
Quando o governo favorece o setor privado, Zingales argumenta, muitas vezes o faz tomando atitudes que são ‘pró-negócios’ e não ‘pró-mercado’, o que significa fornecer condições favoráveis a instituições particulares em vez das instituições como um todo. Isso distorce o sistema, resultando precisamente no problema de empresas selecionadas obtendo lucros e imponto custos à sociedade que, de acordo com Meltzer, deviam ser o centro do que a regulação deveria ser projetada para evitar.

Fonte: Opinião & Notícia 



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