quarta-feira, 18 de julho de 2012

Bom dia a todos e vamos a mais um dia de existência, com felicidade para enfrentar o mundo!
Se cada geração tem o super-herói que merece, o que a mais recente encarnação cinematográfica do Cavaleiro das Trevas – um bilionário em conflito em um smoking que mantém um caro e melancólico passatempo de combate ao crime – diz sobre a geração atual?
Estreou na segunda (16), às 22h, no Universal Channel, a série policial Common Law. Leia mais.
Hoje é o Dia do Trovador. Veja a sua importância.
Finalizo os assuntos com uma poesia de Cecília Meireles, no Cantinho da Poesia.
Por hoje vou chegando ao fim, mas prometo novos assuntos amanhã.
Beijo grande,
Miriam


Batman: O Cavaleiro das 
Trevas Ressurge

Se cada geração tem o super-herói que merece, o que a mais recente encarnação cinematográfica do Cavaleiro das Trevas – um bilionário em conflito em um smoking que mantém um caro e melancólico passatempo de combate ao crime – diz sobre a geração atual?
Quatro anos após sua última aparição, Christian Bale retorna ao seu uniforme de homem-morcego em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o capítulo final da trilogia do diretor Christopher Nolan. Os comentários e a expectativa sobre o filme, guardado a sete chaves até a data de lançamento, giram em torno das mensagens políticas do filme (que no caso de Nolan são sempre bastante equilibradas). Assim como ele demonstrou que vigilantes em capas ainda poderiam relevantes após o 11 de setembro – que eles poderiam não apenas ser o eco de um mundo mudado, mas também revelar algo novo sobre ele – agora ele reflete de volta para nós a cultura fraturada da nossa nova década.
Bane (Tom Hardy), o novo inimigo de Batman, é literalmente uma massa de músculo, uma multidão de um homem só. Mas sua verdadeira ameaça é o fato de ele ser o líder carismático de um coletivo. Ele comanda multidões, inspirando e comandando seguidores. Por outro lado, Batman /Bruce Wayne começa a se parecer mais com um privilegiado do 1%, um capitalista burguês de frente para uma cidade com raiva. “Uma tempestade se aproxima, sr. Wayne”, Selina Kyle (Anne Hathaway) avisa. “É melhor você e seus amigos se prepararem, pois quando ela chegar, todos vocês vão se perguntar como puderam viver com tanto e deixar tão pouco para o resto de nós”.
E assim, Batman terá que mudar, para sintonizar-se com o humor e a linguagem nova da cidade e as multidões, se quiser sobreviver. Soa familiar? Talvez, Nolan tenha tido um terreno mais fácil para navegar quando as preocupações do mundo real começaram a se sobrepor ao filme. A notícia de que Nolan estava filmando cenas nos protestos do Occupy Wall Street no ano passado, e em novembro de 2011 manifestantes do Occupy ligaram um bat-sinal do topo de um arranha-céu de Nova York, substituindo a insígnia familiar do morcego por “99%” e slogans de conscientização.

O filme estreia dia 27 de julho, não perca!

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Common Law
Nova série policial

Estreou na segunda (16), às 22h, no Universal Channel, a série policial Common Law.
Ambientado na Divisão de Roubos e Homicídios de Los Angeles, a série tem como protagonistas os detetives Wes Mitchell (Warren Kole) e Trevis Marks (Michael Ealy), que vivem em conflito por causa de suas personalidades diferentes. Por causa dessa relação, a dupla precisa frequentar sessões de terapia para continuarem a trabalhar juntos.
Aos poucos, entre a solução de um crime e outro, eles descobrem que têm muita coisa em comum.
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Hoje é Dia do Trovador

Jorge Amado já disse: Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a trova e o trovador são imortais.
O Dia do Trovador é comemorado nessa data por ser o dia do nascimento de Gilson de Castro (RJ), cujo pseudônimo literário é Luiz Otávio.
É um micro poema, o menor da língua portuguesa, que deve obedecer a características rígidas?
É preciso que a trova seja uma quadra, ou seja, tenha quatro versos (em poesia cada linha é denominada verso). E cada verso deve ter sete sílabas poética. As sílabas são contadas pelo som.
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A arte de ser feliz
Cecília Meireles


Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim. 



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