sexta-feira, 27 de julho de 2012


Bom dia especial a vocês leitores do Histórias Fantásticas.
Hoje tem a pré-estreia do Batman, mas me disseram que os ingressos estão esgotados, infelizmente.
Veja mais sobre o coquetel de lançamento do livro Manicômio de Rogers Silva.
Em Londres acontece uma exposição pra lá de milionária.
Veja os eventos que acontecem na Realejo Livros neste final de semana.
Bem amigos, aproveitem a sexta e aguardo vocês aqui amanhã, para mais novidades.
Abraços,
Miriam

Lançamento do livro 'Manicômio', de Rogers Silva


“Amor e morte são os temas dominantes neste primeiro livro de Rogers Silva. Causa e efeito: o amor conduzindo inevitavelmente à morte, ambos conectados num fluxo só: amor-morte. A morte.
Perdidos num turbilhão de canções e filmes românticos, os apaixonados de Rogers Silva atravessam parágrafos vertiginosos, às vezes longos. O discurso direto copulando com o discurso indireto, a primeira pessoa com a terceira. Misturando prazeres e sofrimentos. Indo mais longe: fazendo do prazer sofrimento, do sofrimento prazer.
A linha que tudo costura — amor, morte, prazer, sofrimento — é a loucura. Cuidado, leitor desavisado. Somente com muita sorte você conseguirá escapar destas páginas com a sanidade ainda intacta. Esta coletânea de narrativas tem a mesma densidade claustrofóbica e desestabilizadora do Asilo Arkham, a notória instituição psiquiátrica da mítica Gotham City.
Está preparado para a camisa-de-força? A literatura de Rogers Silva não é para leitores comuns, é para os raros, ou só para os loucos, como queria Hermann Hesse no romance O lobo da estepe.
Insanidade cerrada. A densidade discursiva vem da complexidade existencial das personagens e do narrador. As ficções aqui reunidas revelam o mundo desencantado de dezenas de pessoas, não só de Desseres. Há o desencanto das crianças, Hugo e Clarissa. Da insaciável Josi. Dele mesmo, Jesus Cristo. Há até o desencanto de uma canção-narradora, que conta ela mesma sua história de amor e morte.
As duas narrativas mais psicologicamente violentas são sem sombra de dúvida as mais fragmentadas, O espelho e Manicômio.
Na primeira, o diálogo intertextual com o conto de Machado rendeu um texto longo e inquietante, que seduz e incomoda simultaneamente. A louca pede ao cocheiro que não corra tanto, então o tempo começa a avançar e a recuar, os cenários vão mudando, começam a aparecer outras personagens: Carolina, Policarpo Quaresma, Campos de Carvalho, e tudo vai ganhando a consistência de um sonho.
Já estamos em pleno manicômio, onde os desejos e os impulsos mais antigos amordaçam a razão e matam o professor de lógica. Nesse estabelecimento a juventude está sem rumo (ainda, há décadas), o amor persegue a própria cauda e a morte violenta é a parada final”.

Por Luiz Bras

Sobre o autor:
Rogers Silva é escritor, professor, pesquisador e promotor de eventos. Mineiro, nasceu e mora em Uberlândia. Publicou em sites, revistas, jornais e coletâneas, dentre as quais 'Portal Solaris', 'Portal Neuromancer' e 'Portal 2001' (organizadas por Nelson de Oliveira).
É colunista e co-fundador do coletivo O BULE  Blog

Serviço:
Coquetel de lançamento do livro Manicômio de Rogers Silva
Dia: 12 de agosto de 2012 (domingo), às 19h
Local: Espaço Cultural do Mercado Municipal (Rua Olegário Maciel, nº 255, esquina com Av. Getúlio Vargas, Uberlândia/MG)
Apresentação musical com Leandro Rabelo (voz e violão) e Leonor Jr (percussão). Performances inspiradas nos contos do livro. Projeção do booktrailer. Salgados, pão de queijo, café, suco e refrigerantes. Amigos, conversas, interação, alegria 
A entrada é gratuita.

No dia do lançamento o livro será vendido por R$ 19,90
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Uma exposição sobre o ouro

Atletas olímpicos disputam pelo ouro, e por boas razões. Seu preço pode variar, às vezes violentamente, mas desde que o homem descobriu o ouro, há cerca de  5 mil anos, ele tem sido um importante símbolo de esplendor, posição e poder. “Ouro, Poder e Allure”, uma exposição brilhante e lindamente montada pela Company Goldsmiths, em Londres (até 28 de julho), é uma demonstração glorioso do glamour do ouro.
Fundada em 1327 para supervisionar o comércio de ouro, a empresa Goldsmiths mostra em Londres o seu evento mais ambicioso. São mais de 400 itens de ouro da Grã-Bretanha, abrangendo 4.500 anos, com empréstimos excepcionais de catedrais, museus, grandes coleções privadas e da Coleção Real. A variedade de objetos vai da Idade do Ferro (brincos, enfeites de cabelo) até um vaso criado pelo escultor japonês, Hiroshi Suzuki, em 2011.
O ouro é escasso. Todo o ouro já produzido poderia ser fundido em um cubo com lados de 20 metros. A razão do encantamento de coroas, medalhas, adornos e modelas de ouro é que, em grande parte, é por ser um bem incorruptível, raro de ser machado, corroído ou destruído. O jovem faraó Tutancâmon pode ter sido enterrado com sua mascada de ouro no século XIV ac, mas ela ainda brilha.
O ouro tem três vezes o peso do ferro, ponto de fusão de 1.063 graus centígrados, e é extremamente maleável, perfeito para elaborar jóias, objetos de arte e acessórios religiosos, como a exposição mostra.
Entre as jóias cedidas para o evento estão: uma coroa usada pelo Príncipe de Gales em 1969, que incorpora veludo púrpura e arminho tradicional, o artesanato futurista de Louis Osman e o anel de um bispo do século XVI, com uma safira azul. Um dos itens mais cativantes da exposição é um rato mecânico decorado com ouro e pérolas, um objeto de arte em forma de brinquedo. E há centenas de outros objetos que encantam e surpreendem.
O ouro britânico, apesar de minúsculo ao lado do existente na África do Sul, também foi encontrado no País de Gales, Irlanda do Norte, extremo oeste da Inglaterra e na Escócia. O metal continua a ser encontrado hoje. Mais urgentemente, os britânicos estão simplesmente esperando que os atletas do país em breve sejam agraciados com medalhas desse metal duradouro.

Fonte: Opinião & Notícia
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