terça-feira, 26 de junho de 2012

Um bom dia para todos.
Vamos às novidades de hoje: o autor Leandro Reis está lançando o livro Garras de Grifo, atenção para a promoção de pré-venda.
Veja as “pérolas do vestibular francês”...
Para Roma com Amor é o mais novo filme de Woody Allen, que segue a nova fórmula do diretor de conceber seus filmes inspirado por cidades importantes, como Paris, e agora Roma.
Luz na Crise, 11 de setembro de 2011. Uma viagem sem rumo. As grandes questões que afligem a sociedade contemporânea. Saiba mais. 
Bem por hoje é só. Aguardo você aqui amanhã para mais assuntos.
Abraços,
Miriam

Lançamento do livro Garras de Grifo
Autor Leandro Reis

Garras de Grifo é uma aventura selvagem, repleta de elementos como sofrimento e coragem, na qual a vitória só poderá ser conquistada no fio da espada e com o sangue dos heróis.
As gêmeas, Alexia e Ingrid, nasceram em uma tribo localizada nas inóspitas savanas bárbaras, onde vivem guerreiros ferozes, criaturas sobrenaturais e deuses antigos.
Segunda a tradição, baseada na religiosidade do povo, a criança gêmea mais nova sempre deveria ser sacrificada, e não segui-la causaria um mau augúrio.
Treinadas sob a espada severa de seu pai, elas tiveram sua força e resistência forjadas no suor e na dor. Contudo, todo o treinamento não as preparou para o maior desafio de suas vidas: A ruína de seu povo, causada por ganância e traição.
Essas guerreiras vagarão pelo continente, passando por aventuras épicas, conhecendo locais fantásticos e fazendo aliados improváveis, enquanto lutam pela sua sobrevivência e buscam vingar seu povo.
Distante, um deus as observa. Uma força caótica, que ri ao vê-las lançando-se com fúria cega em uma batalha contra o impossível: derrotá-lo.
Garras de Grifo também se passa no mundo de Grinmelken (criado pelo autor), o mesmo das obras da Trilogia Legado Goldshine, num momento posterior.

Pré-venda somente até o dia 09/07
Os livros estarão disponíveis no dia 19/07
Na Idea Editora
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Pérolas do vestibular francês

Todo ano, somos brindados com algumas pérolas dos vestibulandos brasileiros. Mas se engana quem pensa que as opiniões absurdas em redações são exclusividades da nossa juventude. Como prova, um corretor do “bac”, o vestibular francês, acaba de vazar algumas pérolas escritas na edição 2012. Os temas eram: “Pode existir desejos naturais?” e “trabalhar é mesmo útil?”
Um dos candidatos mostrou que não simpatiza muito com Rousseau e o mito do bom selvagem, e também exibiu um certo preconceito colonial: “Os desejos naturais variam”, escreveu. “Por exemplo, para uma família vivendo na África, os desejos naturais serão dormir e comer, pois a África ainda vive de maneira selvagem. Mas, para um francês bem mais evoluído, será de ter um carro, uma máquina de lavar e um grande closet”.
Rousseau realmente não goza de muita simpatia entre uma camada dos vestibulandos, como comprova o trecho desta outra redação: “Segundo Rousseau, é melhor sonhar seus desejos do que satisfazê-los. É por isso que ele sempre viveu só e infeliz”. Pois é, bem feito para ele!

‘Penço logo existo’

Enquanto um candidato faz malabarismos verbais dignos de um Caetano Veloso (“O desejo é transe sem dente em relação ao corpo”), outro evoca o lado animalesco do homem “O desejo está expresso por uma linguagem. Os homens utilizam as palavras para expressar seu desejo e os animais usam gritos. Mas, quando os seres têm relações sexuais com o objetivo de obter prazer e não com o objetivo de fazer filhos, eles usam gritos porque então o homem é considerado animal”.
Outro prefere reciclar Descartes com erros de ortografia: “Descartes com seu cogito, ou seja, o “penço (sic) logo eu sou” nos mostra que se eu penço (sic) útil eu sou”.
Há também quem tenha opiniões radicais contra o aborto: “O desejo de ter uma criança para uma mulher é natural, dar a vida está na ordem das coisas, é instintivo de ter um progenitor. As mulheres que não querem, ou pior, que escolhem o abominável assassinato ao abortar, são portanto, pervertidas”.
Sobre o tema “trabalho”, alguns vão procurar respostas na Bíblia: “A prova de que o trabalho não é útil é que Jesus Cristo nunca trabalhou. Ele viajou de país em país para difundir o amor, mas nunca trabalhou. Todavia, ninguém foi mais útil do que ele, ninguém o contestará”.
A sutileza não parece ser o forte deste candidato: “Alguns não acham que o trabalho deve ser útil, até se suicidam, aliás, como na France Telecom”, escreveu em alusão à onda de suicídios na estatal francesa. Outros se mostram rebeldes: “Quanto ao senhor, corretor, seria mais útil ajudando o meu pai a construir uma casa do que a corrigir este dever…”
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Para Roma com Amor, 
de Woody Allen

O mais novo filme de Woody Allen segue a nova fórmula do diretor de conceber seus filmes inspirado por cidades importantes, como Paris, e agora Roma. Apesar de não ter o rigor técnico e o controle de filmes como Match Point e até mesmo o último Meia Noite em Paris, Para Roma com Amor é um filme engraçado, que diverte ao mesmo tempo que fala de assuntos contemporâneos.
O filme gira em torno do conceito de celebridade: o funcionário exemplar e tímido Leopoldo (Roberto Begnini), acorda um dia e sem mais nem menos encontra repórteres na porta de sua casa; ele se tornou uma celebridade.
Ao mesmo tempo, um jovem casal sai do interior da Itália para tentar a vida em Roma — ela se perde sozinha andando pela cidade e acaba por encontrar o famoso ator Luca Salta, com quem acaba vivendo um romance.
Enquanto isso, o estudante de arquitetura Jack, que mora em Roma com sua noiva norte-americana, se apaixona pela amiga dela, uma atriz em ascensão que veio de Los Angeles para passar férias na cidade. Alec Baldwin faz um interessante personagem, uma espécie de consciência do rapaz, que comenta os lances do jogo de sedução entre Jack e a bela Monica.
Além de tudo isso, aparece o próprio Woody Allen, bom como sempre, como um diretor de óperas aposentado, que convence um agente funerário, dono de uma extraordinária voz, a seguir a carreira de tenor. Esses pequenos núcleos funcionam de forma paralela, sem interagirem entre si, sempre com as ruas e monumentos de Roma como cenário.
As peripécias amorosas, como não poderia deixar de ser, se juntam ao foco do filme sobre a noção de celebridade. O filme não traz, além de sua estética mais desorganizada – provavelmente fruto da inspiração do diretor com os histriônicos italianos – nada de novo em relação ao que se espera de um Woody Allen. E isso é bom!
É engraçado ver como Allen critica em seu roteiro a personagem Monica (Ellen Page, de Juno), com as mesmas críticas que são feitas a seus filmes: filmes que fazem o espectador se sentir inteligente ao citar determinados cânones do intelectualismo, mas sem nenhuma profundidade, e que divertem de forma aguada, com um humor já ultrapassado.
Diferente dessa opinião, acredito que Woody Allen, com a possibilidade de fazer praticamente um filme por ano, envelhece de forma digna; mais que isso, seus filmes atuais são muito superiores aos antigos. Ele se utiliza de recursos como distanciamento (o ator que se comunica olhando para a câmera), flashbacks, e personagens fantasmas, como é o caso de Alec Baldwin nesse filme, de forma magnífica. Seus filmes têm uma liberdade que não se vê na maioria do cinema que vigora nos grandes circuitos.
Ao focar as celebridades nesse filme, o diretor discute um fenômeno muito antigo, sob uma ótica da atualidade. Enquanto na Grécia clássica, os atletas que venciam as Olimpíadas tinham o direito de ter seus bustos esculpidos e guardados no Partenon, atualmente o célebre é aquele que tem sua imagem multiplicada através das imagens em movimento: nada melhor do que o cinema para tratar disso.
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Luz na Crise

11 de setembro de 2011. Uma viagem sem rumo. As grandes questões que afligem a sociedade contemporânea. Crise econômica, produção simbólica, globalização, identidade. Temas que invadem o pensamento do personagem central.

Título original: Luz na Crise

Direção: Leonardo Brant e Pedro Caldas
Duração: 60 min
Gênero: documentário
Censura: livre


Serviço:
27 de junho, às 17h30, em Campinas. Programação gratuita e por ordem de chegada uma hora antes de cada sessão. A cpfl cultura em Campinas fica na rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 – Chácara Primavera. Mais informações pelo telefone (19) 3756-8000
O filme terá ainda exibição no mesmo dia às 20h  



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