segunda-feira, 18 de junho de 2012


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Hoje é o aniversário de dois anos do falecimento do gênio literário José Saramago. Leia mais sobre ele e conheça sua vasta obra. Tem também trechos da poesia O Ano de 1993 e O Conto da Ilha Desconhecida logo acima na Página de AUTORES ESTRANGEIROS, confira.  
A Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande em parceria com a Nobel Livraria Boqueirão convida para o 29º Sarau dos Pensadores a realizar-se no dia 30 de junho, a partir das 16h.
O novo livro do historiador Max Hasting, All Hell Let Loose: The World at War 1939-1945, sobre a Segunda Guerra Mundial foi publicado há sete meses e recebeu críticas entusiasmadas.
Bem, por hoje é só e amanhã tem mais novidades.
Abraços,
Miriam

José de Sousa Saramago
Dois anos de falecimento


José de Sousa Saramago, nascido a 16 de novembro de 1922, faleceu no dia 18 de junho de 2010, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, na Espanha, aos 87 anos.
Saramago foi escritor, argumentista, teatrólogo, jornalista, dramaturgo, contista, romancista e poeta português.
Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prêmio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa.
O seu livro Ensaio Sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil, Uruguai e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles (realizador de O Fiel Jardineiro e Cidade de Deus).
Em 2010 o realizador português Antônio Ferreira adapta um conto retirado do livro Objecto Quase, conto esse que viria dar nome ao filme Embargo, uma produção portuguesa em co-produção com o Brasil e Espanha.
Nasceu no distrito de Santarém, na província geográfica do Ribatejo, no dia 16 de novembro, embora o registro oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi diretor-adjunto do Diário de Notícias.
Juntamente com Luiz Francisco RebelloArmindo MagalhãesManuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado, em segundas núpcias, com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu na ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

Obras publicadas

Romances
Terra do Pecado, 1947; Manual de Pintura e Caligrafia, 1977; Levantado do Chão, 1980; Memorial do Convento, 1982; O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984; A Jangada de Pedra, 1986; História do Cerco de Lisboa, 1989; O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991; Ensaio Sobre a Cegueira, 1995; Todos os Nomes, 1997; A Caverna, 2000; O Homem Duplicado, 2002; Ensaio Sobre a Lucidez, 2004; As Intermitências da Morte, 2005; A Viagem do Elefante, 2008; Caim, 2009 e Claraboia, 2011.

Peças teatrais

Contos

Poemas

Crônicas

Diário e Memórias

Viagens
Viagem a Portugal, 1983.

Infantil


Prêmios

Entre as premiações destacam-se o Prêmio Camões (1995) - distinção máxima oferecida aos escritores de língua portuguesa, e o Nobel de Literatura (1998) - o primeiro concedido a um escritor de língua portuguesa.

Polêmicas
A carreira de Saramago foi acompanhada de diversas polêmicas. As suas opiniões pessoais sobre religião ou sobre a luta internacional contra o terrorismo são muito discutidas e algumas resultam mesmo em acusações de diversos quadrantes.

Trechos da poesia O Ano de 1993

As pessoas estão sentadas numa paisagem de Dalí com as sombras muito recortadas por causa de um sol que diremos parado
Quando o sol se move como acontece fora das pinturas a nitidez é menor e a luz sabe muito menos o seu lugar

Não importa que Dalí tivesse sido tão mau pintor se pintou a imagem necessária para os dias de 1993
Este dia em que as pessoas estão sentadas na paisagem entre dois prumos de madeira
que foram uma porta sem paredes para cima e para os lados

Não há portanto casa nem sequer a porta que poderia não abrir precisamente por não haver para onde abrir
Apenas o vazio da porta e não a porta

E as pessoas não se sabe quantas não foram contadas devem ser ao menos duas porque conversam levantam as golas dos casacos para se defenderem do frio

E dizem que o inverno do ano passado foi muito mais doce ou suave ou benigno embora a palavra seja antiga em 1993
Enquanto falam e dizem coisas importantes como esta

Uma das pessoas vai riscando no chão uns traços enigmáticos que tanto podem ser um retrato como uma declaração de amor ou a palavra que faltasse inventar

Vê-se agora que o sol afinal não estava parado e portanto a paisagem é muito menos daliniana do que ficou dito na primeira linha

E uma sombra estreita e comprida que é talvez de uma pedra aguda espetada no chão ou de um prumo distante de porta que já perdeu companhia e por isso não atrai as pessoas

Uma sombra estreita e comprida toca no dedo que risca a poeira do chão e começa a devorá-lo
Devagar passando aos ossos do metacarpo e depois subindo pelo braço devorando

Enquanto algumas pessoas continuam a conversar
E esta se cala porque tudo isto acontece sem dor e enquanto a noite desce

LEIA NA PÁGINA AUTORES ESTRANGEIROS O CONTO DA ILHA DESCONHECIDA
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29° Sarau dos Pensadores
Na Casa dos Poetas de Praia Grande

A Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande em parceria com a Nobel Livraria Boqueirão convida para o 29º Sarau dos Pensadores a realizar-se no dia 30 de junho, a partir das 16h.
Dentre as atrações, destacam-se palestra “Entre a Pedra e a Praia” com Celso Correia de Freitas, presidente da Casa do Poeta de Praia Grande. Lançamento do E-book In(ter)ações de Celso Correia de Freitas, além de poesias, música e apreserntações.

Serviço:
29º Sarau dos Pensadores
Dia: 30/6 – a partir das 16h
Local: Nobel Livraria – Av. Costa e Silva, 532, Boqueirão, Praia Grande
Telefone: (13) 3473-1760
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Livro traz a tona horrores da Segunda Guerra Mundial

A história está repleta de guerras que foram mais sangrentas do que a Segunda Guerra Mundial. Como proporção da população, mais pessoas foram mortas durante a rebelião de An Lushan na China do século VIII, por exemplo, ou pela Guerra dos Trinta Anos na Europa central do século XVII. Mas a magnitude da tragédia humana da Segunda Guerra Mundial a coloca em uma categoria própria, e a relativa proximidade ao presente faz com que o conflito ocupe um espaço na memória coletiva que outros horrores mais distantes não conseguem.
As estimativas divergem, mas até 70 milhões de pessoas morreram como uma consequência direta das batalhas entre 1939 e 1945, das quais cerca de dois terços eram civis, tornando-a a guerra mais letal em termos absolutos. Quase um em cada dez alemães morreu e 30% do seu Exército. Cerca de 15 milhões de chineses e 27 milhões de soviéticos foram mortos. Imprensada entre dois vizinhos totalitários, a Polônia perdeu 16% de sua população, dentre os quais metade era judeu e sucumbiu à “solução final” de Hitler. Em média, quase 30 mil morriam por dia.
O novo livro do historiador Max Hasting, All Hell Let Loose: The World at War 1939-1945 foi publicado há sete meses e recebeu críticas entusiasmadas. A técnica do autor é explorar os registros escritos daqueles que fizeram parte do conflito tanto de modo ativo como passivo. Suas testemunhas vão de homens cujas decisões causaram a morte de milhões a soldados comuns que executavam suas ordens a vítimas civis. Cinismo e idealismo, sofrimento e euforia, coragem e terror, brutalização e sentimentalismo – tudo isso expressado através de testemunhos diretos.

Conexões próximas

No geral, contudo, Hastings faz um admirável trabalho de costurar histórias profundamente pessoais com grandes eventos e estratégias. Isso traz à tona a questão se outro livro a respeito do mesmo assunto é necessário. A resposta depende do interesse do leitor. Antony Beevor, que é conhecido por usar os diários e cartas de soldados comuns por vezes insuportavelmente emocionantes para lançar uma nova luz sobre antigas batalhas, é em outros sentidos menos generoso do que Hastings em relação ao espaço que dedica às fontes primárias em seu novo livro The Second World War. Ele escreveu o que pode ser considerado uma história militar mais convencional.
Beevor tem muitos insights em relação às conexões entre as coisas – ele tenta “entender como o quebra-cabeça se encaixa”. Ele também tem uma mão mais firme do que Hastings para descrever como as grandes batalhas terrestres da guerra se desenrolaram. Embora os seus julgamentos sejam menos divertidos que os de seu rival, eles também são mais razoáveis. Ele é notavelmente mais generoso em relação às contribuições britânicas para derrotar Hitler, e tem mais disposição do que Hastings para detalhar os horrores da guerra.
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Snow White/Mary Margaret Blanchard 



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